domingo, outubro 14

: Aos eternos insastifeitos como eu.



Bem que podia aparecer o sol. Bem que podia começar a chover. Estou farta deste calor. Estou farta do frio. Não me apetece estar em casa mas também não me apetece sair. Apetece-me um doce. Não, não posso comer doces. Vou pela direita. Não, vou pela esquerda. Quero ficar sozinha. Afinal quero companhia. Ai, que cansaço.

Quem nunca passou por isto? Por esta dualidade de sentimentos que mudam ao ritmo alucinante de meros segundos. Todos os sábados é uma tortura sair de casa para fazer uma hora de caminho até à aula de violino. Mas depois não me apetece vir embora. Todas as semanas anseio pelo fim-de-semana mas depois ele chega e eu farto-me de não ter grande coisa para fazer. Sou insatisfeita por natureza e há dias em que não me consigo compreender. Ainda assim tento contrariar esta minha faceta e agarro-me às pequenas coisas. Às vezes abrando o tempo e deixo-me ficar deitada no sofá a ver as cortinas abanarem ao vento. Vejo um episódio de uma série qualquer que esteja a dar na televisão. Deixo-me adormecer com o cachorro encostado a mim. Envio uma mensagem que estava pendente há muito tempo. Tenho vindo a aprender a olhar menos para o futuro e a aproveitar aquilo que o presente me oferece. Vou tentando deixar de viver preocupada com tudo o que pode acontecer e limito-me a procurar a felicidade, onde quer que ela esteja escondida. Faço aquilo que me dá vontade, quando me dá vontade. E aos poucos vou chegando à estabilidade que desejo.

sexta-feira, outubro 12

: Inversão de marcha.


O blogue está como a minha casa: arrumada por mera obrigação. Faço as limpezas semanais e finjo que não vejo aquele pó chato atrás do sofá pesado. Ou em cima do armário alto. Mantenho o básico feito e vou adiando as coisas difíceis e que me vão dar dores de cabeça. Assim anda este espaço. Apareço aqui de quando em vez, tentando disfarçar as minhas ausências, muitas delas prolongadas. Não sei se será falta de inspiração, falta de vontade ou se simplesmente já estou cá a mais. Mas como sou teimosa e ainda não estou pronta para desistir vou optar por vos pedir uma pequena ajuda. Digam-me o que gostariam de ler da minha parte, o que gostariam de saber. Estou a precisar de novos desafios! E serão vocês a lançá-los. Conto convosco.