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A mostrar mensagens de Novembro, 2016

: Na saúde e na doença...

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Se dúvidas existissem em relação ao afecto que sinto pelos "meus" pequenos, hoje dissolveram-se. Já doente há mais de uma semana com tosse persistente e aflitiva hoje atirei a toalha ao chão e percebi que não aguentava mais sem ir ao médico. Mas só os deixei ao encargo de uma colega minha depois de escrever uma folha com tudo o que precisavam de saber sobre os pequenos. As manias, os cuidados, os pormenores que só eu sabia. Expliquei a todos epes porque me ia embora e disse-lhes que sexta já estaria lá para cuidar de todos eles. 
Agora é tempo de melhorar.

: Para pôr todos a dançar!

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Nem costumo gostar deste género de músicas mas estou viciada nesta:

: Nove corações em mim.

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Às vezes fico confusa com tamanho carinho que nutro por crianças que não me são directamente nada. Sofro com as suas dores, apresso-me a secar-lhes as lágrimas, rio com as coisas que me dizem, abraçamo-nos só porque sim. Conheço cada uma delas como a palma da minha mão e só fico bem comigo mesma se lhes der o máximo de mim. Tenho a sorte - sim a sorte - de só ter nove crianças na sala. Posso dedicar-lhes todo o meu tempo, ouvi-las, sentir o que me querem transmitir. Posso trabalhar individualmente de uma maneira mais profunda do que alguma vez consegui. Para outras educadoras talvez uma sala com nove crianças seja uma anedota. Para mim é a melhor coisa que poderia ter acontecido aqueles pequenos. Posso sentar-me com cada um diariamente, ajudá-los a crescer, perceber quais são as suas fragilidades e trabalhá-las sem pressas. Já estive em salas com mais de vinte crianças e sinto as diferenças na pele. Consigo dar mais de mim, consigo chegar mais longe. Vejo-os a crescer, sinto-os a dare…

: Como assim já passou um ano?

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Foto presente no meu instagram
Há um ano atrás, nesta exacta hora, estávamos a assinar a escritura da nossa casa. Olho para trás e relembro tudo aquilo que mudou. Vejo o quanto crescemos. O quanto fizemos durante estes doze meses. Estabilizámos forças, reforçámos ideias. Aprendemos a ignorar vizinhos lunáticos; Mudei de trabalho e aprendi a aproveitar todo o tempo que tenho para repousar no nosso cantinho; Tomámos a decisão definitiva de que iremos ter um cão; Fomos mobilando a casa ao longo dos meses, com calma e ponderação; Pusemos muito dos dois nestas divisões; Aprendi a querer só o essencial e a destralhar aquilo que não é necessário. Ainda só passou um ano e já sinto que estas paredes têm muito para contar. 
Este será o segundo Natal em que ela é nossa mas só este ano é que iremos aqui viver verdadeiramente a quadra natalícia. A árvore já está montada e, acreditem, dá um charme especial à nossa sala. Torna-a tão mais acolhedora. Faz um ano que a melhor fase da nossa vida começou. …

: Obrigada Disney!

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Eu sou uma apaixonada pelos clássicos da Disney: Pocahontas, Bela e o Monstro, Pequena Sereia e tantos outros que preencheram a minha infância, guardados em cassetes VHS. Ultimamente os canais TVCine têm passado estes filmes antigos e sempre que vejo estar a dar um fico a ver. É tão bom desligar-me durante aquelas horas e regressar atrás no tempo, onde a felicidade era simplesmente aconchegar-me no sofá a ver um filme.
O meu coração iluminou-se quando vi o trailer deste novo filme da Bela e o Monstro, com pessoas de carne e osso. Talvez isso roube alguma magia mas, pelo que vi do trailer, duvido. Se eu já achava o filme dos mais bonitos da Disney ouvir a voz da Bela com o sotaque inglês da Emma Watson é das melhores sensações que poderia sentir. Fiquei curiosa por ver o filme e este é um daqueles que tenho mesmo de ir ver ao cinema!!

: Particularidades à la Cláudia #1

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Todos nós temos aqueles pequenos pormenores muito nossos, que nos distinguem das restantes pessoas. E porque não ir-vos mostrando, de vez em quando, aquelas particularidades que me distinguem? Tentem não achar-me muito louca, sim?!
O meu horário de trabalho vai alterando. Tanto entro às sete da manhã como entro às nove e meia. Mas, indepentemente das horas a que tenha que me levantar, tento acordar quinze minutos mais cedo do que o suposto, para me despachar mais cedo e ainda poder voltar a esticar-me na cama. O David diz que eu não sou normal mas sabe-me pela vida voltar à cama nem que seja mais dez minutos sabendo que já tenho tudo despachado e que assim que me levantar posso sair de casa. Se poderia dormir esses dez/quinze minutos antes de me despachar? Poderia - e às vezes acontece - mas parece que o dia nem começa bem. Tenho, claramente, uma costela alentejana que fica cansada só de vestir a roupa!!

: A música chama por mim.

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Quando, aos oito anos, comecei a aprender piano apaixonei-me pela música. Apaixonei-me pela forma como os dedos deslizavam pelas teclas, provocando sons melodiosos. Demorei a ganhar paixão pela música clássica; Era demasiado nova para entendê-la. Mas foi o classicismo que levou a melhor. Foram os pianos de cauda que me roubaram o coração. Foi o sonho de pertencer a uma orquestra que habitou em mim durante anos. As crianças acabaram por levar a melhor mas a música nunca deixou de viver em mim. E, agora adulta, estou prestes a dedicar-me a um novo instrumento. Irei tentar aprender sozinha a tocar violino. Será difícil, não duvido, mas a minha vida precisa desse desafio. Precisa da força que advém das constantes tentativas de superação. Serei novamente aluna. Começarei do zero. Porque a verdade é que a minha alma e mente precisam disto: a música é fundamental.

: Um brinde às resoluções inesperadas.

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Não sou pessoa de fazer resoluções no final do ano. Sei, por experiência própria, que tudo aquilo a que me proponho acaba por cair em saco roto. Prefiro ir-me desafiando ao longo do ano; ir testando limites; rompendo barreiras. Gosto de não viver preocupada pelas ideias não concretizadas: luto, no momento, pelo que faz mais sentido. Hoje "obriguei-me" a destralhar o roupeiro e a cómoda. Livrei-me de roupa que já não me servia ou que já não usava. Livrei-me de coisas que só enchiam. Sinto-me mais leve. Sinto que hoje cumpri algo que me ajudou a melhorar um pouco. Amanhã um novo objectivo surgirá!

: O Natal está aí ao virar da esquina!

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Ainda vamos a meio de Novembro, eu sei. Mas estou demasiado entusiasmada para ignorar que daqui a menos de um mês as ruas se irão encher de luzes maravilhosas. Duvido que consigam imaginar a minha felicidade ao ver que os catálogos de Natal começam a sair em algumas lojas e na exclamação quase gritada que eu fiz: David temos que comprar uma árvore! E ele, que já conhece esta minha paixão perguntou logo quando fazíamos a árvore. Não consigo explicar-vos as pulguinhas que sinto por se estar a aproximar o primeiro natal oficial em minha casa. O ano passado ainda estávamos em mudanças e a casa estava meio vazia. Mas este ano não. Este ano irei ter uma árvore oficial, irei decorá-la enquanto ouvimos músicas natalícias. Sim, todos esses clichés foleiros. Não festejo data alguma durante o ano pois guardo todo o meu entusiasmo para o Natal. Para os abraços familiares, para as comidas que sabem tão melhor nesta época. Sempre me senti fascinada por esta época, por ver a família toda reunida. Le…

: Eu. Ele. O nosso amor.

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Não sei que tipo de poder tem o David mas sempre que eu estou com insónias basta que ele me abrace para que eu esqueça tudo o que me vai no pensamento e para que adormeça, encostada com a cabeça ao seu peito. O calor dele envolve-me e faz-me sentir protegida de todos os males. Basta um toque dele na minha pele para que eu durma toda a noite. Basta que ele me veja inquieta e puxa-me para ele, consciente do bem que me faz. E é por isso - e por tantas outras coisas - que gosto de ficar a olhar para ele de manhã enquanto dorme descansado. É por isto que gosto de tocar-lhe na pele ao de leve até que abra os olhos. É por isto que o amo. Por estes momentos únicos que não trocava por nenhuns outros. Ele faz-me feliz, desde o primeiro dia em que percebi que ele era especial. E será sempre. Não duvido nem por um segundo. Talvez seja uma romântica incurável. Eu cá não me importo. O amor tem destas coisas!

: O poder intemporal de uma música.

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A música da minha vida será - passem os anos que passarem - a Silent Night. Pelo amor que eu tenho ao Natal. Pelo amor que eu tenho a esta música desde que a toquei pela primeira vez no piano. Pela paz de espírito que me transmite. Pelas pessoas que me faz recordar e que me aquecem o coração. E eu oiço-a, sem vergonhas, em qualquer altura do ano. E esta versão é a mais bonita que já alguma vez ouvi.

Partilhem comigo: qual é a música da vossa vida?

: Ode às cuecas de algodão...

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Um título estranho, eu sei... Mas vão já percebê-lo:
Uma vez por ano, ou de seis em seis meses como é o meu caso, as mulheres têm que passar por um ritual que não sendo doloroso é, pelo menos, incómodo: ir à ginecologista. Não, homens que me poderão vir a ler, nós não gostamos de lá ir e de expôr a nossa zona íntima. As coisas melhoram quando ganhamos confiança com a médica mas, ainda assim, não é algo que gostemos de fazer.
Pois que ontem lá tive eu que ir fazer uma visita ao consultório. Infelizmente não consegui para a médica que sempre me viu, mas a urgência de resolver um problema fez-me escolher a primeira médica disponível. Um dos maiores erros da minha vida. A senhora para além de falar para dentro - se calhar insultou-me e eu nem dei por isso - foi do mais bruto que pode haver. Mas o mais caricato foi a campanha abusiva que ela fez em prol das cuecas de algodão. Sim, leram bem... Encontrei uma profeta das cuecas feitas de algodão. Nas palavras da senhora nenhum outro tipo de te…

: Recados à Macaquinha [22]

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Sabes, não quero ser daquelas mães que estão sempre a gritar. Não quero andar feita louca atrás de ti. Talvez venha a sê-lo, quem sabe. Mas conto contigo para me lançares um olhar desaprovador sempre que levantar o tom de voz para ti. Ou para alguém que seja. Porque a verdade é que não é assim que se trata quem quer que seja. Não é essa a imagem que quero passar a uma criança que ainda está a aprender tudo sobre o mundo. Quero que sejas alguém ponderado, capaz de fazer passar o seu ponto de vista sem usar os gritos para ser ouvida. Quero que saibas quando não vale a pena gastares a tua energia em lutas desnecessárias. Quero que saibas ouvir os outros. Quem sabe sentares-te lado a lado com alguém que acredita no oposto de tudo aquilo pelo que lutas. Espero que aprendas sobre o mundo olhando ao teu redor, experienciando, abrindo os teus horizontes. Espero que sejas calma e ponderada. Que não sintas necessidade de impôr os teus desejos acima de qualquer outro. Espero transmitir-te a calm…

: Os sinais que o universo me manda.

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Avó, acreditas que já está quase a fazer seis anos que te falei pela última vez? Acreditas que ainda me aperta o coração pensar em ti? Talvez não acredites. Talvez pensasses que serias depressa esquecida. Mas não, estás muito enganada. Lembro-me de ti nas mais pequenas coisas. Mal imaginas o quanto eu gostaria que tivesses conhecido a minha casa. Mal imaginas o quanto eu gostaria de correr para ti e dizer-te que, finalmente, trabalho naquilo que sempre amei. Eu digo-te tudo isto, em pensamento. E mantenho-te viva no meu pensamento.
Sabes, faleceu recentemente a avó de umas pessoas próximas de mim. Revi-me nelas. Naquela força sobrehumana para continuar a vida normal quando o nosso mundo se desfez. Revi-me naquele conformismo de que a vida só vos magoava, que a doença só vos matava cada vez mais o espírito outrora tão forte. Revi-me naquele ar cansado de quem quer suportar as lágrimas de terceiros guardando as suas lágrimas para a almofada. Revi-me até no sorriso que lhes despontou nos …

: Se o problema é meu, em mim irá ficar.

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Não tenho medo nenhum em assumir: não sei depositar os meus problemas em amigos. Nem sempre fui assim mas o tempo tornou-me numa pessoa demasiado desligada. Dei tanto de mim, a pessoas que não o mereciam, que acabei por ficar desconfiada por natureza. São precisos meses para conquistar a minha confiança. São precisos meses para que eu me torne disponível para resolver qualquer problema que lhes surja, sejam as horas que forem. Sei ser uma amiga presente e estou sempre pronta para dar um conselho. Mas não consigo procurar ninguém quando os problemas me batem à porta. Refugio-me no David, o único com quem me consigo abrir. Guardo em mim dores, pensamentos, apertos. Eu sei que tenho uma mão cheia de pessoas prontas a abraçar-me e a secar-me as lágrimas. Mas não consigo partilhar os meus mais íntimos problemas. Aqueles superficiais, do dia a dia, saiem-me facilmente. Mas os outros - aqueles que me dão pesadelos - hão de morrer comigo. E com o David. Gostava de ser diferente. Gostava de co…