: Ciúmes?! Não sei o que é isso!


Não sou ciumenta. Nunca tive uma crise em local algum nem caí no erro de proibir o David de falar com alguém. Podia até dizer-vos que sou assim por não ter motivos, mas isso só se aplicaria a esta minha relação. No meu primeiro namoro o rapaz fazia questão de me puxar ao máximo, esperando um ataque de ciúmes. O dito ataque nunca chegou e a pessoa só conseguisse que eu lhe ficasse com uma mágoa do tamanho do mundo.

Na minha cabeça é tudo muito simples: não acredito em ciúmes. Não acredito em proibições ou controlos doentios. Deixei de acreditar ainda mais - se é que isso era possível - quando vi de perto uma relação terminar muito por culpa dos ciúmes sufocantes que a rapariga tinha.

Gosto desta liberdade controlada que há na minha relação. Sabemos os dois que continuamos a ter olhos - e opinião!! - e sabemos falar abertamente sobre aquilo que vemos. Claro que não há comentários obscenos mas eu até sou a primeira a chamar à atenção quando passa uma rapariga gira. Porque mesmo que eu seja mulher sei ver e apreciar pessoas do mesmo género que eu! Este método pode até não resultar para muitos casais mas para nós resulta há mais quatro anos. Nunca houve um ataque de ciúmes ou uma tentativa de proibição de algo. Eu já vi raparigas a olharem para ele tal como ele já viu rapazes a olharem para mim. Do que nos valeria ter um ataque de ciúmes nessa altura como já tantas vezes vi acontecer com outros casais? Olhar - ainda - não paga imposto!

Para mim os ciúmes são uma desculpa para controlar quem está connosco. Quando se tem que perder alguém não há nada que impeça. Aliás, o sufoco constante é até capaz de afastar a outra pessoa ainda mais. Falo por experiência própria: ser controlado é uma treta e mata a relação. E, por isso mesmo, seria incapaz de fazê-lo a alguém.

Comentários

  1. Não me parece que ciúme tenha que ver com vontade de controlar.
    O ciúme é um sentimento irracional. Não se é ciumento/a porque se quer, nem se é controlador por ser ciumento/a.
    Penso eu... :)

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  2. Sou a primeira a bincar com ele se passa alguém que me atrai ou que acho que que o irá atrair, é uma brincadeira boa. Mas tenho ciúmes, em alguns aspetos que aconteceram no nosso passado. Não ao ponto de controlar. Nunca ao ponto de exercer pressão, nem perto! Mas confesso que fervilho sempre que se esticam demais. Não suporto que se estiquem. Por mais que saiba que quem está ao meu lado às vezes nem repara... Sou uma "ciumentazinha" boa, vá somos os dois. :)

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  3. Ao ler, principalmente, o segundo parágrafo senti que poderia ter sido eu a escrevê-lo.
    Também não acredito em ciúmes. Acho que se as pessoas tiverem confiança suficiente uma na outra nunca terão necessidade de chegar ao ponto das proibições. Uma coisa é brincares e dizeres qualquer coisa como "ai estavas a olhar para aquela rapariga», outra completamente diferente é fazeres disso uma discussão. As pessoas podem estar numa relação, mas não deixam de ter olhos e opinião - como tão bem referiste.

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  4. Eu acho que um bocadinho de ciúmes faz bem numa relação. Não é ciúmes tipo controladora etc.. Não, daqueles que vemos que a pessoa gosta mesmo de nós!
    R: É mesmo, não posso fazer mais nada senão deixar ir s:

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  5. Podia ter sido eu a escrever este texto, concordo em tudo contigo!

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  6. Eu sou um bocadinho ciumenta... mas não ao ponto de fazer seja o que for! E não é algo que me faça ficar chateada, nem nada do género! Apenas há certas coisas que me mete comichão, não passa disso. Acho que este tipo de ciúmes não faz mal nenhum e até é normal, mas quando se chega ao ponto de proibir, controlar ou ter ataques... isso já é estúpido!

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  7. Concordo plenamente com o que tu disseste. Em qualquer relação saudável deve existir respeito pelo espaço pessoal da outra pessoa.
    E sou como tu, não acredito em ciúmes, só consigo ver isso como falta de confiança na pessoa com que se está.


    R.: Pode ser que um dia pergunte.

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  8. Eu não me considero ciumenta e o F' também não o é. Muitas vezes vou na rua com ele e os homens ficam a olhar para mim com aquele ar que a mim me mete nojo de quem está esfomeado e eu sou um bife acabadinho de fazer. Ele fica mais incomodado com isso porque sabe que me sinto mal do que por ter ciúmes de ser uma mulher cobiçada :)

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  9. Procura, que lá bem no fundo de ti, há uma pontinha de ciúme a corroer-te as entranhas, sempre que o David olha para outra mulher com olhar guloso. ;P

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    1. Pé-de-cabra, posso procurar o quanto quiser que não vou encontrar nenhuma ponta de ciúme. Não só porque confio nele como também porque sei que ele não olha para mulher alguma com olhar "guloso". Ou melhor, olha mas é para mim. E não, não sou eu a tentar tapar o sol com uma peneira. Os colegas deles já gozaram à minha frente com ele que não se interessa por rapariga nenhuma por isso deve ser gay. Quando ele olha para outras raparigas (porque olha) repara primeiro nos olhos do que em mamas ou rabo. Tive sorte no homem que escolhi ;)

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  10. Por acaso sou um pouco ciumenta :)

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  11. Eu sou ciumenta confesso. Deve-se à minha insegurança. Mas não faço cenas nem proibo mas digo ao meu namorado que não gostei disto ou daquilo.

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  12. Ora nem mais!
    E se nos somos capazes de criticar as pessoas do nosso sexo, antes disso temos de saber reconhecer as bonitas.

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  13. Claudia, sinceramente identifico me muito nesse texto... adora essa liberdade em que explicas de uma ponta a outra aquilo que sempre pensei. Mas sempre ouvi a resposta dizes porque nunca amaste ninguém. Ameii o teu texto

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    1. Não te preocupes que também já me disseram várias vezes que se não tenho ciúmes é sinal que não gosto assim "tanto" dele. Como se o amor se pudesse medir através da quantidade de ciúmes que a pessoa tem. Já tive um namorado extra ciumento e, para mim, isso não significava que ele me amava mais. Até era bem o contrário.
      Eu sempre fui da opinião que se amamos então temos de ter consciência que a outra pessoa também é livre. E tal como eu não gosto de ser controlada (porque no fundo ninguém gosta) a pessoa que está comigo também não irá gostar. Acima de tudo numa relação tem de haver partilha. Se houver partilha então não há lugar para ciúmes!

      Obrigada pelo teu comentário :)

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