sábado, abril 14

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Os fins-de-semana têm sido muito produtivos no que diz respeito a ver filmes. Aproveito a oferta variada de canais que temos e acabamos sempre por conseguir escolher diversos filmes dos quais nem nunca tínhamos ouvido falar. 

Título: Terapia de choque
Ano: 2003

Sinopse: Depois de um mal-entendido a bordo de um avião, Dave Buznik (Adam Sandler), um tímido homem de negócios, é obrigado pelo tribunal a frequentar uma terapia de choque para controlar ataques de raiva. Dave começa por reagir de forma relutante ao tratamento do Dr. Buddy Rydell (Jack Nicholson), mas quando o especialista se muda para a sua casa torna-se impossível continuar a fugir aos tratamentos pouco ortodoxos de Buddy.

Opinião: Eu tenho uma relação de amor/ódio com o Adam Sandler. Há filmes dele que adoro e que têm um humor inteligente; No entanto há outros tão parvos que uma pessoa até fica com vergonha alheia. Este é um dos filmes que gostei, apesar de ter partes em que uma pessoa pensa que estão todos malucos. Aborda a temática da raiva: não só aquela que exteriorizamos mas também aquela que guardamos dentro de nós e que não deixamos sair. É mesmo por isso que Dave tem que enfrentar a terapia de choque, por deixar-se consumir pela raiva sem a demonstrar. As técnicas adotadas pelo psiquiatra são muito pouco ortodoxas mas fazem com que olhemos para a nossa própria vida. Passamos a vida a correr, a acumular tarefas, a engolir sapos, a gerir momentos de raiva que não podemos demontrar. E isso acaba por prejudicar-nos, a todos os níveis. Buddy ajuda Dave no filme e acaba por nos dar pistas a nós, meros espectadores, de como devemos abrandar. De como devemos exprimir-nos. Claro está que não o devemos fazer tal como eles o fazem no filme - seria mau demais - mas a verdade é que acumular tudo só faz com que a explosão seja bem pior no futuro. Há que arranjar estratégias para nos mantermos equilibrados.

Título: Espião nas horas vagas
Ano:

Sinopse: Bob Ho (Jackie Chan) é um espião da CIA que decide deixar os perigos da profissão para poder assentar com Gillian (Amber Valletta), sua namorada e vizinha. Quando Gillian tem de sair da cidade, Bob voluntaria-se para ficar com os seus três filhos, acreditando conseguir levar a bom termo a sua mais difícil missão: conquistar a simpatia dos futuros enteados. Mas a missão parece quase impossível pois as crianças estão dispostas a tudo para o fazer desistir do casamento. Tudo se complica mais ainda quando um deles faz, inadvertidamente, o download de um código ultra-secreto, levando uma rede de terroristas russos a fazer de tudo para os apanhar. Agora, para sobreviver, Bob e os três pequenos vão ter de pôr de lado as suas diferenças...

Opinião: Já tinha visto este filme há uns anos atrás mas decidi vê-lo outra vez, já que sou fã assumida do Jackie Chan. Não me arrependi nada de rever este filme que consegue roubar-me bastantes gargalhadas. Nele vemos um Jackie Chan que alterna entre duas vidas paralelas: numa é um espião chinês a trabalhar na CIA; noutra é uma pessoa simples com um trabalho banal. Nessa sua vida banal namora com a vizinha e tem a difícil tarefa de fazer os três filhos dela aceitarem-no. Acaba por ser graças à sua vida secreta que conseguirá aproximar-se das crianças, mudando a vida de todos. É um filme com muitas acrobacias - às quais o Chan já nos habituou - e com momentos cómicos. Dá para passar um bom tempo.
Título: O número
Ano: 2015

Sinopse: Max Rosenbaum (Martin Landau) é um sobrevivente a um campo de concentração que não consegue esquecer o passado. Com 80 anos e a viver num lar de idosos há já vários anos, ainda não desistiu de se vingar de Otto Walisch, o homem responsável pela sua detenção e pela morte de toda a sua família. Mas, como está preso a uma cadeira de rodas, vê-se incapaz de resolver a questão sozinho. Por isso, pede a Zev Guttman (Christopher Plummer), o colega de quarto, para tratar do assunto. O grande problema é que Zev, apesar de estar bastante bem em termos físicos, sofre de Alzheimer e as suas falhas de memória têm-lhe causado grandes complicações nos últimos tempos. Percebendo que o tempo urge e que não podem esperar muito mais, Max faz algo um pouco inconsequente: anota todas as instruções numa carta para que Zev as possa seguir meticulosamente.

Opinião: Confesso que quando li a sinopse estava à espera de outro género de filme. Não que tenha sido mau mas é um filme um pouco e parado e fiquei com a sensação que teria muito mais para explorar. Ainda assim aborda a forma como os militares SS conseguiram escapar dos campos de concentração sem serem mortos ou presos, usurpando a identidade de judeus assassinados nos diversos campos de concentração. Vemos a incansável procura por um militar em específico, responsável por centenas de mortes, tendo Zev que aguentar muitas surpresas pelo caminho. O final deixou-me de boca aberta e fez-me rever tudo o que tinha visto anteriormente, tentando encontrar um momento em que nos tivesse sido dada uma pista de que aquilo poderia acontecer. Não é um filme brilhante mas ganha alguns pontos positivos pela reviravolta no final. Se têm interesse na temática da segunda guerra mundial e do holocausto então deverão gostar do filme.

4 comentários:

  1. Jackie Chan é um clássico. Adoro vê-lo :D
    Fiquei bastante curiosa com o primeiro!

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  2. Nunca vi nenhum, mas fiquei curiosa com o último. Gosto muito de filmes que abordem a segunda guerra.

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  3. Fiquei curiosa com o primeiro apesar de nunca ter visto nenhum dos 3

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  4. r: Muito obrigada, minha querida *.*
    Fico de coração cheio por ler isso!

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À noite gosto de contar as estrelas que estão no céu e de ver por onde anda a Lua. E tu do que gostas?