domingo, fevereiro 25

: Coisas que me tiram do sério.


Não sou radicalista com quase nenhum assunto. Acho que cada um tem direito à sua opinião e que - desde que não afecte a sociedade ou alguém em particular de forma negativa - cada um deve viver a vida à sua maneira. Porque a verdade é que felizmente temos liberdade para fazer as coisas à nossa maneira. O problema é quando a liberdade de terceiros se intromete com a nossa e nos prejudica. E, desde que fui buscar o Floki, tenho reparado que nem todos os donos de cães são conscientes. Tenho reparado que há muito desrespeito pela sociedade em geral.

1. Não apanharem os dejectos dos animais. O cheiro e o toque não são agradáveis, já todos sabemos. Mas bastam dois segundos para apanharmos o que os cães fazem e deixarmos o espaço limpo. No local onde vou passear com o Floki o difícil é não pisar algum dejecto alheio. Pior... as pessoas nem sequer se preocupam com isso e o mais recorrente é ver cães a passear sem sinal dos donos levarem algum saco para apanhar o que quer que seja. Dá vontade de ir ter com a pessoa e perguntar se precisa de um saquinho. 

2. Soltarem os animais na via pública. Nisto sou radicalista. Não concordo, não entendo, não o faço. Para além de ser proibido por lei é um perigo em forma de quatro patas. Há cães bem treinados mas, ainda assim, nunca se sabe o que lhes vai despertar o interesse e se há coisa que não é agradável é um cão meter-se no meio da estrada de repente. Muitos donos não se preocupam com isso e defendem que os cães assim andam à vontade e brincam. Mas depois andam sempre atrás dos cães a gritar com eles porque não lhes obedecem. Também se esquecem que há pessoas que têm pânico de animais e que não têm que ser sujeitas a esse estímulo. Pior ainda é quando os animais que são soltos não são sociáveis e passam a vida a ladrar ou chegam mesmo a atacar. Nisto não arredo pé: não solto o Floki na via pública. Comprámos uma trela de dez metros e assim ele pode correr à vontade pela relva onde vamos mas, ainda assim, conseguimos controlá-lo e pará-lo caso seja necessário. Para quê arriscar?!

3. Não respeitarem o seu próprio cão. Há quem queira cães porque são fofos mas não se preocupam em estudar um pouco sobre eles. E dói-me o coração quando vejo um cão da raça do Floki na rua, mesmo na hora do calor e pior, sentado ao sol. Uma das primeiras cosias que lemos foi que os cães braquicefálicos devem evitar estar expostos a ondas de calor visto que a consequência pode ser a morte. Custa-me perceber que algumas pessoas não se preocupam com os seus animais quando na verdade deveriam protegê-los.

Antes do Floki não reparava em muitas destas coisas mas agora são difíceis de ignorar. Não trato o meu cão como um filho - não faria sentido - mas tento ser a melhor dona possível. E isso significa respeitar não só o meu cão mas como todos à minha volta, sem exceção. Seja mantendo os espaços que frequentamos limpos ou por respeitar a liberdade de terceiros. No final todos agradecem. 

14 comentários:

  1. Acontece o mesmo comigo desde que tenho o meu Faísca. Sempre que o levo à rua, vou acompanhada com papel e um saco para apanhar o que ele fizer. E reparo imenso na atitude dos outros quando estão a passear os seus cães, a tentar perceber se vão apanhar ou não... infelizmente, a maioria não o faz.
    Quanto a cães soltos... são, para mim, uma aflição, principalmente se estou com o meu cão. Sendo o Faísca um cão pequeno, tenho sempre imenso medo que venha um cão grande e lhe faça algum mal... é horrível. Tenho medo a dobrar, tenho medo por mim (que confio pouco nos cães dos outros) e por ele.

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  2. Concordo plenamente contigo. Os cães podem ser bem treinados mas não deixam de ser sensíveis a cheiros e barulhos diferentes, pelo que é melhor respeitar a lei e tê-los presos à trela. Ademais, já existem parques próprios para os cães, em que aí já podem estar soltos e, mesmo assim, as pessoas preferem continuar a inventar problemas.
    Também odeio ver animais a torrar ao sol, mete-me raiva. Alguns até apresentam sinais de desidratação e exaustão e os donos não querem saber.

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  3. É necessário fazer o melhor pelos animais, passa por conhecê-los, claro :) bom domingo

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  4. É como aquela história de os cães serem perigosos. O cão pode ser perigoso se também não for bem educado e treinado. Se tiver um dono que o está sempre a atiçar, esse cão será sempre mau.

    Blogue Meraki
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  5. Faz-me confusão sobretudo pelo facto de terem animais porque são fofinhos mas depois não têm responsabilidades com os mesmos

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  6. R: E que seja este espírito de raposa que nos salve dos dias mais difíceis :)

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  7. As pessoas informam-se pouco sobre como devem cuidar dos seus amigos de quatro patas! Além disso respeita-los passa por respeitarmos também os espaços partilhados por todos nós!

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  8. As pessoas muitas vezes têm animais sem considerarem sequer a responsabilidade que lhes está associada.
    E mesmo depois de os terem continuam uns inconscientes ao não respeitarem os outros e os próprios animais!

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  9. Subscrevo a tudo. O mundo era bem melhor se toda a gente respeitasse o próximo :/

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  10. O civismo está em crise e esse tipo de atitudes mostra isso mesmo!
    Há umas semanas, o meu vizinho estava a chegar a casa e uma senhora andava a passear o cão na nossa rua. Até aqui nada de mal, não se desse o caso de o patudo ter feito cocó e a dona ir embora como se nada fosse. O meu vizinho reparou e chamou à atenção e a senhora ainda teve mais que dizer, como se a razão estivesse do seu lado.
    Infelizmente, há pessoas muito inconscientes, que parece que querem os animais só para dizer que têm

    r: Sem dúvida, minha querida :)

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  11. Concordo imenso contigo no que toca ao ponto 2. Há pessoas que não gostam, e os cães são um perigo se se lembrarem de atirar para a estrada. Acho que os donos deviam ter muita atenção a isso!
    Beijinho, Ana Rita*
    BLOG: https://hannamargherita.blogspot.com/ || INSTAGRAM: @rititipi || FACEBOOK: https://www.facebook.com/margheritablog/

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  12. Concordo contigo. As pessoas não têm respeito pelos outros e muitas agem como se o cão tivesse super poderes e deixam-no sujeito a perigos.

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  13. Há donos que só se preocupam mesmo é com a raça. Ter um cão de raça dá estatuto, mesmo a um palerma que nunca dedicou um segundo a perceber que tem ali um animal provavelmente mais inteligente do que o dono.
    Hoje faz 7 meses que a minha menina partiu e ainda não me conformei. Não sou capaz de voltar a adotar outro cão, enquanto esta tristeza não se for embora. Esta semana ofereceram-me uma Golden retriever com 2 anos, mas não consegui ficar com ela. A minha "alma" ainda está presa à minha amiga e acho que nunca se vai desprender... :(

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