: Desabafos de uma rapariga tamanho L



No passado tive muitos problemas com o meu corpo, mesmo sendo magra. Ou era por causa dos meus joelhos ou porque tenho uma grande quantidade (bem visível) de pêlos nos braços. Fui ganhando algum peso nos últimos anos e em vez de me tornar ainda mais crítica comigo comecei a aceitar-me. Claro que gostava de perder peso, por uma questão de saúde, mas foi com os quilos a mais que aprendi a amar todos os meus defeitos. Foi assim que aprendi a vestir o que me favorece. Por exemplo, na praia uso fato-de-banho. E há alguns tão bonitos que deixa uma pessoa logo apaixonada. 

Sou gordinha, sim, mas continuo a ser mulher. E uma mulher mais completa, feliz. Deixei para trás a rapariga magra que vivia cheia de constrangimentos e tornei-me forte. Até parece ironia: perder o corpo fit e tornar-me mais feliz. No meu caso a magreza estava directamente associada a vários maus momentos e livrar-me dela foi não só um alívio como a prova de que tudo estava finalmente bem. Talvez seja algo que só eu compreenda mas que para mim faz todo o sentido. 

Sabem o que mais aprendi com esta mudança? Não são as mais gordinhas que sofrem com a maioria dos olhares daqueles que vivem para julgar. Se também olham para nós? Claro! Mas a verdade é que fui à praia com uma amiga magra por natureza e nunca vi tantos olhares negativos como aqueles que lhe lançaram. Principalmente por pessoas como eu que pareciam querer dizer que ser demasiado magro era pecado. O que vale, a ela e a mim, é que pouco queremos saber de olhares. Sentimo-nos bem nas nossas peles e o resto é secundário. 

Comentários

  1. Acho que há tanto estereótipo que às tantas as pessoas já olham com olhares de censura por tudo e por nada. Ou porque és muito magra, ou porque és um bocadinho mais gordinha ou porque estás no entremeio e não podes ser classificada nem como magra nem como gorda ou então inventam outra razão qualquer para criticar... Não vale a pena, a sociedade é mesmo assim, nunca estarão satisfeitos com nada, arranjarão sempre algo. O que importa é o que dizes: sentirmo-nos bem na nossa pele porque porque quando existe amor-próprio não há nada nem ninguém que nos consiga deitar abaixo :)

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  2. Penso que tudo o que exceda aqueles cuidados físicos que todos deveríamos ter (mas não temos eheh) com a manutenção de um corpo razoavelmente saudável, acaba por se tornar "doentio".
    Ninguém consegue fazer uma vida normal, inserido nesta sociedade, e ao mesmo tempo manter um corpo escultural. Isso é só nos filmes. Essencial é cada um saber aceitar o corpo que tem e não dar demasiada importância aos estereótipos de "corpo ideal" impostos pela sociedade. Isso é que leva a depressões que representam um perigo maior para a saúde, do que um ou outro quilo a mais. :)

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  3. Magra ou gorda o que interessa é que uma pessoa se sinta bem consigo própria, se te sentes bem assim isso é que interessa =)

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  4. É ótimo, do melhor para seguirmos a nossa vida, sentir-mo-nos bem na pele que vestimos. Esses olhares são os de quem não vive bem consigo próprio. Há pessoas que precisam de inferiorizar/esteriotipar para se sentiram mais superiores...

    Um beijinho

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  5. temos é que nos sentir bem com o que somos. Independentemente de ser S, M, L... temos que gostar de nós. Os olhares, esses vão sempre existir

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  6. Chegamos a uma altura em que percebemos que o que importa, seja qual for a nossa aparencia, é sentirmo-nos bem com ela e esse é o momento em que percebemos que crescemos :) e falando por mim, talvez haja coisas a melhorar, mas aceitarmo-nos já com essas coisas é o primeiro passo!

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  7. Olá,
    As pessoas deixam de ver a verdadeira beleza que há toda pessoa que é sua beleza interior. lindo desabafo o seu, sei que a maioria das pessoas gostariam de dizer isso e náo conseguem. Eu gostei!!
    Parabéns pelo blog e já ganhaste uma nova seguidora.
    Bjos e boa quarta.
    http://blogdmulheres.blogspot.com.br/

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  8. A sociedade tem sempre algo a apontar. Se és muito gordo olham-te e comentam, mas se és muito magro também criticam. O importante mesmo é que as pessoas se aceitem e se sintam bem na sua pele, porque isso é meio caminho andado para que o falatório não as afete.

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  9. Sabes o que importa, acima de tudo? Que gostes de ti como és. E se já alcançaste esse patamar, então nada mais importa. Pessoas a criticar a maus olhares? Vai haver sempre, em todo o lado. Sejas gorda, magra, alta, baixa, loira, morena... Sempre. Mas que importa o que os outros pensam se nos sentirmos bem por sermos quem somos?

    Continua assim, é o melhor caminho!

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  10. Que bom Cláudia, isso é que é importante, sentires-te bem na tua pele. Vai haver sempre quem olhe, critique, mas o importante é como te sentes realmente e se te sentes feliz, está tudo bem ;)

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