terça-feira, dezembro 11

: Não comprem tantos brinquedos às crianças!


Eu sei que é inevitável comprarmos brinquedos às crianças e claro que há alguns bastante bons em termos de estimulação. Seja através de imagens, sons, texturas,... Há todo um mundo sem fim de possibilidades. Mas, falando por experiência própria, aquilo que os cativa e os mantêm concentrados durante mais tempo são os brinquedos não convencionais. Folhas de papel. Garrafas. Molas. Caixas. E, descobri a semana passada, pompons! 

Estivemos a fazer uma rena com a foto deles - ficou super fofa - e nos narizes decidimos colar pequenas bolinhas vermelhas. Por acaso peguei numa bola e sentei-me com eles. Deixei-os explorar e as reações deles foram muito boas. Ficaram primeiro surpreendidos por ser tão macia. Depois riam-se, por conseguirem apertá-la. Isto rendeu-nos largos minutos de brincadeira. Fiz magia com a bola, fazendo-a desaparecer. Quando a escondia nas mãos eles batiam lá para eu abrir. Quando acertavam riam-se, numa felicidade tão pura que dei por mim a rir às gargalhadas. Escondi-a nas mangas das camisolas deles e eles, ao sentir ali algo estranho, tentavam reconhecer o que era. Toquei-lhes com a bola no nariz e eles enrugavam-no, com aquela sensação estranha. E muitas outras explorações ficaram por fazer.

Depois desta pequena experiência tentei, cada vez mais, dar-lhes brinquedos diferentes. Levo folhas para eles rasgarem. Levo garrafas para porem coisas lá dentro e tirarem. Brincam com pratos de plástico. Com colheres adequadas à idade deles. Fazemos tambores com caixas. Usam todos os sentidos e sinto-os desenvolverem-se a cada pequena atividade fora da caixa. Há quem ache que no berçário não se faz quase nada. Muito pelo contrário... É no berçário que começa tudo!

domingo, dezembro 9

: Por um Natal mais simples!


Nesta altura do ano há sempre quem diga que o Natal é só consumismo e que é uma altura de muita hipocrisia. Que é só um dia normal e que não há motivo algum para que se gastem rios de dinheiro. E, em parte, concordo com isso. O Natal são as memórias. São os risos. São as fotografias loucas que ficam para a posterioridade. São os jogos que se partilham em família. A troca de presentes faz parte da tradição mas torna-se mais especial se os mimos forem escolhidos a pensar totalmente na pessoa a quem oferecemos. Pode nem ser algo caro desde que seja especial. Desde que tenha história. Eu prefiro escolher algo simples - às vezes apenas uma moldura bonita - mas que tenho um significado muito particular. Gosto de caprichar nos pormenores e de todos os anos comprar uma decoração nova para a casa, para acrescentar há - ainda - pequena coleção que tenho. Sou das que gosta de comprar camisolas natalícias e de usar bandoletes temáticas. Sou das que fotografa tudo e todos. Que tem gosto em ver os outros abrir os embrulhos. Sou das que dá importância a mimos e nunca a prendas caras. E tudo farei para que este Natal seja tão especial como todos os outros que já vivi. Que das pequenas coisas se criem grandes memórias!