domingo, dezembro 9

: Por um Natal mais simples!


Nesta altura do ano há sempre quem diga que o Natal é só consumismo e que é uma altura de muita hipocrisia. Que é só um dia normal e que não há motivo algum para que se gastem rios de dinheiro. E, em parte, concordo com isso. O Natal são as memórias. São os risos. São as fotografias loucas que ficam para a posterioridade. São os jogos que se partilham em família. A troca de presentes faz parte da tradição mas torna-se mais especial se os mimos forem escolhidos a pensar totalmente na pessoa a quem oferecemos. Pode nem ser algo caro desde que seja especial. Desde que tenha história. Eu prefiro escolher algo simples - às vezes apenas uma moldura bonita - mas que tenho um significado muito particular. Gosto de caprichar nos pormenores e de todos os anos comprar uma decoração nova para a casa, para acrescentar há - ainda - pequena coleção que tenho. Sou das que gosta de comprar camisolas natalícias e de usar bandoletes temáticas. Sou das que fotografa tudo e todos. Que tem gosto em ver os outros abrir os embrulhos. Sou das que dá importância a mimos e nunca a prendas caras. E tudo farei para que este Natal seja tão especial como todos os outros que já vivi. Que das pequenas coisas se criem grandes memórias!

terça-feira, dezembro 4

: Pequenas mudanças para grandes resultados.


No início de Outubro cheguei a um momento decisivo na minha vida. Já várias vezes tinha dito que tinha que perder algum peso mas acabava sempre por adiar. Por preguiça. Por gula. Por mil e um motivos que tive que aprender a contornar, para o meu bem. Comecei devagarinho, sem pressas. Uma das coisas que decidi logo ao início foi não fazer mudanças radicais. Se o fizesse não iria saber lidar com tantas reviravoltas e iria acabar por desistir, mais uma vez. Procurei então fazer pequenas mudanças. Muito pequenas para alguns mas essenciais para mim.

Cortei no açúcar. Deixei de pôr açúcar/adoçante no chá. Ou ponho na caneca um pau de canela ou então bebo sem açúcar algum. Pensei que fosse ser difícil habituar-me mas nem notei grandes diferenças. Por exemplo, já fiz por duas vezes bolachas caseiras e em nenhuma das situações meti açúcar. Nas primeiras bolachas sinto que falta algo mas depois o palato habitua-se e são igualmente boas. E um pouco mais saudáveis.

Passei a jantar sopa todos os dias. Era algo que já podia ter feito há mais tempo mas tinha preguiça de fazer sopa só para mim. Deixei de ser parva e comecei a fazer uma panela de sopa para a semana toda. Assim não só como de forma mais saudável como é algo mais leve, adequado ao facto de pouco depois ir deitar-me. Para complementar como queijo fresco e fico satisfeita. 

Comecei a comer sempre pão de sementes. A minha mãe diz-me, desde que me lembro, que quanto mais escuro for o pão melhor. E foi exatamente essa uma das mudanças que fiz. Quando compro pão é sempre de sementes ou de alfarroba.

Deixei de beber leite de vaca. Este ponto era algo que já queria ter mudado há algum tempo. Numa das minhas visitas ao Aldi os meus olhos bateram nos leites de soja com sabor a baunilha e trouxe para experimentar. Fiquei apaixonada. Depois desse experimentei leite de amêndoa e leite de aveia. Adorei os dois. O próximo passo é experimentar leite de soja sem nenhuma adição de outro sabor. 

Cometo alguns pecados. Não seria inteligente da minha parte cortar com tudo ao mesmo tempo. Permito-me cometer alguns pecados, normalmente ao fim-de-semana. Seja comida de conforto - lasanha, rolo de carne,... - ou um bolo que me apeteça. 

Deixei de levar a carteira para o café. Na hora de almoço estou sempre com as minhas colegas no café. Quando levava a carteria parecia-me difícil resistir a comer algo, mesmo que fosse só um pastel de nata. Desde que comecei a deixar a mala dentro da creche notei duas coisas: como menos porcarias e gasto muito menos dinheiro. Foi um 2 em 1. Quando por algum motivo tenho a mala comigo evito olhar para o expositor e ignoro a ânsia por doces.

Aos poucos tenho visto algumas diferenças em mim. Não só no meu corpo mas também na energia que tenho. O joelho esquerdo ainda não me incomodou e aumentei a resistência durante as caminhadas. Agora resta-me começar a fazer exercício mais a sério e aprender a ouvir o meu corpo. Sinto que desta vez estou no caminho certo.