quarta-feira, maio 11

: Amor livre. Livre para amar.

Muito se ouve falar do amor sem limites, sem preconceitos, recheado de respeito. Mas, na prática, pouco se vê. Há olhares de esguelha, dedos apontados, comentários depreciativos. Há pessoas que sentem que têem que se esconder, que escondem o seu amor. E eu, que sou a favor do amor sem ligar aos pormenores, fiquei feliz com uma coisa que vi na passada segunda feira.

Junto à estação do oriente vi um casal abraçado. Tudo normal. Era um casal homossexual. Tudo normal também. O que me surpreendeu foi, pela primeira vez, ver um casal homossexual despedir-se com um beijo na boca. Com esse simples gesto mostraram, mais do que nunca, que o amor é para todos. O meu coração aqueceu-se ao vê-los estarem sempre a olhar para trás, enquanto se afastavam um do outro. Fez-me lembrar a minha relação. A relação que parece tão diferente mas que, no fundo, é tão semelhante à deles.

Gosto da ideia do amor. De amar. E eu amo. Se calhar até demais, não sei. Gostava, sinceramente, que o mundo amasse com pelo menos metade da força com a qual eu amo. Gostava que todos nós nos sentíssemos à vontade para amar. Não literalmente no meio da rua (que eu cá não gosto de ver duas pessoas a comerem-se a meio do caminho), mas no sentido fundamental da palavra. Porque amar não está vedado a certas classes. Amar é um direito universal superior a géneros, cores, crenças, idades. Amem! Vivam o amor. Viva o amor!

3 comentários:

  1. Que bonito! Tanto o texto como o que ele ilustra.

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  2. Além de que quem tiver o coração cheio de amor, não tem espaço para o ódio. ;)

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  3. Eu também gostaria que o amor fosse livre. Ou que as pessoas fossem livres para amar. Incondicionalmente.
    Infelizmente ainda há muitas barreiras impostas, que façam com que o amor livre seja uma utopia. Dessas barreiras as que eu acho mais tristes são as barreiras auto-impostas. Aquelas barreiras de pessoas que não se amam a si próprias e então também não conseguem verdadeiramente amar o outro... Ou aqueles seres que se amam tanto a si próprios, que não têm espaço para amar mais ninguém...
    Ai, o amor... parece tão complicado, mas na verdade é tão mais simples. Ainda bem que és daquelas que amam com muita força. Às vezes faz falta mais pessoas assim.
    Beijinhos e Viva o Amor!

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À noite gosto de contar as estrelas que estão no céu e de ver por onde anda a Lua. E tu do que gostas?