: Cada macaco no seu galho!


Eu não sou seguidora de nenhuma religião. Mas também não critico quem se identifica com qualquer uma delas. Simplesmente não consigo acreditar num suposto deus ou numa outra qualquer entidade. Prefiro acreditar em mim e nas pessoas que escolhi para pertencerem à minha vida. Prefiro acreditar que somos nós que construimos o nosso caminho sem qualquer intervenção divina. 

O que eu não consigo suportar é quando o oposto acontece e alguém não respeita a minha forma de ver a vida. Que alguém me critique por eu não acreditar neste ou naquele deus. Que alguém me diga que assim serei "castigada", como já cheguei a ouvir. O que eu não compreendo são as pessoas que têm de impôr a sua religião à força; Que andam pelas ruas a importunar quem muitas vezes está com pressa ou pessoas que, como eu, não acreditam naquilo que elas querem dizer. Cada um tem direito à sua crença ou até a não ter crença nenhuma. Há que saber respeitar aquilo em que cada um acredita, sem entrar na vida privada das pessoas. Há que ter noção que não somos obrigados a gostar todos do mesmo. Há que saber conversar sem nos tornarmos inoportunos.

Tenho pessoas na minha família e amigos bastante católicos. Outros nem por isso. Respeito cada um deles, a sua ideologia, a sua forma de ver a vida. Tal como espero que me respeitem sempre que digo algo que "foge" às regras normais da sociedade. Já sou adulta, já vivi bastantes coisas, já sei aquilo que quero na minha vida. A religião para já não é, definitivamente, uma delas. 

Comentários

  1. «O que eu não compreendo são as pessoas que têm de impor a sua religião à força», assino por baixo.
    As pessoas são livres para seguir o seu caminho. E não é por eu acreditar em algo que quem está à minha volta também tem que acreditar. Há lugar para tudo e o respeito é fundamental. Mesmo quem partilha a mesma religião, por exemplo, tem perspetivas diferentes da mesma. E é essa diversidade que torna o diálogo muito mais interessante. Irrita-me profundamente que tentem sobrepor a sua forma de pensar à dos outros. Qual é a necessidade? Ninguém é dono da verdade, porque razão têm sempre de querer ter a última palavra? Além de que e importante que se lembre de uma coisa: se querem ser respeitados, têm que respeitar.
    Eu sou católica, mas convivo muito bem com quem me diz que não acredita em Deus. É uma opção, uma escolha, tão válida como a minha.

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  2. Concordo totalmente contigo. Sou católica praticante. Não sei o que é a vida de outra forma. Sou feliz assim. Mas não discuto a fé com pessoas que não a têm (nomeadamente o meu marido), porque a fé ou se tem ou não. Cada um é como é. Ensinei as minhas filhas porque elas tiveram muita curiosidade e perguntaram. Uma tem uma fé que me comove. A outra, nem por isso. O que Deus quer é que sejamos felizes e que não prejudiquemos os outros. O resto não interessa nada!

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  3. eu também tenho alguma dificuldade em acreditar num deus, mas, por acaso, ultimamente tenho pesquisado algumas coisas e falado sobre isso com os meus colegas. tenho um colega meu que é católico e eu perguntei-lhe "até que ponto é que a crença em deus não é uma coisa vinda apenas da educação?" e ele concordou :p

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  4. Pior é quando vêm directamente às nossas casas. Odeio isso.

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  5. Sou como tu, e também respeito [ou pelo menos dou o meu melhor] embora me custe entender como pessoas inteligentes acham que existe um Deus. Ou melhor, que acreditam no que a igreja diz. Que tenham fé em algo tudo bem mas viverem consoante o que a igreja permite ou não ultrapassa-me. Já para não falar que é um enorme negócio.
    Eu dou o meu melhor a respeitar as pessoas católicas que conheço e sei que o faço quase sempre mas há certos assuntos que não consigo, como por exemplo a homossexualidade. Condenam e quando eu peço para me explicarem o porquê não conseguem. E digo a homossexualidade como podia dizer outro mas este é aquele que mais facilmente acaba por ser mencionado.

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