segunda-feira, outubro 2

: A triste realidade.


Aviso já: não percebo nada de política. Mas isso não me impediu de ontem exercer o meu direito ao voto. Venho de uma família que nada liga à política e que muitas vezes se baldou a votações. Eu não consigo ser assim. Não consigo ignorar a importância que pode ter um voto. Este ano tomei uma posição e até li os cadernos eleitorais. O que percebi? Que todos dizem o mesmo, ainda que usando palavras diferentes. Todos prometem coisas que sabemos bem não serem exequíveis. E a maioria das pessoas escolhe continuar a acreditar nas mentiras que enchem os ouvidos - vejamos o caso de Oeiras e do Isaltino Morais.

Há um único partido que partilha alguns valores comigo: o PAN. Não me revejo nos seus fundamentalismos mas não podemos negar que, pelo menos, tentam alcançar algumas mudanças efectivas. Dão voz aos que não falam e, ainda que ignorados, não desistem. Se vão longe demais? Por vezes sim. Mas sem isso o mundo não avança. Aqui no município onde vivo é impensável eles ganharem uma vez que, infelizmente, por aqui há uma grande tradição tauromáquica (algo que abomino e que me rende muitas discussões). Talvez por isso tenha tido uma grande surpresa quando vi que vai haver um deputado do PAN aqui no município. Talvez seja desta que o Floki tenha um simples parque para cães onde brincar à vontade!

Desta vez tive curiosidade em ver os resultados e percebi que o povo se queixa mas nada faz para mudar. Votam nos mesmos - quando vão votar sequer - sofrendo de amnésia temporária. E depois passam quatro anos a queixarem-se que está tudo igual. Enquanto as pessoas não perceberem que a diferença começa em cada um de nós continuaremos neste fim do mundo, sem evolução à vista. Eu exerci o meu dever de voto e estou de consciência tranquila. Talvez daqui a quatro anos as coisas mudem. Ou não...

6 comentários:

  1. Também não sou a maior entendida em política, mas procuro sempre ir exercer o meu dever/direito de voto. Não me faz qualquer sentido ficar em casa quando tenho nas minhas mãos a possibilidade de fazer a diferença. E de forma consciente, assinalo a cruz naquele(s) que me parece ser a melhor opção. Por vezes, refiro que não sou por um partido, mas pelas pessoas. E foi por ter acompanhado todas as mudanças e trabalho desenvolvido, por exemplo, pelo presidente da Câmara de Gaia que voltei a votar na mesma pessoa. Porque me inspira confiança. Quando não temos alguém que nos desperte esta sensação, temos sempre a possibilidade de votar em branco. Também é uma resposta. Aquilo que não podemos é ignorar e depois andarmos quatro anos a fazer queixas, quando na altura em que nos foi dada voz nos calamos.

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  2. Percebo bastante bem a tua opinião. Não tenho muitos conhecimentos, mas procuro votar informada. E sim, sofremos todos de amnésia selectiva... Não percebo!

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  3. Ainda há um longo caminho a percorrer, mas sim, devemos exercer o nosso direito ao voto. Não faz sentido andarmos por aí a queixar-nos quando naquele dia ficamos no sofá, tranquilos da vida.

    O PAN tem-me surpreendido imenso, aos pouquinhos lá vai tentando conquistar e mudar algumas mentalidades. Tal como tu, não concordo com tudo e há ideias que não adoto, mas é bom haver pessoas assim, que não desistem dos seus objetivos e que querem dar voz àqueles que infelizmente não se podem queixar.

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  4. Também não percebo muito de política, mas nunca faltei ao meu dever de votar. Mas este ano na minha terra, houve uma reviravolta, será para melhor ou pior não sei, mas vi realmente as pessoas, tentarem mudar. Aqui no município o PS nunca tinha ganho, e este ano ganhou, e quem representa é uma Mulher, acho que as pessoas aos poucos, vão percebendo que somos nós que escolhemos, e que "bater" sempre no mesmo e queixar sempre, não vale a pena.

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  5. Este ano também fui votar nas autárquicas. Infelizmente ganhou o mesmo homem de à 20 anos. Mas depois no Facebook todos se queixaram mas houve uma alminha que foi lá comentar a dizer que em vez de se queixarem nas redes sociais que tivessem ido votar.
    Não entendo este povo e as pessoas de Oeiras são uma vergonha. Por muita coisa boa que ele talvez tenha feito pelo município nunca devia ter ganho porque ele roubou dinheiro de todo o país. Mas também um país que legalmente não impede um criminoso de se candidatar a cargos públicos tem muito que se lhe diga. Estamos entregues aos bichos

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