sábado, fevereiro 16

: Relembrando uma noite feliz.

Para verem uma reportagem sobre a preparação do concerto carreguem aqui.

Há exatamente uma semana estava ansiosa por finalmente ter o privilégio de ver ao vivo um filme-concerto do Harry Potter. Os bilhetes haviam sido comprados no verão anterior e a curiosidade era mais do que muita. Já tinha ouvido maravilhas dos concertos anteriores mas, como em tudo, gosto de vivenciar os momentos em primeira mão. E ainda bem que o fiz!

Ainda o filme não tinha começado e eu sabia que ia ser uma boa noite. Bastou entrar o maestro... Apesar de ser britânico falou para nós em português, o que fez rir todos os presentes por ouvirmos palavras tão conhecidas num sotaque diferente. Antes do início do filme fez ainda uma brincadeira e chamou pelas quatro casas de Hogwarts, mostrando que o Altice Arena estava repleto de potterheads. Disse-nos para aplaudirmos os nossos personagens favoritos. Para nos deixarmos levar pela magia. E eu, estranhamente, senti-me em casa. Rodeada de pessoas que partilhavam a mesma paixão que eu. Senti-me em Hogwarts! 

Quem me segue no instagram provavelmente ouviu parte do concerto - nos poucos segundos que "perdi" atrás do telemóvel - mas acreditem... não fez jus ao ambiente mágico que se sentiu no decorrer daquelas horas. Apesar da sala não ser uma das que tem melhor acústica esqueci tudo isso assim que ouvi as primeiras notas vindas da Orquestra Filarmonia das Beiras. Que músicos de excelência! Confesso que muitas vezes me esqueci que estava a passar o filme no ecrã gigante e fiquei a olhar para a orquestra. Para o maestro. O meu olhar fugia - sem poder controlar - para o local dos violinos. Por momentos imaginei-me lá sentada, a tocar com eles. Cheguei mesmo a fechar os olhos, envolvida pelas músicas que tão bem conheço e que, ainda hoje, me arrepiam. O filme e a orquestra estavam em perfeita simbiose e foi um privilégio poder ouvi-los. Poder sentir-me envolvida de uma forma que nunca julgara possível. No final todo o Altice Arena explodiu em aplausos, bastante merecidos. Foi uma noite mágica, sem dúvida. 

Para o ano quero lá estar novamente!


quarta-feira, fevereiro 13

: A comédia trágica que é a minha vida.


Uma pessoa tem de andar de metro no final de Dezembro e pega no porta cartões onde tem o passe que usa para ir trabalhar. Sabe que não o vai usar mas leva-o na mesma porque tem preguiça de tirá-lo de lá. No dia anterior a regressar ao trabalho vai à procura do passe e nada dele. Nada do porta cartões. Vira as malas ao contrário. Procura até buracos no forro da mala! Vira todos os bolsos das calcas. No fim leva as mãos à cabeça. Bolas! Toca de ir fazer o passe. Toca de pagar uma segunda via. Toca de esperar praticamente três semanas pelo belo do passe. No meio disto tudo paga-se perto de cem euros durante o mês de Janeiro para carregar cartões e mais cartões. O passe chega e a pessoa respira de alívio. Ahhh, a vida tranquila regressou. Até ao dia em que a pessoa veste o casaco que usou naquela fatídica noite de Dezembro e do qual nunca se lembrou. Mete a mão no bolso. E está lá o maldito passe desaparecido, vindo dos infernos. Palavrões. Muitos palavrões. 

Talvez um dia me ria desta historia. Hoje ainda não foi o dia. Ainda estou a fumegar de raiva.