: Sou praticamente uma anti-social!



Eu não sou de ter muitas amizades. Aliás, sou uma pessoa um pouco difícil de conquistar. Talvez pelos empurrões que outras pessoas me deram no passado ou, quem sabe, por ser assim o meu feitio. Fui, em tempos, muito tímida. Mesmo muito. Agora - devido ao meu trabalho - já não tenho problemas em ter de falar com pessoas desconhecidas. Mas, ainda assim, não troco mais do que duas palavras banais.

Para considerar alguém meu amigo é preciso um bom tempo de experiência. Tenho primeiro de ver se não serei só eu a remar por essa amizade. É por isso que tenho poucos amigos. Porque são poucas as pessoas que eu conheço que têm a capacidade de remar tanto (ou mais) do que eu. Conto-os pelos dedos das mãos. Se isso me importa? Nada! Porque sei que serão essas pessoas que estarão prontas para me ajudar em qualquer momento. Sei que serão essas pessoas que eu irei querer na minha vida até me transformar em cinzas. E, por essas pessoas, faço praticamente tudo. 

Ainda ontem larguei tudo o que tinha para fazer em casa e passei toda a manhã num hospital - que pessoalmente odeio cada vez mais - com uma amiga. Sei, sem pensar duas vezes, que ela faria o mesmo por mim. E isso é para mim amizade. 

É verdade, eu não tenho muitas amizades...

 Mas as que tenho valem o mundo.

Comentários

  1. Sou exactamente como tu. Há quem ache que é mau, mas eu acho que é bom. :)

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  2. Eu sou uma pessoa extrovertida, mas amizades verdadeiras também tenho poucas!

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  3. Os amigos avaliam-se pela qualidade e não pela quantidade.
    Atualmente, talvez pela facilidade que as redes sociais nos trouxeram de contactar com pessoas desconhecidas, o conceito de amizade está vulgarizado e os jovens, que nunca conheceram outra realidade, conseguem mudar mais vezes de "melhor amigo", do que os meus avós mudavam de cuecas. ahah

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  4. acho que as amizades agora são assim, contam-se pelos dedos de uma mão!

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  5. A qualidade é sempre melhor do que a quantidade. Revejo-me muito nisto, enquanto alguns preferem dizer que sou anti social, eu gosto mais de pensar que sou selectiva. Poucos mas bons.

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  6. Tirando a família tenho apenas duas pessoas que considero amigas: o meu namorado e um outro amigo meu. Eles estão sempre lá para mim, percebem quando estou mal e sabem ver quando é que me devem deixar «em paz» a ter o meu tempo e espaço e quando já me sinto preparada para falar. Nunca me deixaram ficar mal, nunca me falharam e prezo muito ambos. Qualidade é muito melhor que quantidade, sou difícil de conquistar e para mim a confiança em alguém é algo que demora anos a construir e muita gente desiste disso demasiado cedo o que só vem provar que eu não sou para essas pessoas aquilo que ponderava que elas poderiam vir a ser um dia.

    r: sim, o F' já confrontou o pai com a situação mas não há nada a fazer, o senhor ainda se ri na cara dele -.-

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  7. E só essas já nos enchem a alma! Amigo é-se com se é por inteiro.

    Um beijinho

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  8. Como se costuma dizer, o mais importante é a qualidade. De que é que adianta ter 30 amigos se quando realmente precisamos apenas 1 ou 2 estão lá para nós? Mais vale contarmos as amizades pelos dedos de uma mão, mas saber que essas realmente são dignas dessa definição do que nos iludirmos com um número que em nada nos ajudará.

    r: É isso que me irrita, falam como se as pessoas deixassem de ter significado para nós só porque já não estão ao nosso lado. Parece que somos apenas um corpo que quando deixa de funcionar não conta mais.
    Gosto da forma de pensar da tua mãe :))

    Sim, acho que no fundo é mesmo o esquecimento que nos assusta mais. Muito, muito obrigada, minha querida *.*

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  9. Eu também não tenho muitas amizades, para mim é cada vez mais difícil confiar numa pessoa. No entanto, nas amizades que tenho só não faço aquilo que não posso :)

    http://ummarderecordacoes.blogs.sapo.pt/

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  10. Eu pessoalmente também sou assim. E sinceramente as pessoas têm dão cada vez menos razões para que confiemos nelas, agora só chamo de amigas a poucas pessoas, mas mais vale poucas e verdadeiras (:

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