quarta-feira, março 21

: O meu cão vai ser operado. E agora?


Ninguém quer passar por isto e estive em negação durante bastantes meses. Infelizmente o Floki teve que sofrer, há cerca de quinze dias, uma intervenção cirúgica - palatoplastia, ou seja, a redução do palato mole que lhe trazia algumas dificuldades respiratórias. É uma operação relativamente fácil e já estávamos a contar com ela, mas não dá para não ficar preocupada. Com base na minha experiência deixo-vos algumas dicas, que talvez vos sejam úteis caso os vossos animais tenham que passar por uma cirugia.

1. Estejam atentos. Nós somos preocupados, às vezes até demais. Quando fomos buscar o Floki reparámos que ele tinha as narinas bem abertas (algo importante na raça, para respirar bem) mas o palato é algo que não dá para ver a olho nu. Depois de vários meses a sentirmos que ele ao fim de poucos minutos de brincadeira ficava demasiado ofegante, chateámos de tal forma os médicos que acabaram por concordar em fazer-lhe um TAC. Ficou confirmado o palato longo, apesar de não ser um caso muito severo. Não o vamos curar mas vamos melhorar-lhe a qualidade de vida. Às vezes estar atento a sinais simples é meio caminho andado para podermos ajudar os nossos amigos de quatro patas. 

2. Vão juntando dinheiro para uma qualquer eventualidade. Já referi várias vezes que temos um pote onde juntamos dinheiro exclusivamente para o Floki. Isso foi uma grande ajuda tanto para pagar o TAC como para pagar a operação. São valores avultados mas se nos prevenirmos antecipadamente não somos apanhados de surpresa. Quem assume a responsabilidade de ter um animal sabe, à partida, que terá variados gastos. O meu truque é antecipar-me aos gastos.

3. Não escolham uma clínica só porque é mais barata. Nós optámos pela clínica onde o Floki é seguido mas se algo não nos inspirasse confiança iríamos procurar outra clínica para fazer esta intervenção. Uma coisa são vacinas e consultas de rotina, outra coisa são intervenções cirúgicas. Não fiquem pela mais barata caso algo não vos pareça bem. Procurem alguém em quem confiem e que saibam que vai tratar bem o vosso melhor amigo. 

4. Perguntem tudo aquilo que acharem necessário. Às vezes sinto pena dos médicos que nos apanham. Nós perguntamos tudo e mais um par de botas. Felizmente temos tido sorte de apanhar médicos super profissionais com uma paciência de santo. Não se sintam mal por perguntar tudo o que querem, eles estão lá para resolver as vossas dúvidas. 

5. Reservem tempo para acompanhar o animal na recuperação. Nós combinámos logo que um de nós ficaria em casa nos primeiros dias, para vigiar o início da recuperação. Acabou por ficar o David, por ter dias de férias do ano passado para tirar. O importante é ficar alguém para o caso de algo não correr tão bem. A recuperação do Floki até decorreu de forma bastante calma mas é preferível não arriscar.


6. Não tenham vergonha de assumir os vossos medos e a vossa angústia. Não é só um cão, como me chegaram a dizer. É o meu cão, o meu amigo de quatro patas. Fiquei angustiada no momento em que soube que ele teria que ser operado. Não é que não confie nos profissionais mas, nestas alturas, pensamos sempre que o pior pode acontecer. É válido e não devemos ter vergonha. Eu sempre assumi o que sentia, mesmo quando me diziam que estava a exagerar. Cada um sente à sua maneira.

7. Sigam todas as instruções dadas pelos médicos veterinários. Melhor que ninguém eles sabem o que fazer para a recuperação ser mais fácil. Convêm, por isso, seguir as instruções que nos são dadas. Não vai ser tudo agradável e os animais por norma nunca gostam do que temos que lhes fazer mas se formos responsáveis eles recuperam mais depressa. Claro que há alguns truques. Quando fomos buscar o Floki ele trazia medicação para tomar. Acabámos por optar por dar-lhe ração misturada com comida húmida para disfarçar os comprimidos. Tomou-os sempre sem problemas.

8. Lembrem-se que é pelo bem deles. Tive que dizer isto a mim mesma centenas de vezes. Tinha que me lembrar que era pelo bem dele e que assim ele ia conseguir brincar melhor. Ninguém quer passar por isto mas, por vezes, é inevitável. O que importa é que eles fiquem bons e que a sua vida seja o mais saudável possível. 


Se tiverem mais dicas deixem nos comentários. Todos os conselhos são úteis!

11 comentários:

  1. ótimas dicas principalmente a do potinho reservado para as despesas dele! Eu tenho um cão que felizmente é saudável. No entanto, na passagem de ano fugiu de casa, teve medo do fogo de artificio e fugiu. Chorei imenso e andei com o meu pai feitos loucos a procura dele. Acabou por aparecer um mês depois, em muito mau estado. Agora que cuidámos dele está melhor e mais feliz. Beijinhos

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  2. Gostei da ideia de ter um pote para juntar dinheiro para o que for preciso, acho que vou começar a fazer isso.

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  3. Oh não fazia ideia que o Floki tinha sido operado, espero que já esteja bem :)
    Beijinhos e as melhoras do patudo

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  4. Óptimas dicas Cláudia :)
    Fico contente que tenha corrido tudo bem e que o rapaz esteja melhor. Agora é que vai ser brincar!
    Beijinhos*

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  5. Gostei muito de ler todas as tuas dicas. São bastante úteis e ao mesmo tempo ajudam-nos a, eventualmente, poder planear para o caso de precisarmos e mantermos a calma por termos a experiência de alguém que passou por isso :)

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  6. Estar atento é muito importante. Imagino que aconteça às outras pessoas, mas eu, depois de ser operado, fiquei um bocado paranóico com tumores e andava sempre atento a qualquer sintoma estranho em mim e na Nina. Oito meses depois de mim, encontrei uma massa estranha numa mama dela e no dia seguinte fui logo ao veterinário. Foi operada, tirou a mama e ficou boa. Tinha 5 anos e o mais difícil era mantê-la quieta para não rebentar os pontos.
    Aos 10 anos encontrei outro caroço noutra mama. Voltou a ser operada e ficou ainda mais maluca. Ainda não tinha passado o efeito da anestesia e já só queria pular.
    Aos 13 anos, um dia reparei que andava com uma pata no ar. Veterinário com ela. Andou 3 meses a injeções, mas tinha feito uma rotura do ligamento e acabou outra vez na mesa de operações. Dessa vez foi mais difícil, porque já tinha 13 anos e se nos primeiros meses, mal me descuidava com ela e ficava a coxear. A sorte é que ela deixava pôr-lhe gelo e ficava muito sossegada.
    Mas a pior ida ao veterinário, foi a última. Lá ficou, porque eu não tive coragem para a ver partir. Mesmo assim, a imagem que me ficou, foi dela em cima da marquesa a tentar trepar por mim acima, como se pressentisse que era a última vez. E eu ainda ando meio perdido a fazer caminhadas pelos sítios onde andámos os dois durante 17 anos. :(

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  7. Por mais simples que seja, não deixa de ser uma intervenção cirúrgica, por isso ficamos sempre preocupados. Acho que faz parte. Espero que o vosso patudo esteja bem :)

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  8. É por isso que ter animais de estimação nãao pode ser só porque "nos apetece e sãao fofinhos". Há que, de certa forma, poupar para uma eventualidade e estar preparado pois que eles também ficam doentes ou precisam de cuidados. Houvessem mais donos responsáveis e os animais seriam mais felizes!

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  9. Gostei muito das tuas dicas! Felizmente, o único problema que o meu Faísca tem tido são fungos, uma espécie de micose, que lhe dá imensa comichão e o deixa sem pelo... e se o facto de o ver a coçar-se imenso já me deixa de rastos, nem quero imaginar se tivesse de o submeter a alguma intervenção cirúrgica... felizmente, é um problema que se resolve à base de comprimidos, sempre sofremos menos cá em casa :b

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  10. É bom saber que há animais que têm a sorte de poder ter donos tão amorosos e preocupados, devia ser sempre assim! E são excelentes dicas para preparar eventualidades com os nossos queridos amiguinhos de quatro patas!

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  11. É sempre importante ter um pé de meia..
    Boa sorte!
    Beijinhos,
    http://chicana.blogs.sapo.pt/

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À noite gosto de contar as estrelas que estão no céu e de ver por onde anda a Lua. E tu do que gostas?