terça-feira, janeiro 24

: Recados à Macaquinha [23]


Muito falo do amor que eu e o teu pai teremos por ti mas não posso esquecer que um dia o teu coração será também preenchido por outras pessoas, aquelas que tu poderás escolher para rechearem a tua vida. Não me posso esquecer que teremos que partilhar os teus beijos, os teus abraços, a tua atenção. Quando chegar essa altura espero que saibas escolher quem te faz feliz e que, acima de tudo, saibas amar incondicionalmente. Irei contar-te a minha história com o teu pai, enquanto te afago o cabelo. A forma como o incentivei a lutar por outra pessoa, mesmo já gostando dele com todo o meu coração. Quero fazer-te entender que o amor é isso mesmo: altruísmo. O teu pai não fazia ideia de que eu gostava dele e só eu sei o quanto me doeu dizer-lhe para assumir os sentimentos perante outra pessoa. Ele nunca o fez e o rumo da história acabou por mudar. Mantive-me por perto, fui a amiga, conselheira, confidente. Amei-o, simplesmente. E esse amor cresceu. Cresceu e deu origem à melhor coisa do mundo: tu. É uma história assim que espero que consigas viver. Um amor puro, sem dedos apontados, sem pressões. Um amor natural, incondicional. Quero que sejas feliz e que faças alguém tão feliz como nos farás a nós. Não duvido que trarás muito amor ao mundo. Ao nosso mundo. 

3 comentários:

À noite gosto de contar as estrelas que estão no céu e de ver por onde anda a Lua. E tu do que gostas?