: Ser mãe e educadora.


Trabalhar com crianças ajudou-me a perceber que tipo de mãe vou ser. Tenho a certeza que se não trabalhasse nesta área seria daquelas mães um bocado picuinhas que não gostam de erros cometidos pelos profissionais. Que nos desculpam as pequenas falhas mas que no fundo nunca mais nos vêem da mesma maneira. Mas (e este é um mas que muda tudo!) estando na área sei que a maioria dos profissionais fazem tudo por tudo para que nada corra mal. Se somos perfeitos? Nem por isso. Somos humanos e também erramos. Seja por uma distracção no momento errado, seja por tudo o que nos envolve naquele momento. Já tive que pedir desculpas a pais e mães por erros que cometi. Nunca me custou a admitir os meus erros e espero um dia ter este discernimento, enquanto mãe, para perceber que os outros também erram. Para perceber que os acidentes acontecem e nem sempre podemos fazer alguma coisa para os evitar. Para estar do lado das pessoas que irão olhar pela minha filha enquanto eu não puder. Se irei estar com o coração nas mãos? Claro! Afinal de contas nunca ninguém toma melhor conta dos nossos filhos do que nós mesmos... Mas se irei fazer de tudo para ser próxima da Educadora e Auxiliar que irão preencher-lhe os dias? Sem dúvida nenhuma.

Antes de terminar o curso dizia que tinha pena das profissionais que apanhassem a minha filha, porque eu ia ser a mãe mais chata. Mas agora, que trabalho na área, sei que de chata não terei nada. Porque não só conheço o lado delas como sei o quão difícil é agradar a todos os pais. Nós não temos só uma criança. E isso faz toda a diferença!

Comentários

  1. É muito útil conhecer as duas faces da moeda, para não exigirmos do outros aquilo que, como pais, não seríamos capazes de fazer melhor.
    Infelizmente há pais que exigem só porque sim, porque acham os seus filhos superiores e com direitos sobre tudo e todos.
    São esses que depois berram e se atiram ao chão e transformam uma ida ao supermercado numa batalha campal. :/

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  2. R: Ah, não te tinha dito? Pensei que te tinha contado o ano passado. Agora já sabes, e já podes assinar a petição.

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  3. Acho muito bom que consigas admitir os teus erros, não muitas pessoas fam isso.
    Trabalhar com pessoas não é sempre fázil (eu estou a finalizar os meus estudos de Serviço Social) mas é coisa incredìvel.
    As X as pessoas não reparamos no difizil que pode ser para os outros o seu trabalho. E certeza que quando a gente tenha crianças sempre va ficar com medo e tentando que tudo corra bem para eles, mas não é preciso pôr eles em "nuvens de algodão".
    FIco feiz de que trabalhar com crianças fora tão bom para ti

    Beijinhos, e desculpa o meu português kkkkk

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  4. É mais fácil quando vivemos o outro lado, conseguimos entender e desculpar certas coisas!

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  5. Muito bem :) é louvável. E a última frase diz tudo. Os pais às vezes acham imperdoável pequenos erros das educadoras porque se esquecem que enquanto que eles lidam com uma ou duas crianças em casa ali as educadoras lidam com 20 e é muito complicado

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  6. Ganhaste outra perspectiva e isso é excelente. Trabalhar com crianças deve ser de uma responsabilidade tremenda mas, como dizes, não estamos livres de cometer erros. O que importa é que os saibamos reconhecer e que tenhamos a consciência de que damos sempre o nosso melhor :)

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  7. Acho que vais ser uma mãe muito compreensiva. E este texto é prova disso.

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  8. Compreendo o que dizes, estagiei no 11 e no 12 ano num infantário e adorei :)

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  9. As vezes é preciso ver o outro lado para mudarmos um pouco de opinião. Com essa experiência, por certo serás uma mãe completamente diferente :)

    http://ummarderecordacoes.blogs.sapo.pt/

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  10. Sim, tu irás ter as duas perspectivas e isso torna as coisas mais fáceis. Apesar não me conseguir colocar na perspectiva das educadoras, acredito que a educadora da minha princesa gosta muito dela e dá tudo por tudo para a ver bem. Faz o melhor possível. Beijinhos

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  11. "Mas estando na área sei que a maioria dos profissionais fazem tudo por tudo para que nada corra mal."
    Tenho 3 grupos de crianças, de creches diferentes a frequentarem o meu local de trabalho. E a dinâmica que cada grupo de auxiliares tem com cada grupo de crianças, de idades diferentes, é bastante diferente. Óbvio.
    Existe uma cresce(ATL) com educadoras cuja atenção aos pequenos pormenores é horrivel! Um rapaz que tem já má fama por ser rebelde e bater nas outras crianças, de ser agressivo, deixam-no andar. Já tive de intervir numa situação em que o garoto espetou a cabeça de um "colega" contra a parede.
    Observei a situação de fora, para ver se a brincadeira escalava para algo pior, e escalou!
    Costumo comentar com a minha colega de trabalho certas atitudes dos garotos e ela diz que é normal eles fazerem isto, porque têm de aprender a defender-se. Mas os papás só dizem isto porque não involve o filho deles e não é o filhos deles que leva porrada, porque se levasse a opinião seria muito diferente.
    Já andei muita vez à bulha com o meu irmão, e até um certo ponto, os meus pais deixavam-nos à porrada um ao outro, para aprendermos a comunicar e resolver os problemas, e outras vezes intervinham porque a coisa era má.

    Depois há outro grupo de crianças que têm pessoas incríveis a cuidar deles! Cada vez que saem ou entram em algum espaço, do autocarro para a rua, ou do hall de entrada para o balneário, contam-nos vezes sem fim! E têm uma atenção incrível aos pormenores. As crianças são uma paz de alma, brincam junto delas... às vezes esticam-se e elas lá têm de pôr ordem nas correrias ou nas brincadeiras no corredor. E são crianças com um grande coração, tal como as funcionárias.

    No entanto, existem educadoras cujas acções são... pejorativas! Fazem coisas sem qualquer respeito por quem limpa!

    Há... mas falta os pais! Desses tenho coisas boas a dizer, e tem sido com eles que tenho aprendido várias coisas! Uma delas, é que quero uma menina, e que é um trabalho enorme educar uma criança, mas que se faz com prazer e muito amor! :)

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  12. Precisamente por conheceres o outro lado conseguirás compreender muito melhor!

    r: Obrigada, minha querida :) a sério? Que giro.

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