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quinta-feira, dezembro 27

: 27?! Sejam bem-vindos!


Confesso, nunca fui grande fã de fazer anos. Não porque não goste de ficar mais velha - é algo que até aceito com naturalidade - mas porque tudo o que planeio e desejo corre sempre ao contrário. Acabei por desistir de fazer festas e de há uns anos para cá deixei de fazer o frete de me cantarem os parabéns. Não gosto, não faço. Não quero estar com alguém, não estou. Rodeio-me de quem me faz bem e deixei de esperar algo especial num dia que, verdade seja dita, é igual a todos os outros. Aceito o que vem de bom e agradeço tudo aquilo que tenho. Agradeço as amizades verdadeiras. A família que se preocupa comigo. Agradeço as palavras carinhosas, os abraços apertados. Guardo os pequenos pormenores... Aqueles que passam despercebidos à maioria das pessoas. Hoje, olhando para trás, vejo que sempre esperei demasiado: de mim e dos outros. Hoje vivo o dia com calma, absorvendo apenas boas energias. Aos poucos estou a atingir todos os meus objetivos, um por um. Não sei o que me espera o futuro - nem sequer faço planos a longo prazo - mas tenho a certeza que hoje, no dia em que mais um ciclo começa, estou onde sempre sonhei estar. Rodeada de amor.

segunda-feira, dezembro 24

: Ainda acredito no Pai Natal!


Fui uma criança que acreditou no Pai Natal até tarde. Até tão tarde que no natal em que descobri que ele não era real, já escrevia as minhas cartas com uma letra impecável e sem qualquer dificuldade em arranjar palavras para entregar ao senhor da barba branca. Descobri por um detalhe que escapou aos meus pais: reconheci de imediato a letra do meu pai no envelope e na carta que veio parar à caixa do correio, em reposta à minha. Ainda assim deixei-me ficar em silêncio. Porque parte de mim gostava de acreditar naquela magia... Parte de mim ainda gosta. Mesmo que os natais já não sejam tão cheios. Mesmo que seja a única a delirar com o piscar das luzes. Mesmo que seja a única a usar acessórios natalícios. Em cada um de nós, aqueles que têm esta magia dentro deles, está o Pai Natal a espreitar. Em cada música de natal que cantamos. Em cada prenda cuidadosamente escolhida. Sou adulta, bem sei, mas acredito no Pai Natal. E nem preciso que ele me traga presentes... Só quero continuar a acreditar na magia. Só quero vivê-la. Enquanto assim for serei a eterna menina que acreditava no Pai Natal. E nas coisas boas da vida.

Espero que o vosso Natal esteja a ser recheado de magia com todos aqueles que mais amam! Boas Festas! 🎄

domingo, dezembro 23

: Home Sweet Home #22 - Especial Natal, parte 2.


Se na primeira parte vos mostrei diversas divisões decoradas para a melhor época do ano, agora trago-vos algumas inspirações para criarem decorações bastante personalizadas. Já ando há algum tempo para experimentar algumas delas e talvez seja ainda durante esta quadra que o farei. Há que reutilizar o que temos em casa e que já não é usado!!


sexta-feira, dezembro 21

: Prendas de última hora? Apostem em DIY!

Este ano por acaso comprei todas as prendas que vou oferecer mas em natais passados eu e o David presenteámos as nossas famílias com mimos feitos por nós. E não posso negar que gostei de ver o sorriso sincero que nos deram em resposta. Uma prenda feita pelas nossas mãos demonstra que dispendemos tempo a pensar nas pessoas em questão. Mostra na perfeição o que sentimos por elas. Podem nem ficar perfeitas - as nossas pelo menos não ficaram - mas faz jus aquela máxima que nos diz que "aquilo que conta é a intenção". Caso estejam indecisos no que dar a alguma das vossas pessoas especiais deixo-vos algumas inspirações que eu própria vou querer pôr em prática em próximos natais. Dar prendas já é bom... Dar prendas personalizadas é ainda melhor!!

Para quem gosta de se mimar! Daqui.

Para quem gosta de cozinhar! Daqui.

Para quem gosta de ter tudo organizado! Daqui.

Um minibar fora do normal! Daqui.

Para os apaixonados por canecas! Daqui.

Para os que gostam dos pequenos prazeres da vida! Daqui.

Partilhem comigo... Já alguma vez deram uma prenda DIY, feita e pensada totalmente por vocês?

segunda-feira, dezembro 17

: Estaremos sempre ao teu lado.

Fotografia própria 

De cada vez que dou um beijo ao meu cão - ou uma festa - lembro-me de todos os cães que não têm qualquer tipo de carinho. Sempre que vamos à rua lembro-me dos cães acorrentados ou presos em casa, que não conhecem mais do que míseros metros quadrados. Quando o meu cão se aninha numa manta junto a nós lembro-me de todos os outros que estão na rua ao frio. Sempre que o meu cão devora a ração não evito pensar em todos os animais que passam fome. Cada vez que ele ressona à noite lembro-me dos cães que não têm uma família que se preocupe com eles. Que se riam de uma qualquer parvoíce que eles façam. Que lhes comprem um mimo, só porque sim. Não vou ser hipócrita e apelar para que vão todos em debandada aos canis adotar cães. Muito pelo contrário... Quero apelar a que não se adoptem animais de forma leviana. Que se pense e repense nessa decisão. Que se trace um futuro que inclua o novo membro da família em todos os planos, especialmente nas férias. Até quando os animais vão ser tratados como brinquedos que depois de crescerem deixam de ter piada? Até quando vão ser oferecidos como presente sem se pensar a longo prazo? Pensem nos animais - sejam eles quais forem - antes de os levarem para casa. Sejam a família que eles precisam no melhor e no pior. Para sempre.

sábado, dezembro 15

: Ando com o amor colado ao peito.

Fotografia própria

Há fases na nossa vida em que precisamos de alguma espécie de luz guia. De algo que nos conforte. Nem sequer sou dada a espiritualidades mas, de vez em quando, sinto necessidade de levar comigo um amuleto. Às vezes são coisas banais - por exemplo, um recorte dado por uma criança - mas que me transmitem energias positivas.

Num fim de semana banal decidi andar a recolher as decorações de natal. Pelo caminho reuni tudo o que tenho de adereços. Ao abrir uma das gavetas encontrei a caixinha que contém as jóias que me ofereceram em bebé. No meio delas um fio. Um fio simples, com uma chapinha a dizer lembrança dos avós. Olhei para ele e senti quase como se me chamasse. Vi que o fio me servia e pu-lo. Senti uma paz enorme quase de imediato. Como se, naquele momento, os meus avós se reunissem ali todos comigo. Não sei quem me ofereceu o fio mas a partir daí passou a andar sempre comigo. Um fio simples com uma chapa antiga. Tão antiga quantos os anos que tenho. Um amuleto que caiu nas minhas mãos numa altura em que precisava de um pouco de paz na minha alma.

"Reparei que só usas fios se forem especiais e significarem alguma coisa", disseram-me dias depois. A pessoa em questão ofereceu-me um fio com o focinho de um frenchie. E mal olhei para ele vi o Floki. Vi o meu gordo. Pus o fio e também nunca mais o tirei. E eu, que andei sem fios durante anos, agora tenho dois. Tenho o passado e o presente. Estou em paz e sorrio de cada vez que os vejo. Ou que lhes toco. Precisava disto e nem imaginava. Acredito em pouca coisa mas uma delas é que a vida acaba sempre por nos conduzir até onde precisamos estar. Eu estou no sitio certo.

quinta-feira, dezembro 13

: Séries | The Carmichael Show


Esta série, apesar de já ter terminado em 2017, estreou há cerca de quinze dias na Fox Comedy e é uma verdadeira lufada de ar fresco, algo que a minha lista já andava a precisar. É o retrato de uma família sem papas na língua e que fala de qualquer assunto, sem tabus. 

Esta é uma série não recomendada a quem se ofenda facilmente e que me tem roubado muitos risos. Aborda temáticas ainda bastante atuais e apesar de ser maioritariamente cómica também tem os seus momentos de reflexão. É, para mim, o equilíbrio perfeito que eu preciso ao final do dia para relaxar do dia de trabalho. Durante o jantar pomos sempre o episódio desse dia e deixamos a mente descontrair. A minha personagem favorita? Claramente o patriarca,  Joe, sempre com saídas oportunas e certeiras.

Dêem uma oportunidade para que esta família entre em vossa casa e vos roube umas gargalhadas. Eles merecem!! 

terça-feira, dezembro 11

: Não comprem tantos brinquedos às crianças!


Eu sei que é inevitável comprarmos brinquedos às crianças e claro que há alguns bastante bons em termos de estimulação. Seja através de imagens, sons, texturas,... Há todo um mundo sem fim de possibilidades. Mas, falando por experiência própria, aquilo que os cativa e os mantêm concentrados durante mais tempo são os brinquedos não convencionais. Folhas de papel. Garrafas. Molas. Caixas. E, descobri a semana passada, pompons! 

Estivemos a fazer uma rena com a foto deles - ficou super fofa - e nos narizes decidimos colar pequenas bolinhas vermelhas. Por acaso peguei numa bola e sentei-me com eles. Deixei-os explorar e as reações deles foram muito boas. Ficaram primeiro surpreendidos por ser tão macia. Depois riam-se, por conseguirem apertá-la. Isto rendeu-nos largos minutos de brincadeira. Fiz magia com a bola, fazendo-a desaparecer. Quando a escondia nas mãos eles batiam lá para eu abrir. Quando acertavam riam-se, numa felicidade tão pura que dei por mim a rir às gargalhadas. Escondi-a nas mangas das camisolas deles e eles, ao sentir ali algo estranho, tentavam reconhecer o que era. Toquei-lhes com a bola no nariz e eles enrugavam-no, com aquela sensação estranha. E muitas outras explorações ficaram por fazer.

Depois desta pequena experiência tentei, cada vez mais, dar-lhes brinquedos diferentes. Levo folhas para eles rasgarem. Levo garrafas para porem coisas lá dentro e tirarem. Brincam com pratos de plástico. Com colheres adequadas à idade deles. Fazemos tambores com caixas. Usam todos os sentidos e sinto-os desenvolverem-se a cada pequena atividade fora da caixa. Há quem ache que no berçário não se faz quase nada. Muito pelo contrário... É no berçário que começa tudo!

domingo, dezembro 9

: Por um Natal mais simples!


Nesta altura do ano há sempre quem diga que o Natal é só consumismo e que é uma altura de muita hipocrisia. Que é só um dia normal e que não há motivo algum para que se gastem rios de dinheiro. E, em parte, concordo com isso. O Natal são as memórias. São os risos. São as fotografias loucas que ficam para a posterioridade. São os jogos que se partilham em família. A troca de presentes faz parte da tradição mas torna-se mais especial se os mimos forem escolhidos a pensar totalmente na pessoa a quem oferecemos. Pode nem ser algo caro desde que seja especial. Desde que tenha história. Eu prefiro escolher algo simples - às vezes apenas uma moldura bonita - mas que tenho um significado muito particular. Gosto de caprichar nos pormenores e de todos os anos comprar uma decoração nova para a casa, para acrescentar há - ainda - pequena coleção que tenho. Sou das que gosta de comprar camisolas natalícias e de usar bandoletes temáticas. Sou das que fotografa tudo e todos. Que tem gosto em ver os outros abrir os embrulhos. Sou das que dá importância a mimos e nunca a prendas caras. E tudo farei para que este Natal seja tão especial como todos os outros que já vivi. Que das pequenas coisas se criem grandes memórias!

terça-feira, dezembro 4

: Pequenas mudanças para grandes resultados.


No início de Outubro cheguei a um momento decisivo na minha vida. Já várias vezes tinha dito que tinha que perder algum peso mas acabava sempre por adiar. Por preguiça. Por gula. Por mil e um motivos que tive que aprender a contornar, para o meu bem. Comecei devagarinho, sem pressas. Uma das coisas que decidi logo ao início foi não fazer mudanças radicais. Se o fizesse não iria saber lidar com tantas reviravoltas e iria acabar por desistir, mais uma vez. Procurei então fazer pequenas mudanças. Muito pequenas para alguns mas essenciais para mim.

Cortei no açúcar. Deixei de pôr açúcar/adoçante no chá. Ou ponho na caneca um pau de canela ou então bebo sem açúcar algum. Pensei que fosse ser difícil habituar-me mas nem notei grandes diferenças. Por exemplo, já fiz por duas vezes bolachas caseiras e em nenhuma das situações meti açúcar. Nas primeiras bolachas sinto que falta algo mas depois o palato habitua-se e são igualmente boas. E um pouco mais saudáveis.

Passei a jantar sopa todos os dias. Era algo que já podia ter feito há mais tempo mas tinha preguiça de fazer sopa só para mim. Deixei de ser parva e comecei a fazer uma panela de sopa para a semana toda. Assim não só como de forma mais saudável como é algo mais leve, adequado ao facto de pouco depois ir deitar-me. Para complementar como queijo fresco e fico satisfeita. 

Comecei a comer sempre pão de sementes. A minha mãe diz-me, desde que me lembro, que quanto mais escuro for o pão melhor. E foi exatamente essa uma das mudanças que fiz. Quando compro pão é sempre de sementes ou de alfarroba.

Deixei de beber leite de vaca. Este ponto era algo que já queria ter mudado há algum tempo. Numa das minhas visitas ao Aldi os meus olhos bateram nos leites de soja com sabor a baunilha e trouxe para experimentar. Fiquei apaixonada. Depois desse experimentei leite de amêndoa e leite de aveia. Adorei os dois. O próximo passo é experimentar leite de soja sem nenhuma adição de outro sabor. 

Cometo alguns pecados. Não seria inteligente da minha parte cortar com tudo ao mesmo tempo. Permito-me cometer alguns pecados, normalmente ao fim-de-semana. Seja comida de conforto - lasanha, rolo de carne,... - ou um bolo que me apeteça. 

Deixei de levar a carteira para o café. Na hora de almoço estou sempre com as minhas colegas no café. Quando levava a carteria parecia-me difícil resistir a comer algo, mesmo que fosse só um pastel de nata. Desde que comecei a deixar a mala dentro da creche notei duas coisas: como menos porcarias e gasto muito menos dinheiro. Foi um 2 em 1. Quando por algum motivo tenho a mala comigo evito olhar para o expositor e ignoro a ânsia por doces.

Aos poucos tenho visto algumas diferenças em mim. Não só no meu corpo mas também na energia que tenho. O joelho esquerdo ainda não me incomodou e aumentei a resistência durante as caminhadas. Agora resta-me começar a fazer exercício mais a sério e aprender a ouvir o meu corpo. Sinto que desta vez estou no caminho certo. 

sexta-feira, novembro 30

: O nosso dia 30.


Meu amor,

vou ser pirosa, mas tu já me conheces e sabes como sou. Já sabes que debaixo de todo o mau feitio está uma romântica chata, que se preocupa com pormenores. Hoje, quando olhei para o calendário, reparei que era dia trinta. Muitas das vezes esta data passa-nos ao lado - andamos sempre a correr - mas hoje fez-me sorrir. Porque significa que alcançámos mais um mês, lado a lado. Mais um mês numa soma que, espero, não tenha fim. Já perdi a conta ao número de meses que partilhámos mas decerto já ultrapassámos a centena. E isso é sinónimo de uma grande felicidade. Nem sempre os dias são cor-de-rosa e até já fomos para a cama chateados, culpa do orgulho que nos carateriza aos dois. Mas depois, quando as nuvens negras se dissipam, voltamos sempre ao abraço um do outro. Mesmo que tenhamos tido uma discussão conseguimos sempre lembrar-nos daquilo que nos uniu. Lembramo-nos que o amor vale sempre a pena. Recordamos o primeiro abraço. O primeiro beijo. E percebo, sem sombra de dúvidas, que é contigo que quero ficar. Sempre. É contigo que quero passar o melhor e o pior. É contigo que quero construir uma vida memorável, que me acompanhe no futuro e que me mostre um passado feliz. Não vai ser sempre fácil mas és tu quem eu quero no meu presente. Porque é juntos que somos verdadeiramente nós.

quarta-feira, novembro 28

: Ser adulta é isto?


Comecei a dar muito mais valor ao tempo desde que me mudei para a minha casa. É preciso um equilíbrio enorme para balançar tudo o que é preciso fazer e ainda guardar tempo para o que gostamos, seja ver um filme, escrever no blogue, estar simplesmente aninhado no sofá. Aprendi a gerir os meus dias e a criar prioridades. Aprendi a não entrar em desespero quando vejo que não vou ter tempo de fazer tudo aquilo que queria. Mas não foi fácil ao inicio... Trazia o hábito de ter muito tempo livre e isso fez com que demorasse a habituar-me às rotinas. Assim que estabeleci uma ordem no caos tudo se tornou simples e começou a funcionar bastante bem. A prioridade são assuntos relacionados com a casa e reservo sempre um tempo para mim, dedicado aquilo que preferir. O computador, que era elemento essencial na minha vida, passou para segundo plano. E, contra tudo o que sempre imaginei, vivo bem sem ele. Brinco com o Floki, vejo séries/filmes com o David, leio um livro. Uso o tempo da melhor forma e descanso, ponto fulcral para manter a minha sanidade mental intacta. Sempre achei que fosse mito que "crescemos" quando íamos para uma casa própria. Afinal é realidade. Passamos a ter responsabilidades que nos obrigam a ser adultos. E a ter preocupações que desconhecíamos. Graças a isso aprendi a ser ponderada e a fazer as melhores escolhas. Ou pelo menos tentar...! 

segunda-feira, novembro 26

: Os meus truques para acordar sem café.


Tenho colegas que tomam um duche logo pela manhã. Outras dizem que não conseguem acordar antes de beber uma chávena de café. O certo é que todas nós temos truques para acordar e estarmos frescas para enfrentar um novo dia. Para mim, que sou a primeira a entrar, é essencial estar bem acordada mal chego. Estou sozinha quase uma hora no trabalho e preciso estar alerta para qualquer imprevisto.

Respeito os tempos do meu corpo. Eu entro sempre no trabalho às sete da manhã. Isso implica que acorde às seis e que tenha de sair de casa meia hora depois. Nesses minutos dou tempo ao meu corpo para ele se "iniciar". Podia acordar apenas quinze minutos antes de sair de casa mas isso iria correr mal. Prefiro acordar mais cedo e dar tempo ao meu corpo para se adaptar ao novo dia. Às vezes bastam cinco minutos, outros dias quase quinze. Acordando mais cedo tenho a certeza de que não me atraso.

Lavo a cara. Parece algo básico e que todos devemos fazer mas a verdade é que se algum dia estou mais à pressa e passo à frente esta etapa parece que o dia demora mais a começar. Uma passagem com água fresca é remédio santo para abrir bem os olhos.

Tomo um mini pequeno almoço. Mal acordo sou incapaz de comer um pequeno almoço completo. Ainda assim decidi nunca sair de casa sem comer algo que seja. Normalmente como uma peça de fruta e bebo um iogurte. É o que basta para aguentar até às oito/nove da manhã quando tomo o meu pequeno almoço mais completo. O facto de comer nem que seja uma peça de fruta ajuda o meu corpo a despertar e a ganhar energia.

Vou a ouvir música no caminho para o trabalho. Começo por ouvir músicas calmas em volume baixo e vou, progressivamente, aumentando o volume e colocando músicas mais animadas. Como tenho a sorte de ser a primeira a chegar ao meu local de trabalho e de estar sozinha um bom tempo acabo sempre a cantar e a dançar. É remédio santo.

Um termo cheio de chá bem quentinho. Este truque só uso na época mais fria mas a cafeína que o chá tem é uma ajuda extra para ganhar energia. Com a vantagem de me sentir aconchegada pelo calor da bebida. Que maravilha!

Agora é a vossa vez... Contem-me todos os vossos truques!

quinta-feira, novembro 22

: Mas tu não o convences a cortar a barba?


O David tem a barba grande. Não grande ao estilo Pai Natal mas já tem um tamanho considerável e quase todos os nossos familiares fazem pressão para que ele a corte. Como esbarram numa parede quando o pressionam voltam-se para mim e tentam que eu o convença. E nesse momento sou o mais sincera possível... Também prefiro vê-lo com a barba mais aparada mas quem sou eu para dizer o que ele deve fazer? Se eu sou livre de cortar o cabelo como quero... de vestir o que quero... Quem sou eu para decidir que ele deve cortar a barba? Desde o início da nossa relação que prometemos respeitar o outro, mesmo quando não concordávamos na totalidade com a decisão. Ele, por exemplo, não percebe porque é que eu de vez em quando me lembro de fazer madeixas. Eu, por outro lado, não entendo o fascínio de ter uma barba tão grande. Ainda assim respeitamo-nos mutuamente e deixamos o outro fazer aquilo que lhe dá prazer. Porque a realidade é que fora da relação somos pessoas únicas com gostos diferentes e que não se devem anular devido a tercerios. E faria sentido de outra forma?

terça-feira, novembro 20

: Agora aguentem-me... Já posso opinar!


Antes de ter o Floki ninguém me levava a sério quando eu opinava relativamente a cães e, principalmente, quando opinava sobre certas atitudes dos donos. Mas agora, com o meu cachorro quase a fazer dois anos, sinto que já posso falar abertamente sobre tudo aquilo que sempre me incomodou. O mais engraçado... O facto de ter um cão não mudou nada aquilo que eu já achava, quanto muito só validou tudo o que já dizia!

"O meu cão destrói tudo em casa quando não estamos". Há raças que são mais propensas a estragar mobília/roupa/brinquedos. A do Floki é uma delas e vejo constantemente queixas de pessoas que ficaram com buracos no sofá, que viram mobília toda roída. O meu nunca estragou nada. Não sei se será da personalidade dele - que nem brinquedos estraga - mas a verdade é que não esperámos para ver. Assim que decidimos ir buscá-lo comprámos um parque próprio para cães (basicamente uma vedação) e fizemos um espaço próprio para ele na cozinha, para quando ele ficasse sozinho. A verdade é que se habituou rápido e hoje em dia até já sabe quando tem de ir para lá, sem nós dizermos nada. Nunca tivemos problemas com nada estragado e das poucas vezes que ele agarra em algo que não deve é repreendido de imediato. Achar piada é validar a atitude e é meio caminho andado para eles repetirem. O mais engraçado é que muitas pessoas acham normal os cães estragarem tudo e acham desumano "prendê-lo" como nós fazemos. Cá eu prefiro ser desumana mas ter a certeza que ele não come alguma coisa que lhe faça mal. Prioridades.

"É normal os cães quererem marcar território em todos os lugares". Ser normal até é... O anormal é os donos - humanos que supostamente são dotados de inteligência - deixarem. O meu cão bem cheira postes, entradas de prédios,... Mas eu depressa o faço andar e em quase dois anos nunca fez nada à porta de ninguém. Quando era mais pequeno nem sempre aguentava o caminho até à relva e acabava por fazer o seu xixi no meio da estrada. Ainda assim não desistimos até o habituarmos a aguentar até chegar à zona verde. Hoje em dia não temos problema algum com ele. O que eu não suporto é cãezinhos a fazer xixi à porta de prédios e os donos impávidos e serenos a dizer "ah, é normal". Por favor...

"O meu cão só dorme sossegado se estiver na minha cama". Desculpem, mas não acredito. Prefiro que digam que querem que o animal durma na vossa cama, até porque isso é uma decisão pessoal e cada um sabe de si. Os animais habituam-se aquilo que proporcionamos. O meu bem tentou vir para a nossa cama mas nós decidimos logo à partida que era território proibido e dorme sempre na cama dele, ao lado da nossa. Tanto está habituado que já aconteceu - durante as férias - dormirmos num colchão no chão e ele em momento algum, durante a noite, tentou subir para o meio de nós. Só o fez de manhã para nos acordar. 

"É normal os cães pedirem comida quando vêem os donos comerem". É verdade, sim senhora. Mas como sempre disse, ainda antes de ter o Floki, devemos contrariar essa atitude. Os animais são criaturas de hábitos e assim que percebem que podem ganhar alguma coisa, andando debaixo da mesa ou a empoleirar-se nas pessoas, nunca mais deixam de fazê-lo. Desde o início que ensinámos ao nosso cachorro que durante a hora das refeições ele deve ir para a sua manta, de onde nos vê. Claro está que quando há visitas tenta sempre a sua sorte mas assim que percebe que não vale a pena pedinchar vai para o seu espaço. E por lá fica.

Às vezes sinto-me uma velha do restelo e há quem insista em dizer que não deixo o meu cão ser cão. Mas não faz mal. Eu prefiro ser assim e saber que não estou a incomodar terceiros ou a criar maus hábitos no Floki. Prefiro ser assim do que depois queixar-me - como dezenas de pessoas fazem - que não têm mão nos cães, que ele roem tudo, que comem o que não devem e têm que ir de urgência para o veterinário. Sei que o meu cão não é infeliz e que gosta de nós. O resto pouco me importa.

sábado, novembro 17

: Já ninguém escreve cartas de amor.


O amor é um sentimento estranho. Muitos alegam senti-lo mas ninguém o descreve de igual forma. Para uns o amor é um constante sobressalto, para outros é um passeio tranquilo. Para mim é encontrar um porto seguro num abraço apertado. É ver tudo aquilo que se deseja no olhar de quem amamos. É ter vontade de por vezes fugir mas sentir como se uma mão nos agarrasse, como se uma força . É sentir vontade de proteger de todos os males do mundo. É nem sempre concordar mas tentar compreender. É apoiar. Cuidar. É querer partilhar toda a minha vida apenas com aquela pessoa. O amor é um sentimento mesmo estranho. Faz-nos chorar... rir... sonhar... suspirar... tomar decisões que nunca imaginámos. Faz-nos viver com o coração fora de nós, nas mãos de outro alguém. E ainda assim viver o amor pode ser das melhores coisas do mundo. Há amores que vivem para sempre, outros que morrem ainda antes da primeira batalha. Há amores que mudam a forma como vemos o mundo. Há amores que nos fazem crescer. Ou que crescem connosco. Do amor pouco mais sei do que aquilo que sinto. Mas sei que é único e cada um de nós é livre de vivê-lo como bem entender. Cada um de nós é livre de senti-lo de forma muito particular. E se alguém vos disser o contrário provavelmente não sabe o que é o amor.

quinta-feira, novembro 15

: Música para os meus ouvidos | Chances


Quando os Backstreet Boys estiveram em alta, nos anos 90, eu não seguia o trabalho deles. Não ouvia as suas músicas e não fiz parte do grupo de fãs malucas por eles nem nunca tive posters colados pelo quarto. Foi preciso eles regressarem para eu efetivamente ouvir uma música deles e, para meu espanto, gostar. Estou viciada nesta música e adoro o videoclipe. Talvez venham a ganhar uma nova fã!

quarta-feira, novembro 7

: Há quem me ache estranha.


Não consigo deixar de gostar daquilo que faço, mesmo nos dias mais complicados. E não consigo ser Educadora sem me dar por completo. Fico desprotegida, completamente à mercê das mudanças que a vida traz. Ser assim traz-me muita felicidade e, por vezes, algumas amarguras. Mesmo sabendo tudo isso a verdade é que encaro todos aqueles pequenos como membros da minha família e tornam-se pessoas importantes na minha vida. Conheço-os pelo choro, pelos risos, pelo cheiro. Conheço-lhes as particularidades e não desisto até saber lidar com eles de olhos fechados. Claro que afeiçoar-me de forma tão profunda traz, no momento em que os tenho que deixar voar, um vazio que não consigo explicar. É algo que nem sequer consigo esconder, por muito que tente. Há quem não me compreenda e que prefira ser o mais profissional possível, sem se apegar verdadeiramente. Há quem olhe para as crianças e veja apenas mais uma no grupo. Que espere o mesmo de todas, ao mesmo tempo. Felizmente não sou assim e vejo cada criança como única, respeitando a sua individualidade. Mesmo que isso me traga preocupações ou alguns momentos mais tristes. Dedico tempo a conhecer as famílias e toda a preocupação que demonstro é genuína. Como digo a todos os pais, trato os filhos deles como gostaria que tratassem um filho meu. E fará sentido de outra forma?

Só espero que um dia, daqui a muitos anos, quando um filho meu conhecer a sua Educadora ela o veja da mesma forma como eu vejo todos os meus pequenos. Só espero que também o conheça como a palma da sua mão. Que compreenda as suas manias e respeite os seus tempos. Que seja tão amado por ela como é por nós. Porque todas as crianças merecem ser especiais. 

segunda-feira, novembro 5

: Resta-me lidar com a frustração.


Sou uma pessoa bastante ansiosa. É algo que me acompanha desde bem cedo e que sempre fez parte do meu rol de caraterísticas individuais. Durante muitos anos foi mesmo o factor dominante de toda a minha personalidade. Vivia em constante ansiedade e não sabia lidar com tudo o que acontecia à minha volta. Muitas das coisas eu não podia controlar mas isso não me impedia de passar horas acordada a pensar nelas. Era obrigatório então aprender a lidar com a frustração. Com o facto de nem sempre tudo correr bem. Tive que aprender a ouvir-me e a compreender a minha mente. Pedi ajuda profissional e construí aquilo que pensava ser um plano perfeito. O problema é que não há planos perfeitos e a vida encarregou-se de me mostrar isso.

Não há vida perfeitas; Dias perfeitos. Há montanhas russas nas quais temos que andar, mesmo que não gostemos de alturas. E se há dias em que me deito de sorriso no rosto há outros em que adormeço preocupada. Muitos deles frustrada. Há poucas coisas piores do que estabelecer um plano, traçar um objetivo e depois não conseguirmos alcançá-lo. Nesses dias lembro-me do plano que tracei, há já alguns anos, lembro-me de todas as vezes em que me levantei da cama quando só me apetecia ficar deitada, enroscada nas mantas. Lembro-me que tenho que seguir em frente, sem deixar a vontade esmorecer. Lembro-me que tenho que fazer as coisas a pensar em mim. Só em mim. Respiro fundo até sentir o meu corpo relaxar. Sigo em frente.

A minha mais recente luta é perder algum peso. Tenho que o fazer, para o bem da minha saúde. Desta vez comecei com calma. Em primeiro lugar mudei a minha alimentação. Não de forma radical. Passei a consumir doces 2/3 vezes por semana (no máximo), passei a jantar sempre sopa, deixei de consumir molhos, passei a beber praticamente só água. Enquanto isso espero que abra o ginásio que escolhi. Está a demorar eternidades mas é a escolha perfeita para mim e enquanto isso tento fazer exercícios em casa, no tempo que me sobra. Ao contrário do que pensei os resultados não estão a chegar. A balança parece não querer descer e oscila entre valores que me fazem pôr tudo em perspetiva. Se podia desistir? Podia. Mas ia estar a desiludir-me, novamente. Ia estar a deixar a frustração e ansiedade ganhar. Por isso e para evitar tentações deixo a balança longe de mim. Continuo a fazer pequenas mudanças no meu estilo de vida e tento viver da forma mais saudável possível. Sem pressões. Só assim lá chegarei.

sábado, novembro 3

: As coisas que aboli na minha casa.


Quando moramos com os nossos pais temos que fazer certas coisas ao jeito deles. Podemos nem concordar - muitas das vezes vamos acabar por resmungar e ouvir a típica frase "Enquanto morares debaixo do meu teto fazes as coisas à minha maneira!" - mas temos que fazer e ponto final. Resmunguei contra muitas coisas que agora até faço em minha casa, porque realmente fazem sentido, mas outras aboli por completo, preferindo utilizar outros métodos para chegar ao mesmo fim. É a beleza de se ter casa própria: podemos fazer o que quisermos. 

Não tenho dia fixo para limpeza. Cá em casa fazemos a limpeza quando dá, não importa que dia é ou que horas são. Já dei por mim a limpar o pó às dez da noite. Ou a varrer logo às sete da manhã. Desde que a casa esteja limpa e arrumada nada mais importa.

Fazer a cama mal nos levantamos.
Este acabou por ser abolido porque na maioria dos dias eu saía de casa antes do David acordar e ele acabava por não fazer a cama, apesar de eu o chatear diariamente. Então acabei por decidir - quando estou em casa - deixar a cama respirar algum tempo e só a meio da manhã a faço. O que não consigo é deixar a cama todo o dia por fazer... Só consigo imaginar o pó a agarrar-se aos lençóis.

Não há armário dos doces na sala. Não sei se ainda é algo que se faça mas na minha família havia uma parte do armário da sala destinado aos doces. Rebuçados, bolachas "especiais", gomas... Cá em casa evito ter doces num geral e mesmo que quisesse não tinha espaço porque optei por móveis bastante minimalistas, visto a sala ser minúscula. Tenho um único pote de rebuçados (que já devem estar estragados) e uma caixa com bolachas Maria num armário da cozinha.

Fazer sempre refeição de peixe ao almoço de domingo. Como eu odiava esta rotina... Nunca fui fã de domingos, por trazerem o final do descanso, mas piorava bastante ter que levar com peixe. Pior ainda se fosse cozido. Era o desânimo total. Cá por casa não há dias específicos para nada. Comemos o que nos apetece quando nos apetece. Às vezes só janto uma taça de cereais. Tudo depende do apetite que temos.

Deixar as portas dos quartos fechadas. Este pormenor foi abolido por pedido do David. Ele adora ter as portas todas abertas e eu acabei por dar o braço a torcer. Mas é sempre engraçado quando os meus pais vêm a minha casa porque encostam as portas todas e dão com ele em doido.

Não há cá passar a ferro. Só passo roupa que precise mesmo porque de resto basta um jeitinho quando apanho e deixar bem arrumada. Sempre me fez confusão o facto da minha mãe passar horas em pé de volta da roupa para ao fim de 5 minutos de uso estar tudo amarrotado. Passo camisas e pouco mais. E vivo feliz com a minha escolha.

E desse lado... Que hábitos aboliram / vão abolir?