Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2015

: Os meus pequenos sóis.

Imagem
Há sempre dias em que não apetece sair da cama. Ou porque dormimos mal ou porque iremos fazer algo nesse dia (ou em algum próximo) que nos deixa ansiosos. Os motivos são os mais variados. Acordamos com mau humor e tudo o que nos rodeia parece conspirar para que fiquemos em baixo até voltarmos à cama. Mas depois surge algo que nos deixa com um sorriso na cara. Pode até ser uma coisa pequena, como vermos uma flor que gostamos. E, naquele momento, o nosso coração alegra-se e as nuvens negras parecem afastar-se. Eu também tenho destes momentos. Daqueles em que só me apetece ficar agarrada à almofada e dos outros em que o meu coração se ilumina simplesmente por ver algo que me deixa feliz.

E, acreditem, o meu coração ilumina-se muito facilmente. Ora é porque vejo uma papoila, ora é porque me deito ao sol enquanto oiço música. Acho, muito sinceramente, que não fui feita para ficar muito tempo triste. Mas a maneira mais fácil de melhorar o meu dia é ficar na companhia dos meus pequenos. Para …

: Desabafos de uma pitosga.

Imagem
De cada vez que uso os meus óculos escuros penso que se os perder a pessoa que ficar com eles vai ter a maior desilusão da sua vida. É que as minhas lentes são graduadas e é preciso muita sorte para quem os agarrar ser tão pitosga quanto eu!

: Paixão a dois.

Imagem
Aproveitámos o belo sol desta tarde para darmos um pequeno passeio aqui pela nossa cidade enquanto fazíamos geocaching. Encontrámos a primeira cache que tínhamos decidido fazer e as outras duas ficaram em espera até logo à noite por se encontrarem em locais cheios de pessoas. Depois do jantar lá nos espera mais um pequeno passeio! E que bem que sabe sair de casa e aproveitar este tempo de primavera.
Digam-me... quem mais faz geocaching?

: As loucuras dele.

Imagem
Acabei de chegar do autódromo do Estoril onde o David esteve, com imensos amigos, a aproveitar o Open Day. Já há alguns meses que andavam a transformar um carro e hoje foi o dia de se reunirem com tantas outras pessoas para tentarem fazer o melhor tempo possível na sua categoria. Sou sincera, acho que nunca o vi levantar-se tão rapidamente tenho em conta que ainda nem 6:30 da manhã eram. Lá foi ele, todo feliz, num dia que disse para mim mesma que seria só para ele. 
Só lá fui à tarde, com os meus sogros e cunhada, e posso dizer-vos que me arrependi de não pagar um bilhete para estar junto a ele todo o dia. Assim que comecei a ouvir os motores dos carros roncarem senti uma vontade incontrolável de saltar para o lugar de co-piloto. Nada de pilotar carros super potentes porque, afinal de contas, ainda nem um ano de carta tenho e era muito provável que eu fosse provocar mil acidentes. O próprio do David, que adora conduzir, remeteu-se ao lado direito do carro e deixou que os mais experien…

: Adoro o meu trabalho mas férias, são férias!

Imagem
Já tenho as férias de Verão marcadas!  Estou ansiosa pelos dias ao sol, pela pele morena e pelo cheiro a mar.

Mas antes disso ainda tenho umas mini-férias de três dias e alguns dias soltos para simplesmente não fazer nada. Tão bom!

: Para este fim-de-semana...

Imagem
... uma música.

... uma imagem.

... um desafio para começar.

: Nós e as discussões.

Imagem
Somos diferentes em muitas coisas mas numa somos tal e qual: na dificuldade em dar o braço a torcer. Confesso que, ainda assim, eu sempre fui mais inflexível do que ele, capaz de estar em silêncio durante horas. Talvez pelo meu passado ou simplesmente por ser parte do meu feitio. Mas não se deixem enganar que, muitas das vezes, nenhum de nós queria dar o braço a torcer e éramos capazes de ficar lado a lado sem falarmos um para o outro. Óbvio que sabemos que, hoje em dia, não convêm continuarmos a ser assim. Pelo bem da nossa sanidade mental e pelo bem da relação. 
Uma coisa é namorarmos, estarmos "chateados" à distância e esquecer tudo quando vemos a cara do nosso amado. Outra é dividir casa e não falar com quem lá está connosco; Ir para a cama chateado com alguém e acordar ainda chateado. Nenhuma relação sobrevive a isso. Hoje em dia evitamos as discussões e as poucas que temos são apenas trocas de ideias acerca do nosso futuro. Nenhum de nós levanta a voz ou aponta dedos. S…

: Aproveitando esta nova maré.

Imagem
Não sei se passo esta imagem para vocês mas estou mesmo entusiasmada com este novo blogue! Tenho mil e uma ideias para publicações no bolso, prontas a saltar. Nota-se muito este meu entusiasmo renovado?

: Um oceano de desenhos.

Imagem
Guardo todos os desenhos que as crianças me oferecem. Literalmente todos! Já tenho tantos que arranjei uma capa para os guardar por ordem cronológica, como se documentassem todo o caminho que fiz desde que comecei o primeiro estágio. Escrevo no verso das folhas os nomes, datas, locais e alguma situação engraçada que eu não queira esquecer. Assim nunca esquecerei o momento e a cara de quem me deu aquele pedaço de papel que é tão valioso para mim. Vejo-me desenhada de várias formas e feitios. Sorrio. Todos eles me vêem de uma forma especial e para mim isso vale o mundo. Eles, aqueles que são os meus pequenos amores, valem o mundo.

: É oficial...

Imagem
... o Glee acabou.
Seis anos depois do começo desta série, que se tornou tão especial para mim, chegou o dia do adeus. Para trás ficam episódios que me fizeram rir, chorar, cantar, dançar. Para trás ficam os episódios que não faziam sentido mas que no fundo até nos divertiam. Para trás ficam os momentos em que me refugiava em todos estes episódios para não pensar nos meus problemas. Aprendi muito com o Glee. Aprendi a compreender os outros; a compreender-me, com todos os meus defeitos. Aprendi a ser (ainda mais) tolerante perante a diferença. Aprendi a ser melhor pessoa. Agora o Glee acabou e eu socorro-me das outras mil séries que vejo para tapar a ferida. Não será o mesmo mas, afinal de contas, tudo o que começa tem um fim. E que belo fim foi este!

E, sim, chorei tanto que temi inundar a minha sala.

: Para ele, todo o meu amor.

Imagem
Quando conheci o David estava numa das piores fases da minha vida. O meu antigo relacionamento tinha corrido mal em todos os sentidos e eu ainda apanhava fragmentos do meu ser. Mas ele apareceu, vindo do nada, disposto a ajudar-me em tudo o que eu precisasse ainda como meu amigo, sem segundas intenções. As conversas foram evoluindo de forma tão natural que eu ainda hoje não sei em que momento me apaixonei por ele. Mas a verdade é que quando dei esse passo nunca mais conheci o sabor de não amar. Já lá vão quase cinco anos. Ele aturou toda a minha recuperação e ensinou-me a confiar novamente. Embalou-me, secou-me lágrimas e traçou um futuro comigo. Ao seu lado sinto algo que há uns anos atrás pensei nunca vir a sentir: segurança. Daí ter dado o passo importante de morar com ele. Não senti medo algum de me arrepender dessa minha decisão. Com ele tudo me parece certo e tudo tem seguido o caminho mais lógico. E quando, antes de adormecer, lhe agradeço por me amar estou a ser sincera. Porqu…

: O corpo da primavera em falta.

Imagem
Esta noite sonhei contigo. Acordei cedo, com a chuva a bater nas portadas das janelas, ainda com a imagem dos teus cabelos despenteado na minha mente. Se aqui estivesses, a partilhar comigo o calor desta cama, estarias a dizer-me que a Primavera se tinha esquecido que estava na altura de voltar para os nossos regaços. E eu ficaria pasmada, como sempre, com o som da tua voz. Mas não estás aqui. Provavelmente nunca mais estarás. Talvez por isso te faça viver nos meus sonhos. Relembro as noites passadas ao piano; aquelas primeiras vezes em que os nossos dedos se tocaram, procurando a mesma nota. Relembro os teus olhos escuros, escondendo a tempestade que sempre foste e nunca deixarás de ser. Relembro as palavras que te sussurrava ao ouvido e que te roubavam sorrisos verdadeiros. Nunca falámos sobre a nossa relação. Vivemo-la até que se roupessem todas as cordas que nos mantinham unidos. Dissemos um adeus sem lágrimas prometendo, em silêncio, manter a beleza do nosso amor em segredo. Ning…

: Raios partam as tecnologias.

Praticamente só pego no computador para ver séries e vir ao blogue, mas hoje que precisava dele para algo mais importante ele decide bloquear e não me deixar fazer nada. E é por isto que eu fujo a sete pés das novas tecnologias!
Vou só ali contar até um milhão e ver se me acalmo.

: Souvenirs da Ericeira

Imagem
Domingo, 15 de Março de 2015 

Curiosamente, ou talvez não, no dia em que este novo blogue ganhou vida viajei para junto do mar. Destino ou coincidência?
Não sei o que tem a Ericeira mas, sempre que lá vou, (e olhem que vou à vila quase desde que nasci!)descubro novos ângulos para captar a sua beleza. Sempre que lá vou perco-me no azul do mar, na força das ondas, no cheiro a sal que invade todas as ruas. Sempre que lá vou perco-me nas memórias. E eu gosto de me perder. Gosto de vir de lá completamente renovada; feliz. Gosto de vir carregada de fotos e de novas recordações. Porque, para mim, cada momento lá é único e impossível de repetir. É um dos me

: Da (minha) vida a dois.

Imagem
Quando eu e o David decidimos vir morar juntos estávamos conscientes de tudo o que isso implicava. Das novas responsabilidades; do tempos a sós que iríamos perder. Sabíamos, já à partida, que teríamos de aliar as nossas forças para mantermos tudo em dia e para que nenhum de nós ficasse sobrecarregado em trabalho. Ainda assim o início foi complicado... 
Tínhamos ritmos diferentes, maneiras diferentes de ver as coisas. Demorámos um pouco a entrar nos eixos; a adaptarmo-nos à nova rotina. Mas hoje é algo tão natural para nós como respirar. Eu nunca esperei que ele limpasse a casa, visto que passa mais tempo fora do que efectivamente nela. Mas gosto que ele dê uma pequena ajuda visto que sou eu quem chega já bem depois das oito da noite. E afinal de contas não custa nada apanhar a roupa do arame, levar o lixo para a rua ou arrumar a loiça, certo?! 
O mais importante é termos noção que chegamos os dois cansados do trabalho e que só temos a ajuda um do outro. Aprendemos rapidamente que não no…

: Dona de casa (nada) desesperada.

Imagem
Haverá coisa melhor do que tomar um bom banho depois de se limpar a casa?

: Sou movida a amor.

Está-me no sangue ser Educadora. Está-me no sangue correr para a janela à mínima mudança meteorológica chamando as crianças para junto de mim. Em conjunto analisamos aquilo que está a acontecer na rua - e até granizo já apanhei para que elas tocassem - e oiço todas as perguntas, ajudando-os a responder às suas dúvidas. Esta aprendizagem activa, que aprendi na faculdade e hoje ponho em prática, faz-me sorrir. Descobrirmos o mundo com o nosso corpo por inteiro e vejo-lhes os olhos a brilhar. Daí sentir falta dos mil e um projectos que fazia nos meus estágios. Sinto falta daquela pesquisa que fazíamos sentados em roda; da descoberta do mundo que nos envolvia; de alcançar a resposta a todas as perguntas que os pequenos me faziam. Sinto falta de seguir mil e um caminhos tendo, no entanto, a certeza de que estávamos a fazer o percurso certo. É verdade, está-me no sangue ser Educadora apesar de ainda mal o ser. Continuarei a correr para a janela quando vir o arco-íris, quando chover ou quand…

: Carlos Paião

Imagem
Sempre que alguém vê os filmes caseiros que o meu pai fez, para imortalizar a minha infância, riem-se das músicas que passam ao fundo. Ora se ouve Ágata - quem nunca cantou a plenos pulmões «sai, sai da minha vida»? - ora se ouve a "Lady Laura" e o "Calhambeque" do Roberto Carlos ou até a tão famosa "Cinderela" do Carlos Paião. Enquanto outras crianças ouviam êxitos internacionais - talvez Queen ou Madonna - eu ouvia músicas das quais hoje quase todos se riem. Quase todos, menos eu. Porque aquelas melodias estiveram presentes na minha vida desde sempre e ainda hoje sorrio ao ouvi-las. Ainda hoje as canto, de olhos fechados, sabendo-as de cor. Canto, principalmente, Carlos Paião. Ele é - e sempre será - um dos artistas cujas músicas mais me tocam na parte mais íntima da alma. Porque nos canta ao coração com os seus fados, tão diferentes quanto belos. Este homem, que morreu cedo demais, deixou-nos músicas intemporais que ainda hoje me roubam suspiros e me a…

: Diz que é um novo blogue.

Sou feita de muitas marés. Ando ao sabor das ondas e nunca sei se o copo estará meio cheio ou meio vazio. E é exactamente isso que quero mostrar neste espaço: a minha inconstância tão natural. Falarei de tudo, para todos. Serei a tempestade e o mar calmo. Serei a maré que traz as verdades, os momentos, as recordações. Para trás ficam dois blogues que deixam bons momentos mas que hoje não encaixam em mim. Para trás ficam textos que me cortaram a respiração e me apertaram o peito. Para trás fica o passado. Esta nova maré lava o que desenhei na areia e deixa-me espaço para começar tudo de novo. Avanço, descalça, sentando-me na areia. Sou feita de luas, marés, sol, água salgada. Sou feita daquilo que eu quiser. E hoje... hoje serei um oceano inteiro.
Bem-vindos!

Segue o «Marés» no Bloglovin