sábado, julho 28

: Mistérios da humanidade [1]


Eu ando quase todos os dias de transportes públicos. E, dia após dia, reparo que há atitudes comuns e que me deixam o cérebro muito confuso. Todos sabemos como funcionam os lugares prioritários, certo?! Então porque será que quando entra alguém que realmente precisa desses lugares acaba quase sempre por não os usar? A semana passada apanhei um autocarro quase vazio e uma mulher conseguiu a proeza de ocupar um lugar prioritário. Mesmo tendo todo o autocarro à sua escolha. Hoje entrou uma senhora que tinha alguma dificuldade em movimentar-se. Parou ao lado dos lugares prioritários e nenhuma das quatro pessoas (duas delas mais novas que eu) lhe cedeu o lugar. Acabei por me levantar para que a senhora se pudesse sentar. É vergonhoso este abuso e, infelizmente, os motoristas pouco fazem em relação a isto. Por norma são sempre pessoas de lugares "normais" que acabam por ceder um banco a quem precisa. Aqueles quatro bancos vermelhos pouco servem num país onde o civismo anda na sarjeta. E se queremos mudar alguma coisa temos que começar por estas coisas pequenas. Hoje são terceiros. Um dia podemos ser nós ou familiares nossos. 

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