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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2017

: Ser eu, sem ti.

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Há algo de sufocante na ideia de te perder. Na simples imaginação de já não te ter na minha vida, a partilhar os pequenos momentos comigo. Fico triste se, por acaso, a mente me foge para um futuro onde os nossos caminhos se tornam opostos. Mas depresso entendo que o meu maior medo é, na verdade, perder-me. Deixar de ter sentido para os dias. Medo de ter que começar de novo, de ter que voltar a confiar na bússola que sou eu, sem ter o gps emocional que sempre foste para mim. Tenho medo de perder o teu carinho, a nossa amizade. Mas, lá no fundo, tenho mais medo de descobrir que me tornei vazio para ter espaço para te acolher. Tenho medo de não ser nada, sozinha. Tola, eu sei. Uma tola consciente de tudo aquilo que mudou e de tudo aquilo que se moldou a nós. Será que no fim de tudo ainda me conseguiria encontrar? 
#off the records #histórias de bolso

: Como as coisas mudam...

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É engraçado olhar para trás e pensar que quando comecei a estudar música, ainda bastante nova, eram raras as vezes que me sentava ao piano com uma verdadeira vontade de treinar. Não que eu não gostasse de tocar, atenção. Mas não tinha muita paciência. Em quase todas as aulas levava nas orelhas do meu professor por estar a desperdiçar as capacidades que tinha. Ou, melhor, por não estar a aproveitar o máximo que conseguia dar. Desde que saí da música, em 2009, até Janeiro deste ano foram raríssimas as vezes em que liguei sequer o teclado. Mais por falta de tempo do que outra coisa. No entanto desde que comecei a aprender violino estou sempre ansiosa pelo próximo dia em que vou conseguir treinar. Nos dias em que saio cedo uma das primeiras coisas que faço mal chego a casa é pegar no violino e treinar. Treino até me doerem os braços ou, mais frequentemente, até eu ficar minimamente contente com aquilo que oiço. Repito, insisto, procuro as falhas. Tento melhorar a cada treino para que dest…

: Somos todas princesas!

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Vou trabalhar quase sempre de fato de treino, porque é mais confortável. Dá-me espaço para correr, rebolar no chão, saltar, fazer tudo aquilo que os pequenotes me pedem. Acho que eles nunca me viram muito arranjada, até porque eu ando sempre super simples. No entanto hoje um dos meninos da minha sala surpreendeu-me. A mãe foi lá levá-lo de manhã e ele, depois de ter dito o fato que iria vestir, disse "A Cláudia tem de ser uma princesa!". A mãe derreteu-se e a mim deixou-me a pensar. Nunca fui muito de brincar às princesas nem nunca me quis mascarar como uma. Mas quem disse que não posso ser uma princesa na mesma? Uma daquelas realistas, que acorda com o cabelo despenteado e que nem sempre tem disposição para despir o pijama. Talvez a forma deste pequeno ver a vida seja a certa: somos todas princesas à nossa maneira. Sem serem precisos vestidos, maquilhagem ou até ter que aguentar a espera pelo príncipe encantado. Somos todas princesas simplesmente por sermos nós! Se posso se…

: Sem medos!

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: Lembra-te, pensamento positivo!

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Só precisamos de uma boa notícia no meio de tantas infelicidades que temos tido. Só precisamos que aquilo que mais queremos corra bem, para que consigamos pôr para trás das costas o que de pior tem acontecido. Só precisamos desta oportunidade. Tudo irá correr bem!

: Até um dia, Morena.

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Morena, no dia em que a conheci.
Hoje o dia estava a ser bom. Sentia-me leve, despreocupada. Cheguei a casa e depois de treinar violino apeteceu-me um lanche. Foi aí que reparei em ti, Morena, numa posição estranha dentro da água. Pensei que estivesses a dormitar e peguei em ti, como tantas vezes fiz só para te admirar. O teu corpo estava estranho e nem a água a correr da torneira te abriu os olhos. Foi aí que a verdade me atingiu: tu tinhas morrido. Tu, com apenas seis meses, não resististe a uma aparente doença que eu não conhecia. Bem me tinha apercebido que as tuas patas traseiras tinham unhas e "dedos" a menos mas sempre pensei que tivesses nascido assim, diferente. Afinal não te consegui proteger. Desculpa. Quando te tornei a pousar no aquário, como quem espera que afinal acordes,  as lágrimas correram sem parar. Lembrei-me do dia em que te trouxeram até mim, o animal para a sala dos traquinas. Lembro-me da felicidade que senti. Da minha preocupação ao pensar que não ir…

: O que esperamos das crianças?

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Este ano comprei, pela primeira vez, uma agenda dos Educadores de Infância. Em todas as páginas há uma sugestão de atividade e bastantes destas são interessantes e dão para adaptar facilmente ao meu grupo. Mas depois surgiu esta:
Simetrias com arte Dar a cada criança uma folha de papel A3 e um lápis. Solicitar que dobrem a folha a meio e a voltem a abrir. Na marca da dobra, traçar uma linha com lápis. Cada criança dispõe a sua folha no chão e aguarda. O educador disponibiliza dois copos com tinta de dedos, de cores diferentes, para cada par de crianças. De forma organizada, uma criança ajuda o seu par a pintar as palmas das mãos (uma de cada cor) e a outra vai carimbar as mãos no papel (uma de cada lado da linha). O colega vira a folha e repete a ação de pintar as mãos e carimbar por quatro vezes. Após finalizar, cada criança observa a simetria entre as mãos de um lado e do outro da folha, chamando a atenção para as cores das mãos.
Fui só eu que achei esta atividade um pouco irrealista? …

: Sábado é dia de felicidade!

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Gosto cada vez mais de ouvir a união dos sons do violino e do piano. Gosto cada vez mais do à vontade que sinto quando o meu professor se senta ao piano e toca em simultâneo comigo, complementando as músicas que estou a tocar. Ou até mesmo quando pega no violino dele e eu oiço que os sons das oito cordas estão idênticos. Quando oiço que finalmente já não arranho na corda lá e que já contornei certas fraquezas que tinha. Sinto-me feliz quando ele me dá novas partituras e não perde tempo em ensinar-me coisas que inicialmente me assustam mas que depois afinal até consigo dominar.  Até fico contente por já saber como pegar no arco apropriadamente! Adoro que ele me desafie a fazer coisas novas sem rede de segurança. Que no final de apenas quarenta minutos a tocar, pela primeira vez, com três dedos - em duas das cordas - ele me peça para fazer a escala de ré sem nunca me ter ensinado. Gosto de sentir que estou a evoluir, que estou a melhorar. Quem sabe um dia ainda vos ponha por aqui um víd…

: Recados à Macaquinha [24]

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Nunca será tarde demais para lutares pelos teus sonhos. Mas tenho que ser sincera contigo: há coisas que ficarão para trás. Terás sonhos mais fortes que outros. Alguns irão chamar-te com uma voz mais alta e acabarás por deixar de lado aquelas pequenas paixões que um dia pensaste que poderiam ser grandes amores. E eu quero que lutes por tudo aquilo que te faz mais feliz, mesmo que mais ninguém cá em casa goste. Não te quero condicionar ou levar-te por um caminho que não o teu. Apesar de saber que tentarei introduzir-te no mundo da música. Pelo menos instrumentos cá em casa não te faltam!! E, se no futuro, te lembrares de paixões antigas não te inibas de pegar nelas novamente. Não te inibas de virar o teu mundo de pernas para o ar. Eu sou a prova viva de que basta força de vontade para recuperar um sonho antigo. Foi aos vinte e cinco anos que arranjei coragem para finalmente aprender violino. Irás decerto ouvir-me tocá-lo e fá-lo-ei para te mostrar que nunca somos velhos de mais para co…

: Abaixo a super estimulação. Pum. Pum!

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Aqui me assumo, eu "estimulo" pouco o grupo de crianças com que trabalho. Mas, calma, antes que me atirem pedras eu explico... Hoje em dia é fácil entreter uma criança. Damos-lhe legos, puzzles, televisão ou um tablet e é vê-los ficarem horas vidrados em alguma coisa. Principalmente se lhes pusermos jogos no tablet daqueles que até a nós nos viciam!! Difícil é ensinar-lhes a esperarem - sem desesperarem - até terem aquilo que querem. Quantas são as vezes que nos cruzamos com crianças que chamam os pais dezenas de vezes seguidas, num tom de voz alto, sem saber esperar pela atenção do progenitor?! É isso que eu pretendo contrariar.
Se antigamente temia os tempos mortos, por me sentir um mono em frente ao grupo, agora sou eu própria que os crio. Conversamos sobre tudo e nada (hoje por exemplo, escrevia palavras que eles me pediam para vermos que letras precisávamos), brincamos ao jogo do tubarão (todo o chão é água e ninguém lá pode tocar senão o tubarão dá-lhes uma trinca), esp…

: Um mês depois.

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Finalmente voltei às aulas de violino. Estava receosa que não tivesse melhorado grande coisa, visto que treinei sozinha durante Janeiro, mas o professor deu-me apenas algumas dicas e disse-me que não estava nada mal. Apesar de eu ainda arranhar algumas cordas, quando ponho demasiado força no arco! Revi os exercícios iniciais e ainda comecei duas novas músicas, já usando o primeiro dedo. Foi aí que fiquei nervosa. Apesar de saber que estou a melhorar acho sempre que não vou conseguir. E, claro, o meu professor apercebeu-se disso ao fim de poucos segundos. Quando dei conta ele estava sentado ao piano e tocava lá a música ao mesmo tempo que eu no violino. Podem não acreditar mas saiu tudo tão naturalmente que parecia que sempre tinha tocado aquela peça. E o som dos dois instrumentos juntos? Maravilhoso. Foi pena a aula acabar logo a seguir porque tocar em simultâneo com outro instrumento deixou-me muito mais relaxada e as coisas saíram muito melhor. Para a próxima aula temos que começar …

: (Ser) Inspirador.

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Em dias de tempestade sejamos Sol. Estrela-Luz. Que em dias negros, dentro e fora do nosso corpo, encontremos a claridade do mundo. Fecharemos os olhos e veremos nuvens, estrelas, lua satélite do nosso coração. Que sejamos brilho numa divisão apagada. Que sejamos a mão que alguém quer agarrar, quando o medo ataca os sentidos. Sejamos inspiradores, sem nunca esquecer de inspirar fundo nos pequenos terramotos físicos do dia a dia. Sejamos calmos, raízes firmes numa terra que temos que conquistar como nossa. Façamos a diferença na vida daqueles que se cruzam connosco. Vivamos o futuro, guardando na alma as memórias; Todas aquelas que nos couberem no bolso. Sejamos nós, sem medos! Os dias de tempestade terminam sempre: que nenhum deles apague a nossa luz. Brilhem!!

#off the records #histórias de bolso

: Particularidades à la Cláudia #4

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Sou aquela pessoa que raramente tem febre. Passo anos - literalmente - sem ter uma pontada de temperatura a mais. Mas quando tenho, basta ser uns meros 37,5 e não só dou logo conta como parece que estou para morrer. Começo logo a tremer, as dores musculares atacam e só uma boa manta me ajuda. 
Mas pior, pior só mesmo começar a ter febre meia hora depois de sair da medicina no trabalho. Que, por acaso, foi o que me aconteceu ontem!! Agora é repouso absoluto. Só comigo...