terça-feira, janeiro 29

domingo, janeiro 27

: Vamos sempre a tempo de ser melhores!


Fui uma criança que ao crescer nunca passou muito tempo à frente da televisão. Ao contrário das crianças de hoje em dia a minha geração não tinha canais especificamente direcionados para os desenhos animados e tínhamos que nos contentar com as manhãs e tardes nos primeiros quatro canais. Quem não se lembra do Buéréré? Do Batatoon... Do Jardim da Celeste! Talvez por isso sempre tenha dito que os pais deveriam controlar o tempo de exposição das crianças à televisão. Deveriam deixá-los brincar livremente, sem distrações. Mas, como em muitas outras coisas, falar é fácil...

sábado, janeiro 26

: Música para os meus ouvidos | If Only


Tropecei nesta música nas sugestões do youtube e ao ver a tão improvável combinação de artistas decidi carregar no play. Apesar de não ser fã da voz da Dua Lipa - gostos... - não posso deixar de partilhar esta belíssima música. Logo na primeira vez que a ouvi fez-me viajar até aos filmes Disney e seria uma música que se encaixaria bem num futuro filme!

segunda-feira, janeiro 21

: O meu #10YearChallenge!

2009 vs 2019

Há dez anos estava prestes a acabar o secundário e a libertar-me da pior fase da minha vida. Estava prestes a entrar na faculdade num curso que escolhi sem pensar muito sobre isso, depois de excluir a música como futuro profissional. Por culpa da faculdade acabei por ter que abandonar as aulas de música e, sem imaginar sequer, deixar algo que me é essencial. Há dez anos era uma adolescente de dezassete anos que lia quase sem parar. Escrevinhava nos meus cadernos alimentando o sonho de um dia ter um livro publicado. Há dez anos comecei a aventurar-me no mundo dos blogues, em espaços que hoje já não existem. Há dez anos aprendi a superar um desgosto de amor. Aprendi que aquilo que sinto importa. Que eu devo vir em primeiro lugar. Há dez anos estava prestes a perder parte da timidez que sempre me caracterizou. Estava prestes a iniciar os melhores anos da minha vida. Há dez anos mal imaginava que um dia iria conhecer alguém como o David. Mal imaginava que teria o Floki. Se me dissessem que iria aprender um novo instrumento - ainda por cima violino - diria que eram loucos. Não iria acreditar que poderia ser tão feliz no meu trabalho, todos os dias. Há dez anos imaginava que hoje teria uma vida completamente diferente. E o mais engraçado é que esta vida que hoje levo, dez anos depois, é bem melhor do que qualquer uma que poderia desejar. Estes dez anos fizeram-me bem. Fizeram-me feliz!

E tu... Onde estavas há dez anos?

sábado, janeiro 19

: As palavras que ficaram por dizer.


Ontem perguntaram-me por ti. Ao ouvir o teu nome algo em mim fervilhou e senti que poderia explodir. Ouvir o teu nome, depois de tanto tempo, trouxe ao de cima tudo aquilo que ficou trancado em mim. Oh... E são tantas as coisas que guardo. São tantas as memórias que me ferem e tantas outras as que me aconchegam. Sorri, mesmo sem ter vontade de o fazer. Bem sabes que sempre fui perita em esconder as minhas emoções. Respondi que nada sabia de ti. Que tínhamos seguido caminhos opostos há tantos anos que mal me lembrava que tinhas feito parte da minha vida. Menti. Ainda me lembro de ti, em cada pequeno momento da minha rotina. De cada vez que bebo chá naquela caneca que adoravas. De cada vez que olho para a estante e vejo os livros que me ofereceste. De cada vez que acordo e está a chover. Parece que ainda te consigo ver, em pé, de cotovelos pousados no parapeito a veres a chuva cair. Hoje, quando me perguntaram por ti, senti que tudo me continua a puxar para ti. Sinto que, no fundo, nunca deixaste de ser tu o dono do meu coração. Mesmo que tenhamos eliminado os contactos um do outro. Mesmo que nos tenhamos afastado e tu tenhas saído desta cidade. Talvez um dia a vida se encarregue de nos colocar novamente no mesmo caminho. Quem sabe, um dia destes, alguém te pergunta por mim. E o teu coração dispare outra vez. Talvez...

#histórias de bolso
#off the records

terça-feira, janeiro 15

: As (pequenas) coisas boas da minha vida.

Fotografia própria

Há dias difíceis, onde nada parece fazer sentido. Há momentos complicados, onde nada parece estar bem. Nesses momentos é imperativo parar, respirar fundo e olhar em nosso redor: absorver as pequenas coisas boas nas quais normalmente não pensamos. Ter a oportunidade de ver o nascer do sol, o recomeçar de um novo dia cheio de oportunidades. Sair do trabalho a tempo de ver o pôr-do-sol, um momento de calma e nostalgia. Fotografar, de modo a eternizar momentos; pessoas; locais. Ver fotografias antigas, reviver momentos em que fomos felizes. Um abraço apertado, daqueles que mais amo. Chegar a casa, ao conforto do lar. Cozinhar o meu prato favorito, que me conforta a alma. Descobrir músicas novas, que tocam sem parar no telemóvel. Ler, sinónimo de viajar por terras que nunca pensara conhecer. Escrever, de modo a libertar todos os pensamentos guardados nos mais ínfimos cantos da minha mente. Tomar um duche bem quente, para relaxar todo o corpo. O sorriso de uma criança, lembrando-me que há boas coisas no mundo. Aconchegar-me ao Floki, sentindo um amor que não pede nada em troca. Acordar junto do David, a pessoa mais importante na minha vida. O frio, que nos obriga a aconchegar nas mantas, a usar um cachecol giro. Um chá quente, que sabe bem em qualquer momento do dia. Um passeio à beira-mar, que sabe bem em qualquer altura do ano. Ter a sorte de morar perto do rio, que me permite ver o azul todos os dias. Parar sem ter medo que o tempo passe a correr. Nem sempre é fácil ignorar o relógio; Ignorar todas as tarefas que esperam por nós. Mas quando se superam os receios é certo que a recompensa será melhor do que esperado. A tranquilidade de não precisar de grandes momentos ou de memórias avassaladoras. Viver embalada nas pequenas coisas traz-me felicidade. Traz-me paz. E não é disso que verdadeiramente precisamos?


Agora um desafio para vocês... Quais são as coisas boas da vossa vida? Deixem nos comentários ou caso façam um texto no vosso blogue deixem o link!

domingo, janeiro 13

: [ Criaturas maravilhosas ] de Kami Garcia e Margaret Stohl


Sinopse: Alguns amores estão destinados a acontecer… Outros estão amaldiçoados. Lena Duchannes é diferente de qualquer pessoa que a pequena cidade sulista de Gatlin alguma vez conheceu. Ela luta para esconder o seu poder e uma maldição que assombra a família há gerações. Mas, mesmo entre os jardins demasiado crescidos, os pântanos lodosos e os cemitérios decrépitos do Sul esquecido, há um segredo que não pode ficar escondido para sempre. Ethan Wate, que conta os meses para poder fugir de Gatlin, é assombrado por sonhos de uma bela rapariga que ele nunca conheceu. Quando Lena se muda para a mais infame plantação da cidade, Ethan é inexplicavelmente atraído por ela e sente-se determinado a descobrir a misteriosa ligação que existe entre eles. Numa cidade onde nada acontece, um segredo poderá mudar tudo.

Opinião: Este foi um dos muitos livros que comprei em segunda mão e sobre o qual não sabia rigorosamente nada. Quando olhei para ele pela primeira vez fiquei cativada pelo título e pela sinopse. Confesso que demorei algum tempo a sentir-me encantada pela história mas depois de ter terminado a narrativa consigo perceber que me sentia assim por factores exteriores ao livro. A partir do momento em que me dediquei exclusivamente a ele fiquei de tal forma embrenhada na história que não queria parar de ler. Cada capítulo era uma porta para novas surpresas, para momentos que me deixavam boquiaberta. Foi um reavivar da minha paixão pela literatura fantástica e pelo mundo sobrenatural.

A narrativa, escrita no ponto de vista masculina, tem um fio condutor bastante claro e as informações vão sendo dadas no momento certo, alimentando a nossa curiosidade. As descrições dos locais e das pessoas são tão pormenorizadas que somos capazes de fechar os olhos e ver a acção desenrolar-se. Somos capazes de sentir o cheiro do alecrim, dos limões, do pântano. Somos capazes de ouvir claramente as conversas entre Lena e Ethan, de ver os seus sonhos, de viver com eles as visões de um passado que os levou aquele presente. Dá para sentir a íntima ligação entre eles, que ninguém consegue explicar. É um livro repleto de personagens interessantes e que nem sempre parecem ser aquilo que realmente são. Personagens que se vão revelando ao longo das páginas e que revelam, em simultâneo, todos os segredos que a vila antiga de Gatlin esconde. Que revelam a verdadeira essência da história da família mais antiga da vila.

Este é um livro que vai deixar os amantes do universo fantástico presos do início ao fim, desejosos de saber o que vai acontecer a seguir. Desejosos por descobrir o que irá acontecer quando o temível décimo sexto aniversário de Lena chegar. Felizmente há mais três livros que dão continuidade a todas as perguntas que ficaram suspensas e que - a contar com o que se lê nas sinopses - nos trarão ainda mais surpresas. Estou ansiosa por lê-los!

Não posso deixar de partilhar o trailer do filme feito com base neste livro... O próximo a ver!

sexta-feira, janeiro 11

: Quando a vida nos prega partidas.

Um das últimas fotos de 2018 (31 de Dezembro)

Se há coisa que a vida me ensinou nos últimos anos foi a não fazer planos. E a reta final do ano passado, literalmente todo o mês de Dezembro, foi a prova viva disso. Foram reviravoltas do início ao fim e senti-me a regressar a um estado de letargia que não me atingia há alguns anos. Agarrei-me com força a pequenos pormenores e tentei ignorar o grito interior que me ia remoendo. Aquilo que aconteceu ao Floki foi a gota da água. Vê-lo debilitado trouxe ao de cima todos os sentimentos que andava a reprimir. E, ao mesmo tempo, fez-me dar um novo valor às coisas simples da vida. Quem diria que faríamos uma festa enorme por vê-lo conseguir dar uns simples passos? Por vê-lo reagir às nossas palavras... Por vê-lo querer correr novamente! Foi um susto. Um grande susto. Um susto que nos fez questionar tudo e que me fez ver com quem poderia contar verdadeiramente. Um susto que me mostrou quem sou eu enquanto dona de um cão. Que nos uniu enquanto pequena família. Dizem que o destino se encarrega de colocar na nossa vida os desafios que conseguimos enfrentar. Talvez seja verdade, não sei. Mas tenho a certeza de que toda esta situação nos fortaleceu e que nos preparou para o que ainda pode acontecer. E, não tenho dúvidas, 2019 irá trazer muitos momentos em que teremos que ser fortes. Mas vamos conseguir. Temos que conseguir!

quarta-feira, janeiro 9

: Um amor com quatro cordas.


Há dois anos estava prestes a ser novamente aluna. Estava cheia de medos: de não me adaptar ao professor; De não ser boa no instrumento. Mas a vontade de regressar às minhas origens falou mais alto. A vontade de arriscar, de aprender. E ainda bem que o fiz. Ainda bem que dei ouvidos à minha loucura e embarquei nesta aventura. Foram dois anos bons. Dois anos em que conheci pessoas simpáticas que partilham a mesma paixão que eu. Em que recuperei uma Cláudia que julgava desaparecida para sempre. Recuperei por inteiro o amor à música. O amor que surge da ponta dos nossos dedos ao fazer música. Redescobri o prazer de olhar para uma partitura, lendo-a como quem lê um livro. Nem sempre é fácil tocar violino e já, por várias vezes, achei que não tinha jeito para o instrumento. Mas depois sinto-me evoluir. Vejo que o meu professor me vai dando músicas mais difíceis: vai confiando em mim. E, aos poucos e poucos, vou enchendo a minha pasta com histórias. Com músicas que aprendi. Com risos que troco assim que entro na escola. Com momentos em que me supero. Com os raros - e por isso genuínos e importantes - elogios do meu professor. Tomei muitas decisões nestes últimos dois anos mas esta foi mesmo uma das melhores: recomeçar a fazer algo que me faz feliz. Que me completa. Que venham daí mais anos de aprendizagem. 

segunda-feira, janeiro 7

: Música para os meus ouvidos | La Llorona


Até há uns dias só conhecia a versão desta música que o filme Coco nos deu a conhecer. Mas assim que tropecei nesta versão, maravilhosa por sinal, fiquei rendida. Não sei se gosto mais do videoclipe - que nos remete para as tradições mexicanas do Dia dos Mortos - ou se da voz e da alma da cantora que, espantem-se, só tem quinze anos. A única coisa da qual tenho certeza é de que esta música tem estado em modo repeat. Não a consigo tirar da cabeça!

sábado, janeiro 5

: "Ai Cláudia, que estranha."


Se eu ganhasse dinheiro por cada vez que alguém me diz isto já era rica e neste momento estava a escrever-vos do meu iate. Como, infelizmente, ser insultada ainda não dá dinheiro fico-me pelo meu T2 nos subúrbios de Lisboa, onde comprar uma casa também é considerado luxo. Lá sou rica, na maneira dos remediados. 

Eu soube que era estranha bem cedo. Enquanto todas as miúdas já se preocupavam com rapazes eu ainda brincava com barbies. Não é algo que me envergonhe admitir e se soubesse o que sei hoje tinha brincado com bonecas até bem mais tarde, que assim tinha evitado um primeiro namoro catastrófico. Os motivos para eu ser estranha são inúmeros. Ora é porque não me maquilho. Ora é porque não gosto de usar sapatos altos. Não gosto, por exemplo, de sair à noite. Aliás... Gosto de dar um passeio à noite. Não gosto é de me enfiar em bares ou discotecas. Na única vez que fui a uma discoteca odiei cada segundo e estava ansiosa por me vir embora. Nas poucas festas de faculdade a que fui pouco depois da meia-noite ligava aos meus pais para me irem buscar. A razão? Estava farta de lá estar. Enquanto as outras raparigas da minha idade coleccionam malas, sapatos e outras coisas que tais eu ainda continuo a coleccionar artigos do Harry Potter, a delirar com funko pop's e a vestir alguma da roupa que tenho desde a adolescência. Perco-me com um bom par de ténis e não consigo olhar para uns sapatos de salto alto e achá-los bonitos. Ou confortáveis. Prefiro, mil vezes, um serão em casa com quem amo do que enfiar-me em espaços confinados onde nem sequer consigo ouvir os meus pensamentos. Quando vou a jantares de grupo sou das poucas que não bebe vinho/sangria e acabo a beber a minha cola zero. Não troco os meus óculos por lentes de contacto, nem que me paguem. Adorei usar aparelho - esta afirmação costuma levar as pessoas a acharem que sou louca. São quase infinitos os motivos pelos quais sou estranha e completamente o oposto de quase todas as mulheres que me rodeiam diariamente. 

Claro que quando assumo estas coisas as pessoas olham para mim como se eu fosse um bicho raro. Se calhar até sou e devia ser estudada. Mas orgulho-me de ser assim. Posso ser estranha - sempre o fui por isso estou habituada à alcunha - mas tenho a consciência tranquila, por saber que não julgo quem é diferente de mim. Também não percebo o fascínio por certas coisas mas quem sou eu para dizer a alguém que ela é estranha por gostar disso? Ainda bem que não gostamos todos do mesmo. O mundo já é chato suficiente sem sermos todos ovelhas a seguir o mesmo pastor. Nunca escondi quem sou... Nem nunca vou esconder. Ser transparente é uma das minhas maiores virtudes. Define-me na perfeição. Não tenho vergonha de quem sou.

quinta-feira, janeiro 3

: As estrelas mais brilhantes.

Fotografia própria

Tive medo, muito medo, de vos pegar pela primeira vez. Tinha medo de coisas simples: de vos deixar cair, de vos magoar, de não estar à altura. Tive mil medos e senti-me quase uma mãe de primeira viagem. Mãe de dez pequenotes para os quais eu era uma completa estranha. Mas depois chegaram vocês, de sorriso fácil, a pedir-me colo, a pedir-me abraços. E os medos foram-se desvanecendo um a um. Hoje pego-vos com a segurança de quem já tem certezas no que faz. Conheço-vos como a palma da minha mão. Sei como vos roubar um sorriso. Como vos roubar uma gargalhada. Sei quando precisam de colo. Ou simplesmente de um miminho. Conhecer-vos foi um dos maiores desafios do ano que acabou e os próximos anos reservam-nos muitas aventuras. Muitos e bons momentos. Muitas descobertas. Uma amizade que não nos vai caber no coração. Para já criamos momentos de magia para que possam descobrir o mundo enorme que vos espera. No que depender de mim chegarão longe. Brilharão. 

terça-feira, janeiro 1

: Consultório três.


A foto possível, marcando o início do ano. 

Não costumamos fazer planos para a passagem de ano. Preferimos o aconchego da nossa casa e espreitar o fogo de artifício mais perto de nós. Este ano queríamos fugir à rotina e tínhamos imaginado um plano diferente. Um plano para entrarmos em grande no ano de 2019. Pouco passava das dez da noite quando nos levantámos para sair e tudo mudou. A voz do David, meio aflita, fez o meu coração saltar. Fui, ainda meio vestida, até ao corredor. Estava ele de cócoras no tapete, com o Floki no meio das suas pernas. Uma das patas traseiras completamente levantada, um andar coxeado e quase sem se aguentar em pé. Ao fim de cinco minutos de massagem optámos por abandonar os planos e rumar ao veterinário. Voámos estrada fora. Ainda não eram onze da noite quando entrámos no consultório três. Exames feitos ainda não há certezas de nada. Talvez seja coluna, o nosso maior medo. Talvez seja o joelho. Talvez seja uma distensão de um músculo. Ele, que não gane por nada, tremia com dores. Lá teremos que voltar, para acompanhamento e para consulta com ortopedia. Faltavam três minutos para 2019 quando saímos para a rua, ainda meio desconcertados. O barulho que já se ouvia nas ruas fazia prever a proximidade da meia noite. Atrás de nós o barulho de fogo de artifício. Virámo-nos e ao fim da rua o céu estava iluminado. Soltei as lágrimas que estavam presas desde que entrei no consultório. Ficámos sentados no primeiro sítio que encontrámos e ali, os três abraçados, entrámos em 2019. Ali, naquele momento, esqueci qualquer plano que tínhamos feito. Qualquer problema. Qualquer medo. Ali, fiquei agarrada aos meus dois amores maiores. Ali senti que apesar das probabilidades não estarem do nosso lado o novo ano pode guardar bons momentos. Pelo menos é a isso que me vou agarrar. Vai correr tudo bem. Somos mais teimosos que os maus momentos, disse ao David. Podes vir 2019... Estamos prontos para ti. E vamos dar luta.


segunda-feira, dezembro 31

: Podes vir 2019, estou pronta!


Este ano que hoje acaba não foi o melhor. Mas também não foi o pior. Foi um ano neutro, onde os sentimentos se apoiaram uns aos outros, criando espaços seguros onde me consegui resguardar. Foi um ano de muitas indecisões, do regresso de fantasmas, de mudanças. Mas também foi um ano de muito amor, de notícias que me deixaram o coração cheio, de muitos abraços reconfortantes. Seria fácil focar-me em tudo o que de negativo aconteceu. Seria fácil deixar-me consumir novamente pela letargia. Mas depois penso em tudo aquilo que conquisto quando me ergo contra as intempéries. Lembro-me que por muito difícil que seja tenho que manter o pensamento positivo. Tenho que fincar o pé e ser mais forte. Ser persistente. E esse vai ser o mote para o novo ano: persistência. Não vai ser um ano cor-de-rosa, sei por antecipação, mas estou disposta a guardar dele tudo o que vier de bom. 2018 fica para trás e dele levo apenas o que me faz sorrir. 2019 podes vir. Traz muitas aventuras. E muitos sorrisos.

Um excelente 2019 para todos vocês!

domingo, dezembro 30

: O nosso gordo está de parabéns!


Há dias em que tenho saudades de quando eras bebé. Tenho saudades das tuas patetices de cachorro. Tenho saudades de me caberes no colo sem ter que fazer ginástica acrobática. Mas depois olho para ti - no presente - e sinto-te calmo. Sinto-te confortável no teu lar, com as rotinas que tão bem conheces. Olho para ti e sinto-te feliz. Em cada lambidela que nos dás, muitas das vezes depois de te dizermos que não queremos mais. Olho para ti e continuas a fazer-me rir, com as corridas desenfreadas pela casa assim que nos ouves perguntar se queres ir à rua... Afinal de contas as patetices não se esgotaram todas nos primeiros meses! Confesso-te, há dias em que ainda nos dás dores de cabeça mas já não consigo imaginar a minha vida sem ti. Já não consigo imaginar a casa sem brinquedos desarrumados. Ou até o sofá sem vestígios de pêlo. Ter-te connosco obriga-nos a pensar em mais coisas do que apenas no nosso umbigo. Faz-nos ser mais atentos aos pormenores. Faz-nos sair de casa. Hojes fazes dois anos e eu, mais do que nunca, sinto que o tempo voa mesmo. Mas, ao mesmo tempo, sei que temos aproveitado os dias ao máximo. Que estes sejam os primeiros de muitos anos lado a lado. Parabéns resmungão!

sábado, dezembro 29

: Para acabar o ano em beleza!!

Bailado " O Lago dos Cines" - Coliseu de Lisboa

Ainda só fizemos isto dois anos mas eu e uma amiga começámos a nossa própria tradição de Natal: assistir a um bailado todos os anos, por esta altura. O ano passado tive o prazer de ver o Quebra-Nozes, que me deixou completamente rendida. Este ano o escolhido foi outro - O lago dos cisnes - interpretado pela companhia de bailado Russian Classical Ballet. E, sou sincera, não sei dizer-vos de qual gostei mais. 

Saí de lá tão maravilhada quanto no ano anterior e senti-me envolvida numa espécie de mística. Sentia-me capaz de ficar a vê-los dançar horas a fio. Os bailarinos, que tinham um talento enorme, deixaram-me cativada do início ao fim. As suas expressões faciais, a forma como dançavam, a interpretação numa visão geral... Tudo contava a história de forma tão bela e clara que mesmo quem não conhecesse a trama não tinha dúvidas daquilo que estava a acontecer. E os cenários? Lindos, lindos! Bastante simples mas com pormenores que tornavam o ambiente mágico. Eram a base perfeita para complementar o bailado sem roubar o destaque aos vários personagens que nos levaram a viajar ao longo dos quatro atos. Que nos fizeram vibrar com o romance entre o princípe e a sua amada cisne, com a malícia do mago, com a amizade entre os cisnes, com a beleza de um final feliz ansiado por todos. No fim foram aplaudidos de pé. Uma ovação mais do que merecida!


Antes ainda deu tempo para passear um pouco pela baixa lisboeta e apesar de não ser particularmente fã da cidade não dá para resistir a vê-la decorada com as luzes de Natal. Quem me segue no instagram decerto viu os milhares de stories que por lá coloquei. Ontem fui uma criança muito feliz!


Para o ano a tradição continua... E novo bailado será escolhido! Dicas?

quinta-feira, dezembro 27

: 27?! Sejam bem-vindos!


Confesso, nunca fui grande fã de fazer anos. Não porque não goste de ficar mais velha - é algo que até aceito com naturalidade - mas porque tudo o que planeio e desejo corre sempre ao contrário. Acabei por desistir de fazer festas e de há uns anos para cá deixei de fazer o frete de me cantarem os parabéns. Não gosto, não faço. Não quero estar com alguém, não estou. Rodeio-me de quem me faz bem e deixei de esperar algo especial num dia que, verdade seja dita, é igual a todos os outros. Aceito o que vem de bom e agradeço tudo aquilo que tenho. Agradeço as amizades verdadeiras. A família que se preocupa comigo. Agradeço as palavras carinhosas, os abraços apertados. Guardo os pequenos pormenores... Aqueles que passam despercebidos à maioria das pessoas. Hoje, olhando para trás, vejo que sempre esperei demasiado: de mim e dos outros. Hoje vivo o dia com calma, absorvendo apenas boas energias. Aos poucos estou a atingir todos os meus objetivos, um por um. Não sei o que me espera o futuro - nem sequer faço planos a longo prazo - mas tenho a certeza que hoje, no dia em que mais um ciclo começa, estou onde sempre sonhei estar. Rodeada de amor.

terça-feira, dezembro 25

: Recados à Macaquinha [31]


Espero, um dia, ver-te cumprir todos os teus sonhos. Quero ajudar-te a ultrapassar todas as barreiras, por muito altas que te possam parecer. Quero que te sintas em casa sempre que te enroscares no nosso abraço. Quero ver-te sorrir de pura satisfação por estares a fazer aquilo que amas. Quero dar-te espaço para seres tu, mesmo que isso signifique seres o oposto de nós. Quero que sejas livre, que conheças o mundo mas que nunca nos deixes de ver como um porto seguro. Que desabafes connosco as tuas preocupações. Que nos contes as tuas ambições. Quero que sejamos as primeiras pessoas nas quais pensas para contares as melhores novidades. Ou as piores. Cá estaremos, sempre, para ti. Quero ver os teus olhos brilharem por seres quem sempre quiseste ser. Não tenhas medo de arriscar, de pensar fora da caixa, de seres diferente de todos. Mantém-te fiel a ti mesma, aos teus sonhos, aos teus ideiais. Tudo o resto virá ter contigo, mais tarde ou mais cedo.

segunda-feira, dezembro 24

: Ainda acredito no Pai Natal!


Fui uma criança que acreditou no Pai Natal até tarde. Até tão tarde que no natal em que descobri que ele não era real, já escrevia as minhas cartas com uma letra impecável e sem qualquer dificuldade em arranjar palavras para entregar ao senhor da barba branca. Descobri por um detalhe que escapou aos meus pais: reconheci de imediato a letra do meu pai no envelope e na carta que veio parar à caixa do correio, em reposta à minha. Ainda assim deixei-me ficar em silêncio. Porque parte de mim gostava de acreditar naquela magia... Parte de mim ainda gosta. Mesmo que os natais já não sejam tão cheios. Mesmo que seja a única a delirar com o piscar das luzes. Mesmo que seja a única a usar acessórios natalícios. Em cada um de nós, aqueles que têm esta magia dentro deles, está o Pai Natal a espreitar. Em cada música de natal que cantamos. Em cada prenda cuidadosamente escolhida. Sou adulta, bem sei, mas acredito no Pai Natal. E nem preciso que ele me traga presentes... Só quero continuar a acreditar na magia. Só quero vivê-la. Enquanto assim for serei a eterna menina que acreditava no Pai Natal. E nas coisas boas da vida.

Espero que o vosso Natal esteja a ser recheado de magia com todos aqueles que mais amam! Boas Festas! 🎄

domingo, dezembro 23

: Home Sweet Home #22 - Especial Natal, parte 2.


Se na primeira parte vos mostrei diversas divisões decoradas para a melhor época do ano, agora trago-vos algumas inspirações para criarem decorações bastante personalizadas. Já ando há algum tempo para experimentar algumas delas e talvez seja ainda durante esta quadra que o farei. Há que reutilizar o que temos em casa e que já não é usado!!