sexta-feira, dezembro 8

: Tempo... Preciso de tempo.


O meu maior medo sempre foi esquecer o som da tua voz. Esquecer a forma do teu abraço ou a forma discreta como me mimavas. Agarrei-me às fotos, aos vídeos, a todas as recordações que me pudessem ajudar. Agarrei-me a tudo o que sinto por ti. Quase sete anos passaram... Diziam-me que o tempo curava tudo mas ainda sinto a tua falta, ainda espero ver-te, ainda anseio ouvir-te. Ainda tenho saudades de almoçar contigo. Já lá vão sete anos e ainda parece que foi ontem que te dei o último beijo. Que me despedi, contigo adormecida. O tempo não cura tudo, sei agora. Só ameniza a dor. E, passe o tempo que passar, continuarei a sentir saudades. Continuarei a lembrar-me de ti. Continuarei a ouvir-te, a ver o teu sorriso. Assim nunca irás desaparecer. Que o tempo esteja do meu lado. 

11 comentários:

  1. Fica mais fácil de lidar, mas nunca desaparece, claro... E a voz é algo que me fica, por isso percebo-te :') um beijinho grande

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  2. O tempo não cura, apenas atenua a dor. Beijinhos*

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  3. A maior tristeza é esquecer a voz de quem amamos, quando o tempo até isso nos consegue roubar...

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  4. Comecei a ler o teu texto e lembrei-me, automaticamente, da minha avó! Obrigada <3

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  5. Nunca se esquece e ainda bem, estão sempre connosco.

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  6. Infelizmente, a Ana tem toda a razão. O tempo irá extorquir paulatinamente aquilo que não desejamos perder. E isto é transversal a tudo.

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  7. vi-me neste texto! O medo de esquecer alguém que já não está junto de nós é constante, às vezes parece consumirmos de culpa mas os momentos que passamos com essa pessoa estão na nossa memória, acho que só temos de ser capazes de procurar bem.
    Obrigada por este teu texto que senti ser um bocadinho meu.

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  8. E este design natalício? Adoro muito *.*

    r: Tínhamos que ter alguma diferença ahahah depende muito do sítio também, porque nem em todo o lado a fazem bem. Do que tenho reparado, é que alguns locais já apostam em tamanhos de francesinha mais pequenos ou, então, em fazer meias francesinhas :)

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  9. O tempo pode arrastar-nos as memórias, mas podemos lutar contra ele com afinco. No final, o que fica não é a recordação exata da pessoa que partiu, mas uma colagem que fazemos daquilo que ela significou para nós, a forma como a víamos e refletiamos sobre ela, aquilo que ela nos ensinou e partilhou connosco. As pessoas não são só aquilo que são, são também a forma como os outros pensam nelas e as recordam....por isso as memórias podem ir ganhando contornos diferentes com o tempo, e ainda assim, viverem no nosso coração eternamente. A voz, o cheiro, e todos os restantes sentidos vão transformar-se e evoluir connosco e por isso escreve sobre isso, aponta memórias, partilha-as com outros...e no final, eterniza a memória que o tempo teima em roubar-te.

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À noite gosto de contar as estrelas que estão no céu e de ver por onde anda a Lua. E tu do que gostas?