terça-feira, novembro 1

: Se o problema é meu, em mim irá ficar.


Não tenho medo nenhum em assumir: não sei depositar os meus problemas em amigos. Nem sempre fui assim mas o tempo tornou-me numa pessoa demasiado desligada. Dei tanto de mim, a pessoas que não o mereciam, que acabei por ficar desconfiada por natureza. São precisos meses para conquistar a minha confiança. São precisos meses para que eu me torne disponível para resolver qualquer problema que lhes surja, sejam as horas que forem. Sei ser uma amiga presente e estou sempre pronta para dar um conselho. Mas não consigo procurar ninguém quando os problemas me batem à porta. Refugio-me no David, o único com quem me consigo abrir. Guardo em mim dores, pensamentos, apertos. Eu sei que tenho uma mão cheia de pessoas prontas a abraçar-me e a secar-me as lágrimas. Mas não consigo partilhar os meus mais íntimos problemas. Aqueles superficiais, do dia a dia, saiem-me facilmente. Mas os outros - aqueles que me dão pesadelos - hão de morrer comigo. E com o David. Gostava de ser diferente. Gostava de confiar no abraço daqueles que me querem bem. Mas quem sou eu para pôr-lhes o peso de certas coisas em cima?! O peso é meu. Eu cá arranjarei forma de o carregar. A bem ou a mal.

3 comentários:

  1. Quando quero desabafar algo sei com quem o deva fazer. Uma só pessoa, grande amiga minha. Com quem eu sinto mais afinidade.

    Cátia ∫ Meraki

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  2. Identifiquei-me tanto, porque sou igual! Estou sempre disponível para ouvir os problemas dos meus, mas quando sou eu a precisar acabo por guardar para mim

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  3. Eu sou igual e em parte porque sinto que não tenho nenhuma amiga que oiça e me compreenda. Ouvir tenho mas sei que depois não vou ouvir as palavras de compreensão ou até a mostrar outro lado das situações. É pena...

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À noite gosto de contar as estrelas que estão no céu e de ver por onde anda a Lua. E tu do que gostas?