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A mostrar mensagens de Março, 2016

: Quem eu vejo ao espelho.

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É engraçado ver como o avançar dos anos me trouxe uma estabilidade emocional que nunca julguei possível. É quase mágico olhar para trás e ver que todos aqueles complexos que tive anteriormente hoje não me atormentam. Aprendi a gostar de mim pelo que sou, mesmo com todas as imperfeições que nunca me irão abandonar. Passei a ignorar os comentários depreciativos e dei ainda mais valor a quem me ajudou a crescer. Aprendi a respirar fundo e faço yoga mental para manter a minha mente sã. Olho ao espelho e sinto orgulho na mulher em que me tornei. Sorrio e sinto-me bonita mesmo nos dias em que pareço saída do inferno. Sinto-me bonita mesmo que não o seja. Sinto-me bonita mesmo quando me dizem que sou gorda. Sorrio porque me amo. Porque descomplico os meus problemas e me orgulho dos meus defeitos. Não, não os irei corrigir. Fazem parte de mim e foram eles, principalmente, que me trouxeram onde estou hoje. Gosto daquilo que o espelho me retribui e olho-me todas as manhãs de coração cheio. Todo…

: Breve viagem à minha mente confusa.

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Antes de conhecer o David fazia-me espécie quando alguém me dizia que era incapaz de, por exemplo, passar férias sem a sua cara metade. Até aí só tinha passado férias com a minha família mas dizia - a mim mesma - que quando estivesse numa relação estável e séria não iria deixar que isso comandasse por completo a minha vida. Depois conheci o David. Nos primeiros anos não passámos férias juntos e sozinhos, por razões óbvias. Ele passava alguns fins-de-semana comigo e com os meus pais - no parque de campismo onde os meus pais estão - mas não havia muito mais que isso. Até há três anos atrás, quando fomos passar uns dias sozinhos ao Norte. O ano passado, visto que já morávamos juntos, conjugámos as nossas férias por completo. E vi-me na pele daquelas pessoas que há seis anos atrás me diziam que um dia eu iria perceber o que elas sentiam. Vi-me na pele de alguém que faz ginástica só para ter mais um dia de férias com a sua cara metade.
Este ano, por mil e uma razões, vou passar quinze dias …

: Não consigo parar de dançar!

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: Palavras que fizeram o meu dia!

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Muitos de vocês já devem saber - oh para mim toda convencida - mas para os que ainda não sabem eu lancei um livro, em 2013, pela Chiado Editora. Apesar de ter orgulho naquilo que escrevi acho que nunca vivi à grande esta conquista e às vezes até me esqueço que tenho um livro a passear por aí, com o meu nome na capa. É tudo demasiado irreal como se ninguém fosse querer ler o meu livro. 
Até ao dia em que a Ana Ribeiro do blogue Escreviver me disse que tinha pedido um exemplar do meu livro à Chiado Editora e que estava a lê-lo. Fiquei de boca aberta e, claro, ansiosa por saber qual a sua opinião. Posso dizer-vos que ler aquilo que a Ana escreveu sobre o meu livro me deixou de coração cheio. Desde o dia em que fiz a última revisão nunca mais reli aquelas páginas e já não sabia ao certo que reacção esperar das outras pessoas. Fiquei feliz por saber que a minha história é, à sua maneira, marcante e que permite que as pessoas se identifiquem com, pelo menos, um personagem.
Talvez um dia tenha…

: O dia em que me senti desconfortável.

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Há uns dias atrás fui passear com uma amiga para o paredão junto à praia de Santo Amaro de Oeiras. Andavam por lá imensas pessoas - a pé, de patins, de bicicleta,.. - mas apenas uma me chamou realmente à atenção. Uma mãe, acompanhada por outros familiares, que estava a dar de mamar ao seu bebé. Não, não foi isso que me deixou desconfortável. O que me fez revirar o estômago foi o facto de ela estar de costas para todos nós, como se o que estivesse a fazer fosse algo feio ou nojento. Pode até ser uma escolha pessoal, para não estar a mostrar o peito, mas não consigo deixar de pensar que aquela protecção é fruto da pressão que a sociedade faz em relação à amamentação em público. 
A sério que vivemos num mundo onde é aceitável, por exemplo, vestir biquinis que mostram praticamente a fruta toda, mas onde é recriminado o acto de alimentar uma criança? Era o mesmo que dizer a todos os outros mamíferos que escondessem as mamas ou que então fosse para trás de um arbusto, que isto de amamentar e…
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Desde há uns tempos para cá que substituí o hábito de comprar livros - tenho imensos em casa por ler - pelo hábito de comprar cd's. Quando ando na rua levo sempre o ipod comigo mas em casa gosto de pôr os discos a tocar no dvd para poder ouvir com a maior liberdade possível. Não tenho uma colecção muito grande mas sempre que vou à fnac ou a uma cashconverter vou ver o que por lá existe e quase sempre trago um comigo!

: Um romance como o nosso.

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Apaguei-te dos meus contactos numa tentativa vã de te apagar, de vez, do meu coração. Desfiz-me das nossas fotografias com um desejo vazio de me desfazer de todas as nossas memórias. Mas como libertar-me de um amor que foi tão forte? Como esquecer todos aqueles momentos que escreveram a nossa história? Seria mais simples se, por algum motivo louco, o amor se tivesse transformado em ódio. Mas a verdade é que o amor ainda habita em nós, mesmo que não tenha resistido à distância que hoje nos separa. E agora custa, cada vez mais, não te poder tocar, não me sentir protegida pelo teu abraço. Como superar a tua ausência sabendo que - do outro lado do globo - também pensas em mim? Talvez esteja na altura de correr para o teu colo. Talvez esteja na altura de admitir que, sem o teu amor, nenhuma das minhas conquistas me sabe realmente a vitória. Porque falta - desde o dia em que te vi levantar voo rumo a uma nova vida - a peça fundamental no puzzle da minha felicidade. Estou disposta a largar o…

: Ao meu pai...

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... com o amor que só eu lhe sinto.
De ti herdei a cor dos olhos, o gosto pelo futebol, o amor pelo Benfica, a ingenuidade e bom coração com que vejo sempre aqueles que me rodeiam. De ti herdei mais umas quantas coisas que a ninguém interessa - a não ser a nós. Já muito discutimos, claro que sim. Que tipo de relação seria a nossa se assim não fosse? Mas, depois de todas as discussões, sabemos fazer as pazes mesmo sem uma única palavra. Limitamo-nos a seguir a nossa vida, como pai e filha, sem nos preocuparmos com o resto. Olho para o passado - mesmo que não goste de o fazer - e vejo que sempre te preocupaste em dar-me o melhor. Puxaste por mim para que nunca desistisse. Deste-me as melhores oportunidades que eu poderia ter. Protegeste-me da chuva e mudaste caminhos só para me ir buscar. Foste pai presente, mesmo quando eu fui filha distante. Posso até não me rir das tuas piadas mas, acredita, não serias tu se não as fizesses. Não serias tu se não me chateasses até à exaustão para fazer…

: O desejo que nos consumia.

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Desejavas-me como se de mim precisasses para sobreviver. Fustigavas a pele do meu pescoço com os teus beijos, tocando-o delicadamente com os teus lábios finos. Deixavas impregnado no meu cabelo o cheiro do teu perfume, para que a tua ausência não me permitisse esquecer-te. Sentias cada centímetro da minha pele com os teus dedos longos , fazendo com que me arrepiasse. Olhavas-me durante horas, como quem contempla uma obra de arte da qual não consegue desviar o olhar. Meu amor, fizeste-me sentir a mulher mais bonita de qualquer mundo que possa existir. E apesar de já não ter o calor do teu corpo a fazer-me sentir em casa agradeço por ter tido a oportunidade de sentir a força desse amor que habitava em todo o teu corpo, incapaz de se confinar apenas ao coração. Eu... bem... eu desejava-te de igual forma. Só nunca tive coragem de o admitir. Onde quer que estejas espero que saibas isso. 
Ainda fazes parte de mim. Farás sempre.
#histórias de bolso #off the records

: Máscaras de Hipocrisia

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Deixemo-nos de subterfúgios... todos tentamos não assumir publicamente os nossos preconceitos mas, no fundo, todos nós temos pelo menos um. Escondemo-lo com receio de que sejamos olhados de lado. E, provavelmente por isso, tentamos pôr de lado esses pedaços menos bonitos de nós. O mais provável é que não consigamos. A verdade é que o preconceito espreita de cada esquina e dificilmente existirá alguém com um coração tão puro que seja incapaz de julgar algo ou alguém.
Posso dizer-vos que me considero uma pessoa de mente aberta mas, ainda assim, os meus alertas preconceituosos ligam-se de forma demasiado natural quando passo - de noite - por alguém com mau aspecto. E, vez após vez, sinto-me parva porque a pessoa não me fez rigorosamente nada e eu estou a julgá-la pela forma como se apresenta ao mundo. Sinto-me falsa porque ensino as crianças a não julgarem ninguém pela sua aparência. Acabo sempre a pensar como me sentiria se alguém me julgasse a mim, dessa maneira. Se desviasse o olhar. S…

: Sempre de lágrima pronta!

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Quando tive a minha primeira espécie de estágio ainda tinha uma fraca resistência aos pequenos jogos psicológicos que as crianças podem fazer connosco. Cheguei até a perguntar à Educadora que estava comigo se essa minha característica se poderia vir a alterar. Ela descansou-me dizendo que com o tempo eu ia aprender a ser mais forte. Não se enganou! Uns meses depois fiz um campo de férias interno, enquanto monitora, e aprendi rapidamente a convencer crianças a comerem, irem tomar banho e a irem dormir. Se foi fácil? Nem por isso! Mas ajudou-me a chegar a esta estabilidade que hoje tenho: sou amiga delas mas não tenho problemas em impôr-me, como adulta que sou.
Se me custa sentar uma criança durante alguns minutos para que ela se acalme? Claro. Se me custa ver crianças a chorarem durante uma birra? Óbvio. Mas também aprendi a compreender que muitas das vezes o melhor é mesmo ignorar o seu choro. Os sentimentos delas são tão válidos quanto os nossos e essa é a única forma delas exprimirem…

: Um jarro cheio de amor.

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Há quem junte dinheiro dentro de um frasco para viajar. Para comprar aquele livro ou aqueles ténis que sempre quis. Já nós juntamos dinheiro para cumprir um dos sonhos que descobrimos em comum, quase desde o início do namoro: ter um cão. 
Antes que todos vocês me digam o que todos nos dizem - que podíamos adoptar - tenho que deixar esclarecido que queremos uma raça em específico, que é bastante difícil de encontrar para adopção: bouledogue francês. Sim, eu sei que é a raça da moda. Não, não é por isso que queremos um. Queremos um porque é o cão perfeito para a nossa casa e para nós. E é muito por culpa de todos os problemas que pode ter, caso a sua criação seja feita de forma descuidada, que temos que ter atenção à forma como o adquirimos. 
Já estivemos quase a adoptar uma fêmea mas no último momento surgiu um impedimento. Se podíamos adoptar um rafeiro? Claro que sim. Mas temos que ter em conta que vivemos num apartamento pequeno e que não se sabe ao certo quanto crescem os cães em que…
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: O que 2016 me ensina [lição 3]

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Ninguém, a não ser nós, deve saber da nossa vida. Se querem fazer algo não o anunciem aos sete ventos. Façam-no. Se correr mal não terão que dar explicações. Se correr bem terão boas notícias para dar às pessoas que amam. Não se esqueçam, principalmente, que muitas pessoas querem o nosso mal. E a última coisa que queremos é dar-lhes acesso à nossa vida! Vivam cada dia à vossa maneira. Expliquem-se apenas a quem merece.

: Pequenas (grandes) razões para ser feliz [1]

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Penso que já todos saibam que trabalho com crianças. Fazê-lo tem imesas coisas boas, apesar do cansaço e das dores de cabeça. O que muitos não devem saber é que dou explicações a dois meninos. Um deles está no ATL onde sou monitora. Claro que, ao longo destes meses, fui criando uma ligação diferente com ele e com a sua família. Não digo que o favoreço, até porque sou contra isso, mas tenho um maior à vontade principalmente com a mãe. No final da última explicação que lhe dei ficámos à conversa e ela perguntou ao menino se queria que eu fosse lá a casa no dia de anos dele cantar-lhe os parabéns. O que ele disse fez-me ganhar o dia - e possivelmente toda a semana
"Sim, quero! Tu também já és um bocadinho da minha familia."
Como resistir quando uma crianca, que conhecemos apenas desde Setembro, nos diz algo assim? Eu cá fiquei de coração cheio.

: O dia em deixei o nosso amor morrer.

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Nunca pensei que um dia te fosse perder. Julgava-nos de pedra e cal, preparados para enfrentar tudo. Encarava-te como uma pessoa forte, capaz de me estender a mão, por mais negra que fosse a situação. E talvez até sejas tudo isso, para um alguém que o mereça. Tento convencer-me que não mas, neste caso, o problema fui mesmo eu. O meu desinteresse, a minha frieza, a minha incapacidade de expressar aquilo que sinto. O teu amor foi secando até ao dia em que estar ao meu lado deixou de fazer sentido. Não te culpo. Durante todo esse tempo fui-me desleixando. Fui deixando o nosso amor de lado, para morrer. Há quem diga que eu nunca saberei amar ninguém - talvez tenham razão. Mas estaria a mentir se dissesse que faria tudo diferente se voltasse atrás. Não saberia como te amar de outra forma que não esta que sempre foi tão minha. Estavas destinado a cruzar a minha vida, alimentando o meu coração com um calor que eu nunca tinha sentido. E agora, sem ti, terei que aprender a sobreviver novamente…

: O que 2016 me ensina [lição 2]

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Todos temos direito aos nossos sentimentos. Podemos até sentir coisas que depois achemos que foram disparatadas mas é a forma como conseguimos lidar, naquela altura, com determinada situação. Não nos podem dizer que exageramos ou que não conseguimos ver a realidade. Aquela é a nossa realidade. Aquilo é o que sentimos. Temos direito a exprimir o que quer que nos fique à flor da pele. Tal como temos que aceitar tudo aquilo que os outros sentem, porque só eles sabem o que lhes vai na mente. É essa a beleza de não se ser igual a ninguém: vamo-nos descobrindo, ao longo da vida.