quarta-feira, junho 28

: O primeiro de muitos anos.


Foi há um ano que tive a oportunidade que precisava para ter o "meu" primeiro grupo. Quando os encontrei eram um grupo sem regras e completamente destruturado. Olhar para eles, agora, deixa-me orgulhosa. Alguns saíram, outros entraram. A nossa pequena família esteve em constante vaivém e, ainda assim, se manteve unida. Brincam todos juntos, sabem de cor as famílias uns dos outros. São amigos. Juntos crescemos, alcançámos novas metas, aprendemos e melhorámos. São poucas crianças mas isso ajudou-nos a criar uma boa dinâmica, a aprender tudo juntos sem ter que dividir o meu tempo por vários grupos. Ter poucas crianças foi uma vantagem para todos nós: permitiu-nos ser mais atentos, mais ativos.

Graças a eles desconstrui muitas ideias e criei outras novas. Encontrei uma nova versão desta Cláudia - Educadora - que quando era criança nem o sonhava ser. Neste ano encontrei o meu lar e orgulho-me da profissão que escolhi. Orgulho-me do quanto eles me ensinaram e do quanto abri do meu coração para os acolher. Porque de outra forma não faria sentido! 

Este ano saiu apenas uma das minhas meninas para o primeiro ano. Está crescida e, não duvido, tem um caminho brilhante pela frente. Os trabalhos saíram das paredes e estas esperam nova vida, novos momentos. Para o próximo ano esperam-nos novos desafios e estamos prontos para enfrentá-los. Juntos, como sempre! Obrigada, Traquinas, por este excelente ano letivo. Espero ter marcado a vossa vida tanto quanto marcaram a minha! Serão sempre o meu orgulho, como tanto vos quis mostrar na nossa festa de final de ano. Irão sempre superar, para melhor, tudo aquilo que imaginei. 

Quando decidi ser Educadora não sabia explicar o motivo para essa decisão. Nunca tinha andado em creche/pré-escolar e nem conhecia nenhuma educadora. Senti, simplesmente, que era o meu caminho. Os estágios e o voluntariado que fiz revelaram que, sim, este era o meu futuro. Revelaram que, sem dúvida, o meu lugar era ao lado dos mais pequenos.  E agora estou a viver o melhor dos sonhos. Foi assim que percebi que não preciso explicar a minha decisão. Apenas tenho que sentir-me em casa sempre que entrar na minha sala. E, sem dúvida nenhuma, estou no melhor lugar do mundo. 

terça-feira, junho 27

: Home Sweet Home #6

Ter um mini pátio em casa faz-me sonhar com tudo o que se pode fazer numa decoração outdoor. Infelizmente o nosso espaço já está preenchido com os bonsais do David e, agora, com a nossa horta urbana. Mas como sonhar ainda não paga imposto divirto-me a ver imagens de pátios bastante inspiradores. Quem sabe um dia não terei oportunidade de viver numa casa com espaço para pôr em prática algumas destas ideias!











domingo, junho 25

: Não os trocava por nada!


Eu percebo as pessoas que tomam a decisão de não incluir um animal na sua vida. Poupam dinheiro, evitam preocupações e vivem uma vida mais livre. Não têem que perder o sono por não saberem, por exemplo, onde ir de férias. Ou com quem têm de deixar o seu animal de estimação. Sim, eu percebo-vos.

Mas por outro lado sempre tive animais. Ao início, pássaros e peixes. Depois coelhos, que eu amo. Sempre conseguimos conjugar férias e animais, sem termos que deixar alguma coisa para trás. Quando comecei a morar com o David uma coisa era certa: os animais iriam fazer parte da nossa vida. Primeiro as tartarugas, que já vinham de solteiros. Depois os peixes. Agora o cão. Uma vida sem animais? Seria mais sossegada, mais livre, com menos preocupações. Mas também seria menos completa.

Há lá coisa melhor do que chegar a casa e ter o meu patudo a receber-me com mil beijos!! Já não saberia viver sem os meus bichinhos ao pé de mim.

sábado, junho 24

: É dia de festa!


Hoje é o dia da festa com os mais pequenos. Se por uma lado estou ansiosa para que os pais vejam as actuações, visto que estão giríssimas, por outro lado estou nervosa porque vão estar imensas pessoas a olharem para nós e as câmaras apontadas ao palco. Ainda assim este dia é dos mais pequenos e o que mais quero é que eles se divirtam!

Agora vamos lá aos últimos preparativos!

quarta-feira, junho 21

: Quando a dor desaparece.


Durante muitos anos quis esquecer que existias. Quis esquecer que um dia te tinha conhecido e que te tinha dedicado dois anos da minha vida. Até ao dia em que fiz as pazes com o passado. Até ao dia em que interiorizei aquilo que tinha vivido e decidi usar todas as aprendizagens, para encarar o presente com mais força. Deixei de me preocupar com o futuro e os pesadelos acabaram por desaparecer. Deixei de me criticar pelo passado e a felicidade aumentou. Deixei de tentar esquecer-te, consciente de que nunca irias ser eliminado da minha história. Tomei a decisão de aceitar. Aceitar-te. Não como presente mas como um passado que me ajudou a avançar. Que me ajudou a criar fundações para uma nova relação, mais segura. A nossa história, por mais conturbada que tenha sido, ensinou-me tudo aquilo que não quero mais na minha vida. Ajudou-me a separar as águas; A sentir-me segura de tudo o que me faz realmente feliz. Lamento, mas toda a dor que me provocaste foi em vão. Na verdade sou, agora, mais feliz!

terça-feira, junho 20

: Sobre os incêndios...


Durante a minha juventude sempre estive relativamente longe de incêndios preocupantes. Aquele que esteve mais perto foi nuns terrenos nas traseiras do parque de campismo onde estava e foi rapidamente controlado. Tanto que nem sequer saí da piscina. Lembro-me também de estar numa das praias da Serra da Arrábida e de ver um helicóptero a passar com água. Nesse dia perguntei à minha mãe o que faríamos se o fogo viesse para o nosso lado. Foi nesse dia que percebi que, de um momento para o outro, tudo pode mudar. Quando há cinco anos comecei a ir ao Norte no verão o meu coração começou a preocupar-se. Logo nessa primeira ida houve um incêndio enorme e, infelizmente, vi as chamas da janela do quarto onde estava - ainda que estivessem bastante longe. Agora sempre que lá vou ao mínimo cheiro de queimado fico alerta. Por mim e pelos meus familiares. Fico em sobressalto por estar numa aldeia com uma única estrada que serve de entrada e saída. 

O que aconteceu no distrito de Leiria poderia acontecer em Viseu. Poderia ser eu a tentar fugir e a ficar refém das chamas, num pânico que ninguém consegue imaginar. Poderiam ser familiares meus a nunca regressarem aos seus lares. Poderiam ser conhecidos a perder o trabalho de uma vida. E foram estes pensamentos que me deixaram o coração apertado e de lágrimas nos olhos. Todas aquelas pessoas só queriam escapar. Só queriam viver. Os bombeiros, esses heróis tantas vezes esquecidos, tentam nestes momentos de aflição salvar o máximo possível de pessoas, bens e natureza. Mas como poderão eles fazer mais se tantas vezes os caminhos são praticamente inacessíveis? Ou se as autoridades competentes só se lembram de limpar as matas e florestas quando já o fogo começou a atacar? A preservação do nosso país não pode ser uma preocupação apenas nestes meses infernais. Há que se fazer um trabalho anual. Há que encontrar métodos de prevenir tragédias como esta que atacou Pedrogão Grande, Castanheira de Pêra e tantas outras aldeias que nunca pensámos conhecer o nome.

Agora é tempo de ajudar quem precisa, de dar um ombro amigo a quem perdeu tudo. É tempo de delinear estratégias para que nunca mais aconteça algo assim. O nosso país é lindo. Vamos fazer o melhor por ele e para quem vive nele. Sejamos, todos, mais responsáveis. 

segunda-feira, junho 19

: Particularidades à la Cláudia #8


Sou daquele tipo de pessoa que prefere - mil vezes - o inverno ao verão. Não que eu não goste do bom tempo ou de ir à praia/piscina mas detesto o calor sufocante que se sente quase o verão todo e que me deixa com tonturas ou que me impede de dormir à noite. Sou do tipo de pessoas que prefere agasalhar-se do que ter que lutar com o calor, visto que chega a um ponto em que não podemos tirar mais nada!! Claro que gosto de passar umas horas na praia, a nadar no mar. Ou claro que adoro ficar de molho numa piscina bem fresca... Mas e quando estamos a trabalhar e longe de tudo isto?! É isso que me custa! Ainda nem começou o verão e eu já estou farta dele! Que venham daí dias mais frescos...

sábado, junho 17

: Home Sweet Home #5

Quem me conhece sabe bem da minha paixão por mochos. Talvez por isso os meus familiares e amigos me tenham, ao longo dos últimos anos, oferecido imensas coisas com esse animal. Desde velas a molduras. Quando vim para a minha casa algumas pessoas ficaram chocadas pela decoração ter pouco ou nada deste meu gosto. E mais chocada fiquei eu por pensarem que uma jovem adulta ia encher a casa de bonecada. Claro que tenho algumas coisas - como uma vela super gira e uma escultura que adoro - mas não seria capaz de ter um mocho a espreitar a cada canto ou ter, por exemplo, cortinas com padrões muito berrantes. Prefiro uma decoração mais minimalista e, tendo em conta também os gostos do David, temos algumas esculturas num estilo mais zen. Nada contra quem tem padrões mais floridos pela casa mas eu gosto das coisas mais clean, visto que me farto rapidamente de coisas que me cansem a vista. Posto isto deixo algumas inspirações dentro do estilo de decoração que mais gosto!

 

E vocês: clean ou com padrões?

quinta-feira, junho 15

: Cabelo curto?! Não há problema!!

Em miúda tive o cabelo super comprido, pela cintura, mas raramente andei com ele completamente à solta. Principalmente por causa do calor e pelo facto de ficar super embaraçado. Andava sempre com ele num rabo de cavalo, numa trança ou - como eu gostava mais - com duas tranças! Hoje em dia faço o oposto: corto o cabelo curto, pelos ombros ou ainda mais acima. Tira-me muito o calor, gosto da leveza e de ser fácil (e rápido!!!) tratar dele. Ao início demorei a adaptar os penteados que fazia quando tinha o cabelo mais comprido, mas com o tempo acabei por encontrar alguns que me enchem as medidas e que me ajudam a ir inovando no dia-a-dia. Ficam aqui alguns dos exemplos:



terça-feira, junho 13

: Na mais pura calma.


Sempre fui uma pessoa que nunca deu muito nas vistas. Sempre tive poucos amigos. Mas também nunca me preocupei com isso. Nunca me preocupei com o facto de ser aquela pessoa que não marca a sua presença, onde quer que vá. Gosto desta certa invisibilidade que a timidez me trouxe. Hoje em dia sou mais extrovertida e, por vezes, faço-me notar. Não de propósito, que a timidez ainda cá mora. Mas porque comecei a aprender a abrir-me ao mundo, de corpo e alma. Gosto de viver esta vida calma, sem invejas alheias. Sem ter que me preocupar quem é que vigia os meus passos. Sem ter pessoas sempre atrás de mim, prontas a falar mal das minhas decisões. Gosto de vir ao blogue, por exemplo, sem ter medo de ler um comentário de ódio. Nunca tive anónimos invejosos e prefiro que assim continue, mesmo que isso signifique que este espaço continua a ser pequenino e pouco visível. Encaro o blogue como encaro a minha vida: poucas pessoas estão à minha volta mas as que estão fazem valer tudo o resto. Gosto de poder escrever o que penso sem medo de ser atacada com palavras venenosas. Gosto desta partilha que existe entre mim e vocês. Esta porta aberta para a sinceridade. E não saberia viver de outra forma que não esta. Gosto de passar despercebida neste mundo louco. Talvez assim tarde a enlouquecer...

domingo, junho 11

: Recados à Macaquinha [25]


Já há muito tempo que não te escrevo, mas não deixei de pensar em ti. A vida tem andado a mil e tanto eu como o teu pai temo-nos esforçado para darmos um passo em frente, na tua direção. Pelo caminho adicionámos um patudo à nossa família. Quando nasceres terás um irmão mais velho, de quatro patas, para te proteger. Não duvido que te irá amar mais do que tudo e de que ficará horas a ver-te, curioso. Tal como não duvido que tu olharás para ele com o maior carinho do mundo. Irás puxar-lhe as orelhas e fazer-lhe maldades inocentes mas não te preocupes, ele continuará a gostar de ti! Vai dar-te beijos sem fim e eu estou ansiosa por ouvir o teu riso sempre que estiveres perto dele. Para já é ele o bebé e sinto que fiz bem em "tê-lo" primeiro. Assim ele estará mais calmo no momento da tua chegada. Será menos elétrico e irá gostar mais que deites a cabeça na barriga dele. Sempre que olho para ele lembro-me que um dia terá uma companheira para correr pela casa toda. Lembro-me que já esteve mais longe a decisão de termos um filho: tu. Já esteve mais longe, macaquinha. E agora não seremos só dois a receber-te. Tens o teu melhor amigo à espera!

sábado, junho 10

: Home Sweet Home #4

Sou, desde sempre, apaixonada por livros. Muito por influência da minha mãe, também ela uma leitora ávida. Desde pequena que tive o quarto recheado de livros e, como seria de esperar, tenho bastantes livros em minha casa. Espalhados por duas estantes. E imensos - infantis - guardados ainda em caixas por não ter tanto espaço para eles. Na casa onde moro agora não tenho possibilidade de ter uma divisão apenas para os livros - um dos meus maiores sonhos - mas se algum dia mudar de casa quero tentar fazer uma biblioteca privada. Enquanto esse dia não chega procuro inspirações e, quem sabe, não encontre uma maneira de acomodar mais livros no espaço que tenho!




sexta-feira, junho 9

: Quando voltar ao passado é bom.


Há uns dias dediquei-me a ir até ao início deste blogue. Primeiro que tudo, percebi que já tenho este espaço há dois anos, feitos em Março (sou mesmo desnaturada). Dois anos no mesmo espaço sem lhe mudar o nome é um feito para mim. É sinal de que cresci, de que encontrei estabilidade. De que finalmente estou onde queria estar. Todos os outros espaços que ficaram para trás ajudaram-me a chegar até aqui, a este ponto onde já não sou uma jovem cheia de dúvidas. Perdi bastante tempo a ler tudo desde o início e sorri com o meu percurso. Sorri com os altos e baixos. Sorri por perceber que, pela primeira vez na minha vida, não quero esquecer o passado. Quero, simplesmente, mantê-lo no lugar dele: para trás das costas. Este espaço já tem dois anos - e alguns meses - e tenciono mantê-lo por muito mais tempo. Se tudo correr bem irá acompanhar mais fases da minha vida e um dia, quem sabe daqui a dois anos, volto a ler tudo e a sorrir. Porque o mais importante é estar de bem com a vida.

quarta-feira, junho 7

: A grande novidade aqui da casa!!

Um dos únicos critérios mais específicos que eu e o David tínhamos, quando começámos à procura de casas, foi ter um pátio ou ser um andar mais alto para podermos ter a varanda aberta, visto precisarmos de espaço para os bonsais dele. Esta casa foi das únicas que vimos e que correspondiam a este critério. O pátio não é gigante mas é o suficiente para acomodar o nosso pequeno jardim. Depois de termos arrumado todas as árvores do David vimos que sobrava algum espaço e surgiu-nos logo na ideia fazermos uma mini horta. Como o espaço não era muito lembrámo-nos de usar uma palete. Nestas últimas semanas decidimos também trazer morangueiros para o nosso pátio e, para isso, usámos a caleira que podem ver na imagem abaixo - por debaixo da prateleira


Ficam agora as fotos da renovação da palete que o David foi pintando com spray e da sua adaptação para canteiro. Para isso usámos uma tela específica de jardinagem - encontrámos no Aki - a qual foi pregada à madeira (ainda começámos por agrafar mas o agrafador deu problemas e então desistimos!) e posteriormente perfurada para que a terra respire e a água não fique lá acumulada.


Depois da palete montada fomos a uma loja agrícola mesmo por baixo da nossa casa e escolhemos o que iríamos plantar - tendo em atenção que o nosso pátio apanha pouquíssimo sol. O que veio connosco foi Alfazema (para dar cor e cheiro!), Pimentos, Alfaces, Hortelã (que já usei na receita que vos mostrei ontem!), Coentros, Salsa e Morangos.


Depois de termos decidido onde queríamos colocar o quê foi altura de se pôr a terra nos canteiros - comprada também numa grande superfície de bricolage -  e de plantar aquilo que tínhamos trazido. Já com tudo no local peguei num giz que aqui tinha em casa e escrevi o nome de cada produto na parte preta, especialmente pensada para isso. O resultado final foi este:


Estamos muito contentes com o novo espaço do nosso pátio - principalmente o David visto que o trabalho mais pesado foi todo dele - e estamos super curiosos para ver o desenvolvimento da nossa pequena horta citadina!
Obra aprovada??

terça-feira, junho 6

: Um chá refrescante para dias quentes!


Aproveitei estar de férias e fiz uma limpeza às revistas que fui acumulando. Sempre que vou ao continente ou ao lidl adquiro as revistas deles e acabei por juntar uma bela quantidade. Decidi então tirar as receitas que quero experimentar para metê-las todas num dossier e assim ganhar muito espaço. Assim que vi a receita deste chá soube que teria que o experimentar. Tinha os ingredientes todos em casa e hoje pus mãos à obra! 

Primeiro que tudo é preciso chá branco (podem usar saquetas mas como tinha em folhas usei o meu difusor!) e 1 litro de água. Assim que a água estiver a ferver é deixar repousar durante alguns minutos para o sabor do chá ficar bem ativo. Adicionei um pouco de açúcar (visto ser o que tinha em casa) mas cada um pode adoçar com aquilo que preferir ou nem sequer colocar nenhum adoçante. 


Enquanto o chá arrefecia cortei os morangos (usei 6), meio limão às rodelas e fui buscar folhas de hortelã à minha recente mini-horta (da qual falarei amanhã!). Misturei os ingredientes e coloquei no frigorífico enquanto esperava o chá estar na temperatura ideal.


Assim que este arrefeceu misturei tudo dentro do jarro e coloquei no frigorífico. À hora de almoço bebi um copo e estava delicioso. É uma bebida fresca e saudável. Óptima para os dias de calor!


Se experimentarem digam-me o que acharam!