quarta-feira, dezembro 23

: Sufoco...



Dizeres-me que sou tua não é romântico, desengana-te. Assusta-me; arrepia-me. Vejo o teu olhar inexpressivo e perco-me a pensar no que percorre a tua mente. Nos quadros que deves pintar para teres esses ciúmes que em nada são saudáveis. Que nos vão matando. Parece-me ver-te em todos os locais onde estou sozinha, como se controlasses os meus passos. Sinto o teu abraço demasiado forte, quando me deito ao teu lado. Eu não fujo, já te disse. Mas também não te pertenço. Sou do mundo; Sou principalmente de mim. Quero-te, mas quero o meu espaço também. Amo-te e quero fazê-lo sem te temer. Sem temer as tuas acções e pensamentos. Ama-me, sem pertenças ou grilhões. Ama-me, simplesmente. E, meu amor, nunca mais digas que sou tua. Nunca hei-de ser de ninguém.

#Fictício

8 comentários:

  1. Há expressões que por melhor que nos soem nem sempre são felizes. Essa sensação de pertença acaba por nos reduzir, por nos fazer sentir como um objeto, uma aquisição. E isso assusta, pesa, por mais que se ame a outra pessoa.
    Adorei o texto, como sempre!

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  2. Belo desabafo, linda.
    Um bom natal. Beijinho*

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À noite gosto de contar as estrelas que estão no céu e de ver por onde anda a Lua. E tu do que gostas?