sábado, julho 21

: Sou feliz com a pessoa que sou.


É preciso um pedaço de presunção para assumir algo assim. Logo eu que era a pessoa que ficava preocupada quando alguém não gostava de mim. Cheguei a uma fase da minha vida em que me limito a ser eu, sem qualquer tipo de filtro. Com tudo aquilo que trago na bagagem. É impossível agradar a todos e não quero sentir que falhei comigo mesma. Cheguei a uma fase da minha vida em que não tenho vergonha dos meus defeitos. Aliás, sempre consegui ter lucidez para assumir as minhas falhas. E agora tenho também força para assumir aquilo que tenho de bom. Nestas últimas semanas surpreendi-me a mim mesma e dei por mim a perdoar alguém. A esquecer os motivos que nos tinham afastado. A pôr as divergências para trás. Dei por mim a ser o ombro amigo mais inesperado. E é isso que gosto em mim, desta minha capacidade de chutar o rancor para longe. Mesmo desiludida com alguém não sou capaz de virar costas quando precisam de alguém. Abraço, oiço, aconselho. Não sou perfeita - estou longe disso - mas estou orgulhosa da pessoa que sou. Aconteça o que acontecer só quero tornar o mundo mais bonito. Um dia de cada vez. 

1 comentário:

  1. E estás a fazê-lo, todos os dias, ao teres esse amor-próprio e ao seres capaz de estar para os outros, independentemente do facto de a bagagem que partilham não ser a mais feliz.
    Faltam mais pessoas como tu <3

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À noite gosto de contar as estrelas que estão no céu e de ver por onde anda a Lua. E tu do que gostas?