sábado, janeiro 19

: As palavras que ficaram por dizer.


Ontem perguntaram-me por ti. Ao ouvir o teu nome algo em mim fervilhou e senti que poderia explodir. Ouvir o teu nome, depois de tanto tempo, trouxe ao de cima tudo aquilo que ficou trancado em mim. Oh... E são tantas as coisas que guardo. São tantas as memórias que me ferem e tantas outras as que me aconchegam. Sorri, mesmo sem ter vontade de o fazer. Bem sabes que sempre fui perita em esconder as minhas emoções. Respondi que nada sabia de ti. Que tínhamos seguido caminhos opostos há tantos anos que mal me lembrava que tinhas feito parte da minha vida. Menti. Ainda me lembro de ti, em cada pequeno momento da minha rotina. De cada vez que bebo chá naquela caneca que adoravas. De cada vez que olho para a estante e vejo os livros que me ofereceste. De cada vez que acordo e está a chover. Parece que ainda te consigo ver, em pé, de cotovelos pousados no parapeito a veres a chuva cair. Hoje, quando me perguntaram por ti, senti que tudo me continua a puxar para ti. Sinto que, no fundo, nunca deixaste de ser tu o dono do meu coração. Mesmo que tenhamos eliminado os contactos um do outro. Mesmo que nos tenhamos afastado e tu tenhas saído desta cidade. Talvez um dia a vida se encarregue de nos colocar novamente no mesmo caminho. Quem sabe, um dia destes, alguém te pergunta por mim. E o teu coração dispare outra vez. Talvez...

#histórias de bolso
#off the records

terça-feira, janeiro 15

: As (pequenas) coisas boas da minha vida.

Fotografia própria

Há dias difíceis, onde nada parece fazer sentido. Há momentos complicados, onde nada parece estar bem. Nesses momentos é imperativo parar, respirar fundo e olhar em nosso redor: absorver as pequenas coisas boas nas quais normalmente não pensamos. Ter a oportunidade de ver o nascer do sol, o recomeçar de um novo dia cheio de oportunidades. Sair do trabalho a tempo de ver o pôr-do-sol, um momento de calma e nostalgia. Fotografar, de modo a eternizar momentos; pessoas; locais. Ver fotografias antigas, reviver momentos em que fomos felizes. Um abraço apertado, daqueles que mais amo. Chegar a casa, ao conforto do lar. Cozinhar o meu prato favorito, que me conforta a alma. Descobrir músicas novas, que tocam sem parar no telemóvel. Ler, sinónimo de viajar por terras que nunca pensara conhecer. Escrever, de modo a libertar todos os pensamentos guardados nos mais ínfimos cantos da minha mente. Tomar um duche bem quente, para relaxar todo o corpo. O sorriso de uma criança, lembrando-me que há boas coisas no mundo. Aconchegar-me ao Floki, sentindo um amor que não pede nada em troca. Acordar junto do David, a pessoa mais importante na minha vida. O frio, que nos obriga a aconchegar nas mantas, a usar um cachecol giro. Um chá quente, que sabe bem em qualquer momento do dia. Um passeio à beira-mar, que sabe bem em qualquer altura do ano. Ter a sorte de morar perto do rio, que me permite ver o azul todos os dias. Parar sem ter medo que o tempo passe a correr. Nem sempre é fácil ignorar o relógio; Ignorar todas as tarefas que esperam por nós. Mas quando se superam os receios é certo que a recompensa será melhor do que esperado. A tranquilidade de não precisar de grandes momentos ou de memórias avassaladoras. Viver embalada nas pequenas coisas traz-me felicidade. Traz-me paz. E não é disso que verdadeiramente precisamos?


Agora um desafio para vocês... Quais são as coisas boas da vossa vida? Deixem nos comentários ou caso façam um texto no vosso blogue deixem o link!