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: Uma verdade incontornável.

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Nunca a chuva foi tão amada e desejada por todos, num pensamento que percorria todas as mentes. Já fazia falta - para tantas coisas - e ainda bem que chegou! Que fique cá por algum tempo, mas que não venha causar mais estragos num país já tão ferido. Estávamos a precisar deste fresco que acalmou as chamas e que traz o tempo típico da época. O Outono chegou. E com ele dias mais calmos, espero.

: A esperança que se vai.

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Não consigo escrever palavras de esperança quando Portugal está a arder. O nosso país - o nosso belo país - está a ficar negro. Na paisagem, na alma de todos nós. Tantas vidas que são perdidas. Pessoas que perdem tudo. Um pinhal com 700 anos de história que desaparece, quase por completo, num dia. O meu coração está apertado, por ter um incêndio relativamente perto da aldeia que me acolhe todos os verões e onde o David tem família. Sinto-me impotente, aqui tão longe. Sinto-me sufocada, sem conseguir imaginar como estarão as coisas por lá. Portugal, o país que eu tanto amo, está reduzido a cinzas. Está reduzido a lágrimas, tristeza, luto. É urgente reunir especialistas para estipular estratégias, para tentar prevenir novas catástrofes. É essencial dar a mão a quem luta contra as chamas; A quem com nada ficou. Está na altura de deixarmos os problemas menores de lado e unir forças, para fazer a diferença. Por Portugal, juntos. Por Portugal, sempre.

: Se eu entrasse num filme da Disney...

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... teria que ser uma vilã. Não que eu seja má - longe disso - mas porque gosto de analisar os planos maquiavélicos que eles inventam. Normalmente são personagens seguras de si, cativantes, que perseguem os seus objetivos. Tinham tudo para serem boas pessoas, exceto aquele gosto especial pela maldade! Além de que gosto bastante das músicas que eles cantam. Seria um desafio enorme fazer uma personagem diferente do meu feitio e iria dar-me imenso trabalho. Mas não deixaria de ser uma experiência bastante engraçada! 
Por enquanto vou sonhando enquanto oiço covers maravilhosas como esta que partilho convosco!

: Tempo frio, onde andas?!

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Confesso que apesar de gostar de um bom dia de sol tenho saudades dos dias mais frescos. Tenho saudades dos meus casacos quentes, dos meus mil gorros e cachecóis. Tenho saudades de beber um chá morno com a manta em cima das pernas. Tenho saudades dos dias que começam com nevoeiro. Até do som da chuva tenho saudades. Talvez daqui a uns meses esteja a sentir falta do sol mas, neste momento, preciso mesmo que o frio venha e se instale. Já chega de calor!

: Terei aprendido a gostar - realmente - de mim?

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Nunca fui de grandes complexos. Sempre fui a rapariga que era feliz com os seus cabelos naturais, que não ansiava ter outro corpo, que não se importava por não ter coisas de marca. Sou o tipo de mulher que nem sequer repara se alguém repetir a roupa dois dias seguidos! Não me maquilho, não uso sapatos altos, às vezes não tenho a depilação em dia. Tento descomplicar. 
Claro que passei uma fase em que me incomodavam, por exemplo, os pêlos que tinha nos braços. A minha mãe ainda mos descolorou dois ou três verões até eu perceber que estava a ser parva, visto que ter pêlos não quer dizer nada. A partir daí deixei de ligar a esses pormenores. Se alguém caía no erro de me dizer "Ai, tens tantos pêlos nos braços" recebia logo em resposta "E tu, não tens?". Cheguei ao ponto de pôr os meus braços ao lado do das crianças para vermos que todos tínhamos pêlos e as diferenças entre eles. Sempre a desconstruir preconceitos!
A única coisa que sempre me acompanhou foi o meu stress. …

: Até me tremem as pernas!

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Em tantos anos toquei meia dúzia de vezes para público. Gosto de tocar para mim e para um círculo intimo de pessoas. Quando comecei a aprender violino a intenção era ser algo de mim, para mim. Era um concretizar de um desejo de criança. Já lá vão oito meses de aulas e noto muitas diferenças. Claro que ainda arranho umas cordas - eu sou mesmo é de teclas - mas, de um modo geral, já me oriento bastante bem. A semana passada o meu professor brindou-me com uma surpresa: vou participar na festa de Natal com outras alunas de violino. Vou pertencer aos segundos violinos - que dão apoio à música principal. Ainda me recusei ao início mas acabei por me desafiar a mim mesma. Por muito que me custe por vezes tenho que sair da minha zona de conforto. A música? A de abertura da famosa série Guerra dos Tronos. Tem tudo para correr bem...!

: Ouvir para além da voz.

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O tema da minha tese de mestrado foi "Dar voz às vozes das crianças". Defendo com unhas e dentes que devemos ouvir os mais pequenos e construir o modelo educativo a partir deles, com eles, para eles. De que vale impormos a nossa ideia se depois ela não tem resultados benéficos?! Durante os três anos de ATL desliguei-me um pouco do trabalho por projectos e o ano passado - o primeiro enquanto educadora - foi um regressar a rotinas às quais já não estava acostumada. Claro está que algumas coisas estavam enferrujadas.
Por um lado sentia que estava a fazer um bom trabalho mas, por outro, sentia que faltava alguma coisa. Que ainda não se tinha feito o click como havia feito no meu último estágio. Até hoje. Estávamos a falar sobre animais (a propósito do Dia do Animal) e a brincar com fantoches de animais quando um dos pequenos me perguntou "Cláudia podemos fazer um teatro para depois mostrarmos aos amigos?". Acedi de imediato. Depressa o teatro se transformou numa apresen…