sábado, maio 7

: O que a chuva me traz.


Gastámos todos os clichés do amor. Trocámos beijos à chuva, corremos sempre para os braços um do outro, reagíamos de cabeça quente pedindo mil perdões depois. Sempre tarde demais. As mágoas instalaram-se em nós e entrámos num caminho sem retorno. A distância destruiu o que restava de nós, levando aquilo que um dia fomos. Tenho saudades tuas, não vou mentir. Das nossas conversas sobre o futuro, das nossas diferenças que tornavam tudo interessante. Às vezes revejo as fotografias que tirámos. Não para sofrer, nunca gostei de me massacrar, mas para recordar o que de bom tivemos. Entreguei-te corpo, alma e coração. E isso não se esquece facilmente. Não te esqueço facilmente. Foste o meu primeiro amor e contigo gastei todos os clichés dos romances, que se vêem nas prateleiras das livrarias. Contigo fui a louca apaixonada, a menina perdida em tantos sentimentos. Contigo fui alguém que não sabia existir em mim. Obrigada por isso. Quem sabe... os nossos caminhos não se cruzem novamente. E, talvez nesse momento, estejamos preparados para finalmente nos amarmos, como sempre deveríamos ter feito. Hoje, neste dia de chuva, relembro-te. Relembro-nos. Como poderia algum dia esquecer? Afinal de contas foi a chuva que te trouxe até mim, há tantos anos atrás. Estou na janela à tua espera...


#off the records
#histórias de bolso 

4 comentários:

  1. Obrigada pelo comentário, fico sempre tão feliz com as tuas palavras! só tenho pena que não consigas ler tudo :( entretanto arranjei novamente de forma a não tapar as letras. depois podes dizer-me se já consegues ler? Um beijinho

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  2. Os dias de chuva fazem-nos pensar naquilo que se foi, naquilo que ainda pode vir... Fazem-nos pensar não é?
    E que um dia se encontrem e que amem como nunca outrora ninguém amou

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  3. Quem sabe não te vem fazer uma "serenata à chuva". :)

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À noite gosto de contar as estrelas que estão no céu e de ver por onde anda a Lua. E tu do que gostas?