- A nossa pequena família -
... não estar sempre de acordo, mas ainda assim encontrar um meio-termo. Vão surgir momentos em que as opiniões são divergentes (é normal e desejável que assim seja) e o importante é tentar perceber o nosso parceiro. Tentar com que os caminhos se encontrem algures no meio.
... ver as responsabilidades aumentarem. São as contas para pagar, a casa por limpar, a comida por fazer, a roupa por lavar. De repente deixamos de ter a rede de segurança que são os nossos pais e só dependemos de nós. As coisas deixam de aparecer feitas e aprendemos a dar valor a tudo o que eles nos diziam - até às coisas em que pensávamos que eles estavam a exagerar.
... ter de, por vezes, ceder. Não digo que o façamos sempre mas às vezes não precisamos comprar guerras por pequenos pormenores. Há que gerir aquilo em que podemos ceder ou não.
... termos que nos habituar a hábitos diferentes dos nossos. Por exemplo, o David vinha habituado a ter as portas todas abertas dentro de casa. Já na casa dos meus pais é o oposto, fica tudo encostado. Imaginam os primeiros dias??!! Esta foi uma das situações em que cedi e começámos a ter sempre as portas todas abertas (exceto a da despensa). Não me prejudica em nada e percebi logo que não valia a pena andarmos sempre a discutir por causa de umas meras portas.
... confiar um no outro. Não vale de nada partilhar a vida com alguém se não confiarmos nela, isso é ponto assente. Posso dizer que confio plenamente no David e somos a rede de segurança um do outro. Aconteça o que acontecer estamos cá um para o outro, sempre com uma palavra de conforto. Ou com uma palavra para abrir os olhos. Somos sempre sinceros, para o bem e para o mal. E não escondemos nada um do outro.
... falar sobre todas as decisões financeiras. Nós optámos por ter contas separadas, mas desde o início que dividimos de forma igual os gastos. Tanto eu como ele nos chegamos à frente para pagar o que quer que seja e antes de comprarmos algo "maior" falamos sempre um com o outro. Não damos nenhum passo importante sem que o outro saiba e mantemos as finanças o mais equilibradas possível.
... continuar a preservar tempos só nossos. Quando começamos a partilhar casa 24 horas percebemos também que os momentos de "solidão" são preciosos. Para fazermos aquilo que gostamos, seja o que for. Confesso que às vezes me perco um pouco no meu mundo - particularidades de ser filha única - mas tenho tentado equilibrar os momentos em família com os momentos que preciso para mim mesma. São ambos fundamentais!
... todos os dias descobrir algo novo. Já estou com o David há quase oito anos e não é por isso que não descubro algo novo todos os dias, principalmente desde que viemos morar juntos. Ainda bem que assim é para que a chama não se apague. Há sempre algo escondido, pronto a saltar!
... ser feliz, com quem mais amamos!