segunda-feira, setembro 18

: O meu grito do Ipiranga.

Fotografia presente no meu instagram

Eu sou uma pessoa independente. Talvez por ser filha única. Talvez porque seja mesmo do meu feitio. O certo é que, regra geral, gosto de me desenrascar sozinha. Gosto de fazer o meu caminho. 

Isso só mudava quando dizia respeito a ir a algum sítio sozinha, deixando o David (e agora o cachorro) em casa. Não me sentia bem em fazê-lo porque parecia estar a perder momentos com ele. Tudo mudou nestas férias. O David não é o maior fã de praia e eu sou o oposto: até no inverno gosto de lá ir. Numa das manhãs perguntei-lhe se íamos à praia e ele torceu o nariz. Mas disse-me: "Então, mas vai tu!". E eu fui. Peguei na trouxa e pus os pés ao caminho. Li, fui à beira mar, ouvi as ondas, senti a areia. Senti-me bem. Lembrei-me deles, claro. Preferia tê-los comigo. Mas, ainda assim, aproveitei. Depois dessa seguiram-se mais três manhãs sozinha na praia. Ele descansou, o cão dormiu, eu cresci. Descobri que o mundo não explode se eu os deixar sozinhos. Descobri que não perco nada, só ganho. Tempo para mim, para as minhas coisas. 

E tão bem que me fez!

8 comentários:

  1. Quando se vive em casal e se faz a maior parte das coisas juntos, é difícil fazer coisas sozinho. Não por medo, por incapacidade, mas porque aquela companhia é tão boa que queremos fazer tudo juntos. Só que, quando há gostos incompatíveis, é preciso gerir isso da melhor forma possível para que um não se sinta obrigado a fazer o que não gosta e o outro não tenha sempre que ceder e deixar de fazer o que quer. Ir sozinha à praia nunca fui porque fica longe de casa e não me sinto confiante para ir de carro sozinha até lá (e o meu namorado gosta tanto de praia quanto eu), mas já fiz muitas outras coisas sozinha porque ele não gosta ou não quer fazê-las. É uma sensação boa também, saber que só dependemos de nós mesmas!

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  2. Evidentemente. O reforço identitário torna-nos mais robustos e seguros do nosso real valor no seio de toda e qualquer relação. Costumo defender que têm de existir inúmeros momentos como esse... até porque é inebriante haver espaço para sentir/respirar saudade de quem temos calorosamente à nossa espera em casa.

    Beijos, Cláudia!

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  3. É maravilhoso passarmos tempo com os nossos, mas de vez em quando também sabe bem estarmos sozinhas, nos nossos sítios preferidos :)

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  4. Aprendemos que momentos sozinhos não implicam esquecermo-nos do outro. Claro que a partir do momento em que estamos numa relação temos mais cuidado com estas questões, mas também é importante termos alturas só para nós.

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  5. Também sou muito assim, preciso do meu tempo sozinha...

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  6. É muito bom tirarmos um tempinho só para nós de vez em quando, também faz falta :)

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  7. Eu valorizo muito os meus momentos sozinha :)

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À noite gosto de contar as estrelas que estão no céu e de ver por onde anda a Lua. E tu do que gostas?