terça-feira, maio 8

: Morar junto é...

- A nossa pequena família - 

... não estar sempre de acordo, mas ainda assim encontrar um meio-termo. Vão surgir momentos em que as opiniões são divergentes (é normal e desejável que assim seja) e o importante é tentar perceber o nosso parceiro. Tentar com que os caminhos se encontrem algures no meio.

... ver as responsabilidades aumentarem. São as contas para pagar, a casa por limpar, a comida por fazer, a roupa por lavar. De repente deixamos de ter a rede de segurança que são os nossos pais e só dependemos de nós. As coisas deixam de aparecer feitas e aprendemos a dar valor a tudo o que eles nos diziam - até às coisas em que pensávamos que eles estavam a exagerar

... ter de, por vezes, ceder. Não digo que o façamos sempre mas às vezes não precisamos comprar guerras por pequenos pormenores. Há que gerir aquilo em que podemos ceder ou não. 

... termos que nos habituar a hábitos diferentes dos nossos. Por exemplo, o David vinha habituado a ter as portas todas abertas dentro de casa. Já na casa dos meus pais é o oposto, fica tudo encostado. Imaginam os primeiros dias??!! Esta foi uma das situações em que cedi e começámos a ter sempre as portas todas abertas (exceto a da despensa). Não me prejudica em nada e percebi logo que não valia a pena andarmos sempre a discutir por causa de umas meras portas.

... confiar um no outro. Não vale de nada partilhar a vida com alguém se não confiarmos nela, isso é ponto assente. Posso dizer que confio plenamente no David e somos a rede de segurança um do outro. Aconteça o que acontecer estamos cá um para o outro, sempre com uma palavra de conforto. Ou com uma palavra para abrir os olhos. Somos sempre sinceros, para o bem e para o mal. E não escondemos nada um do outro.

... falar sobre todas as decisões financeiras. Nós optámos por ter contas separadas, mas desde o início que dividimos de forma igual os gastos. Tanto eu como ele nos chegamos à frente para pagar o que quer que seja e antes de comprarmos algo "maior" falamos sempre um com o outro. Não damos nenhum passo importante sem que o outro saiba e mantemos as finanças o mais equilibradas possível. 

... continuar a preservar tempos só nossos. Quando começamos a partilhar casa 24 horas percebemos também que os momentos de "solidão" são preciosos. Para fazermos aquilo que gostamos, seja o que for. Confesso que às vezes me perco um pouco no meu mundo - particularidades de ser filha única - mas tenho tentado equilibrar os momentos em família com os momentos que preciso para mim mesma. São ambos fundamentais!

... todos os dias descobrir algo novo. Já estou com o David há quase oito anos e não é por isso que não descubro algo novo todos os dias, principalmente desde que viemos morar juntos. Ainda bem que assim é para que a chama não se apague. Há sempre algo escondido, pronto a saltar!

... ser feliz, com quem mais amamos!

7 comentários:

  1. Nunca acreditei em relações em que não se discute nada. A vida é para ser discutida.

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  2. Gostei muito e é tudo isso! Muitas felicidades para os dois! :)

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  3. Sinto que esta publicação devia servir de papel de parede em muitas casas, porque estes pontos são cruciais para uma relação saudável!
    É preciso conversar, partilhar, ceder, discutir (sem comprar guerras, como tão bem referes), porque só assim é que se perceber o que funciona e o que precisa de mudar; só assim é que um casal é capaz de valorizar essa vida em conjunto, porque é sinal que se preocupam.

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  4. Acho que os consensos são do mais importante.

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  5. É bem verdade, mas no fundo é tão bom termos a nossa família :)

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  6. Acho que são "conselhos" muito importantes, de forma a manter respeito e viverem em harmonia. Que continuem bem felizes :)

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  7. Verdade! É uma verdadeira adaptação e nem sempre é fácil, mas há que aprender a lidar :) bom post, que devia ser lido por muitos casais!

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À noite gosto de contar as estrelas que estão no céu e de ver por onde anda a Lua. E tu do que gostas?