1. Intouchables (Amigos Improváveis)
Sinopse: Na sequência de um acidente de parapente, que o deixou tetraplégico, Phillipe (François Cluzet), um aristocrata francês de meia-idade, decide contratar alguém que o apoie nas suas rotinas diárias. É então que conhece Driss (Omar Sy), um jovem senegalês de um bairro problemático, recém-saído da prisão. Drisse é, segundo todas as aparências, alguém totalmente inadequado à função, porém Phillipe estabelece com ele um vínculo imediato e contrata-o. Assim, com o passar dos dias, aqueles dois homens com vidas tão díspares vão encontrar coisas em comum que ninguém julgaria possíveis., nascendo entre eles uma amizade que, apesar de improvável, se tornará mais profunda a cada dia.
Opinião: Quando o David me falou deste filme nunca pensei que fosse gostar tanto dele. Apesar da temática subjacente os atores conseguem roubar-nos muitos risos, principalmente Driss que vê para além do problema físico de Phillipe. Baseado numa história verídica, como o final do filme nos mostra, é uma película inspiradora que nos faz perceber que o melhor ainda pode estar para vir. Um filme que decerto vos irá deixar com um sorriso na cara.
2. Coco
Sinopse: Miguel, de 12 anos, sonha tornar-se um guitarrista famoso, tal como Ernesto de La Cruz, o seu maior ídolo. Apesar de toda a dedicação e do inegável talento, a sua família desaprova esta sua aspiração e tenta de todos os modos fazê-lo abandonar a música, dizendo-lhe que a música amaldiçoa a família há anos. Até que, no meio de tanta insistência em provar a todos que consegue chegar onde quiser, Miguel acaba por evocar um encantamento que o leva para o estranho Mundo dos mortos. Lá encontra muitos dos seus antepassados, alguns falecidos há mais de um século, acabando por desvendar um mistério relacionado com a sua história familiar.
Opinião: Já andava para ver este filme há imenso tempo mas só agora arranjei tempo para me sentar a vê-lo. Não me desiludi em nada. Um filme cheio de cor, animação e boa música. Um filme que nos faz pensar, como a Disney tão bem já nos habituou. É uma animação muito bem construída, inspirada na celebração do Dia dos Mortos, cheia de reviravoltas e de momentos que nos levam aos extremos: tanto rimos às gargalhadas como choramos com passagens mais emotivas. Adorei o fiel companheiro de Miguel, Dante, sempre pronto para ajudar o seu melhor amigo e que conseguiu roubar-me bastantes sorrisos. Gostei do conceito dos Alebrijes e da forma como os animais nos guiam, ajudando-nos a descobrir o nosso caminho. É um filme que não me cansarei de rever e que entrou para a minha lista como um dos melhores filmes de animação que já vi.
3. Every Brilliant Thing (Todas as coisas incríveis)
Sinopse: O comediante Jonny Donahoe interpreta um monólogo interativo perante uma audiência, onde aborda o tema da depressão e do suicídio numa perspetiva humorística.
Opinião: Este é um daqueles filmes que se começa a ver sem querer enquanto se faz zapping. Pareceu-nos uma espécie de stand up comedy e como gostamos dessa vertente da comédia decidimos ver desde o início. Rapidamente percebemos que não era o formato que tínhamos pensado mas continuámos a ver, curiosos. Digo-vos... este monólogo é um murro no estômago. Fala da depressão e do suicídio de uma forma nua e crua, utilizando a participação da audiência para dinamizar a história. O comediante é capaz de nos envolver de tal maneira que mal conseguimos tirar os olhos do ecrã. Quando o filme acabou eu própria fiquei com vontade de fazer uma lista de todas as coisas incríveis na minha vida. Talvez faça isso aqui pelo blogue!
Nota: Vi este filme no TVC2 no sábado à noite e repetiu no domingo de manhã. Se tiverem interesse e se tiverem o canal ainda o poderão ver.