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sexta-feira, janeiro 11

: Quando a vida nos prega partidas.

Um das últimas fotos de 2018 (31 de Dezembro)

Se há coisa que a vida me ensinou nos últimos anos foi a não fazer planos. E a reta final do ano passado, literalmente todo o mês de Dezembro, foi a prova viva disso. Foram reviravoltas do início ao fim e senti-me a regressar a um estado de letargia que não me atingia há alguns anos. Agarrei-me com força a pequenos pormenores e tentei ignorar o grito interior que me ia remoendo. Aquilo que aconteceu ao Floki foi a gota da água. Vê-lo debilitado trouxe ao de cima todos os sentimentos que andava a reprimir. E, ao mesmo tempo, fez-me dar um novo valor às coisas simples da vida. Quem diria que faríamos uma festa enorme por vê-lo conseguir dar uns simples passos? Por vê-lo reagir às nossas palavras... Por vê-lo querer correr novamente! Foi um susto. Um grande susto. Um susto que nos fez questionar tudo e que me fez ver com quem poderia contar verdadeiramente. Um susto que me mostrou quem sou eu enquanto dona de um cão. Que nos uniu enquanto pequena família. Dizem que o destino se encarrega de colocar na nossa vida os desafios que conseguimos enfrentar. Talvez seja verdade, não sei. Mas tenho a certeza de que toda esta situação nos fortaleceu e que nos preparou para o que ainda pode acontecer. E, não tenho dúvidas, 2019 irá trazer muitos momentos em que teremos que ser fortes. Mas vamos conseguir. Temos que conseguir!

terça-feira, janeiro 1

: Consultório três.


A foto possível, marcando o início do ano. 

Não costumamos fazer planos para a passagem de ano. Preferimos o aconchego da nossa casa e espreitar o fogo de artifício mais perto de nós. Este ano queríamos fugir à rotina e tínhamos imaginado um plano diferente. Um plano para entrarmos em grande no ano de 2019. Pouco passava das dez da noite quando nos levantámos para sair e tudo mudou. A voz do David, meio aflita, fez o meu coração saltar. Fui, ainda meio vestida, até ao corredor. Estava ele de cócoras no tapete, com o Floki no meio das suas pernas. Uma das patas traseiras completamente levantada, um andar coxeado e quase sem se aguentar em pé. Ao fim de cinco minutos de massagem optámos por abandonar os planos e rumar ao veterinário. Voámos estrada fora. Ainda não eram onze da noite quando entrámos no consultório três. Exames feitos ainda não há certezas de nada. Talvez seja coluna, o nosso maior medo. Talvez seja o joelho. Talvez seja uma distensão de um músculo. Ele, que não gane por nada, tremia com dores. Lá teremos que voltar, para acompanhamento e para consulta com ortopedia. Faltavam três minutos para 2019 quando saímos para a rua, ainda meio desconcertados. O barulho que já se ouvia nas ruas fazia prever a proximidade da meia noite. Atrás de nós o barulho de fogo de artifício. Virámo-nos e ao fim da rua o céu estava iluminado. Soltei as lágrimas que estavam presas desde que entrei no consultório. Ficámos sentados no primeiro sítio que encontrámos e ali, os três abraçados, entrámos em 2019. Ali, naquele momento, esqueci qualquer plano que tínhamos feito. Qualquer problema. Qualquer medo. Ali, fiquei agarrada aos meus dois amores maiores. Ali senti que apesar das probabilidades não estarem do nosso lado o novo ano pode guardar bons momentos. Pelo menos é a isso que me vou agarrar. Vai correr tudo bem. Somos mais teimosos que os maus momentos, disse ao David. Podes vir 2019... Estamos prontos para ti. E vamos dar luta.


sexta-feira, novembro 30

: O nosso dia 30.


Meu amor,

vou ser pirosa, mas tu já me conheces e sabes como sou. Já sabes que debaixo de todo o mau feitio está uma romântica chata, que se preocupa com pormenores. Hoje, quando olhei para o calendário, reparei que era dia trinta. Muitas das vezes esta data passa-nos ao lado - andamos sempre a correr - mas hoje fez-me sorrir. Porque significa que alcançámos mais um mês, lado a lado. Mais um mês numa soma que, espero, não tenha fim. Já perdi a conta ao número de meses que partilhámos mas decerto já ultrapassámos a centena. E isso é sinónimo de uma grande felicidade. Nem sempre os dias são cor-de-rosa e até já fomos para a cama chateados, culpa do orgulho que nos carateriza aos dois. Mas depois, quando as nuvens negras se dissipam, voltamos sempre ao abraço um do outro. Mesmo que tenhamos tido uma discussão conseguimos sempre lembrar-nos daquilo que nos uniu. Lembramo-nos que o amor vale sempre a pena. Recordamos o primeiro abraço. O primeiro beijo. E percebo, sem sombra de dúvidas, que é contigo que quero ficar. Sempre. É contigo que quero passar o melhor e o pior. É contigo que quero construir uma vida memorável, que me acompanhe no futuro e que me mostre um passado feliz. Não vai ser sempre fácil mas és tu quem eu quero no meu presente. Porque é juntos que somos verdadeiramente nós.

quinta-feira, novembro 22

: Mas tu não o convences a cortar a barba?


O David tem a barba grande. Não grande ao estilo Pai Natal mas já tem um tamanho considerável e quase todos os nossos familiares fazem pressão para que ele a corte. Como esbarram numa parede quando o pressionam voltam-se para mim e tentam que eu o convença. E nesse momento sou o mais sincera possível... Também prefiro vê-lo com a barba mais aparada mas quem sou eu para dizer o que ele deve fazer? Se eu sou livre de cortar o cabelo como quero... de vestir o que quero... Quem sou eu para decidir que ele deve cortar a barba? Desde o início da nossa relação que prometemos respeitar o outro, mesmo quando não concordávamos na totalidade com a decisão. Ele, por exemplo, não percebe porque é que eu de vez em quando me lembro de fazer madeixas. Eu, por outro lado, não entendo o fascínio de ter uma barba tão grande. Ainda assim respeitamo-nos mutuamente e deixamos o outro fazer aquilo que lhe dá prazer. Porque a realidade é que fora da relação somos pessoas únicas com gostos diferentes e que não se devem anular devido a tercerios. E faria sentido de outra forma?

domingo, agosto 12

: Bichos Carpinteiros #6

Podia tentar explicar-vos o porquê de só aparecer aqui de tempos a tempos mas como explicar um turbilhão de pensamentos e de acontecimentos? Prefiro mostrar-vos umas alterações que fizemos aqui por casa já há alguns meses e cuja publicação tem estado em standby. Quem me segue no instagram já deve ter visto fotografias destas obras mas vou aproveitar para vos explicar ao pormenor as duas intervenções.

segunda-feira, julho 30

: A outra metade de mim.

Uma das fotos que mais gosto nossas, em 2011

Há oito anos atrás o meu coração estava apertado pois ia conhecê-lo. Ia vê-lo. Ia abraçá-lo. Passámos a tarde juntos e demos o nosso primeiro beijo. Há oito anos atrás tinha acabado de viver uma relação tóxica e não me queria entregar por completo. Duvidava de tudo e todos, procurava problemas onde não existiam. E depois conheci-o. Há oito anos atrás recomeçava a minha vida, junto a um amor que é para a vida. Hoje, oito anos depois, as palavras bonitas tornam-se secundárias e são os pequenos momentos que falam mais alto. Um abraço no fim de um dia complicado. Um beijo de boa noite. Uma conversa longa sobre tudo e nada a seguir a uma refeição. Uma tarde deitados no sofá a ver filmes. Passeios planeados à pressa. Uma família a crescer. Oito anos de vida em comum e nunca, nem por um dia, me arrependi daquele primeiro sorriso que trocámos. Nesse dia renasci.

quinta-feira, junho 21

: Home Sweet Home #19

Ao contrário de grande parte das pessoas nunca foi nossa prioridade decorativa encher a casa de molduras. Adoro ver as divisões recheadas de memórias mas os meses foram passando e tínhamos duas míseras molduras numa estante. Até ao dia em que fui a uma loja aqui da minha cidade e me apaixonei por uma moldura fora do normal, que tive que trazer comigo. Depois disso a minha mente começou a fervilhar e fui buscar molduras que estavam guardadas. Os locais para elas já estão escolhidas e agora só falta revelar fotografias. Agora que lhe apanhei o gosto já planeio novas combinações. Ficam algumas inspirações, todas elas retiradas do pinterest.





quinta-feira, maio 31

: Souvenirs de Milfontes.

O Sr. Crocodilo está de volta! 

Já não é a primeira vez que vamos a Vila Nova de Milfontes mas voltamos lá sempre que podemos. É um dos sítios que mais gostamos em Portugal e quando vimos de lá estamos sempre revigorados. Estas férias não foram exceção. Apesar de nem tudo ter corrido bem - o que já se está a tornar tradição - há que guardar apenas o que de melhor aconteceu. As manhãs lentas, de leitura e escrita. As refeições feitas no churrasco. Os croissants maravilhosos da Mabi. As tardes de pés na areia e de pele a bronzear. As noites frescas, alternadas entre os passeios na rua e o aninhar no sofá. Aquela última tarde em que vimos o pôr do sol sem querer saber das horas. O gelado de Oreo que me fez apaixonar. Gosto de férias assim, descomplicadas. Sem planos, obrigações, horários. Onde o descanso é palavra de ordem. Até para o ano, Costa Vicentina.

terça-feira, maio 8

: Morar junto é...

- A nossa pequena família - 

... não estar sempre de acordo, mas ainda assim encontrar um meio-termo. Vão surgir momentos em que as opiniões são divergentes (é normal e desejável que assim seja) e o importante é tentar perceber o nosso parceiro. Tentar com que os caminhos se encontrem algures no meio.

... ver as responsabilidades aumentarem. São as contas para pagar, a casa por limpar, a comida por fazer, a roupa por lavar. De repente deixamos de ter a rede de segurança que são os nossos pais e só dependemos de nós. As coisas deixam de aparecer feitas e aprendemos a dar valor a tudo o que eles nos diziam - até às coisas em que pensávamos que eles estavam a exagerar

... ter de, por vezes, ceder. Não digo que o façamos sempre mas às vezes não precisamos comprar guerras por pequenos pormenores. Há que gerir aquilo em que podemos ceder ou não. 

... termos que nos habituar a hábitos diferentes dos nossos. Por exemplo, o David vinha habituado a ter as portas todas abertas dentro de casa. Já na casa dos meus pais é o oposto, fica tudo encostado. Imaginam os primeiros dias??!! Esta foi uma das situações em que cedi e começámos a ter sempre as portas todas abertas (exceto a da despensa). Não me prejudica em nada e percebi logo que não valia a pena andarmos sempre a discutir por causa de umas meras portas.

... confiar um no outro. Não vale de nada partilhar a vida com alguém se não confiarmos nela, isso é ponto assente. Posso dizer que confio plenamente no David e somos a rede de segurança um do outro. Aconteça o que acontecer estamos cá um para o outro, sempre com uma palavra de conforto. Ou com uma palavra para abrir os olhos. Somos sempre sinceros, para o bem e para o mal. E não escondemos nada um do outro.

... falar sobre todas as decisões financeiras. Nós optámos por ter contas separadas, mas desde o início que dividimos de forma igual os gastos. Tanto eu como ele nos chegamos à frente para pagar o que quer que seja e antes de comprarmos algo "maior" falamos sempre um com o outro. Não damos nenhum passo importante sem que o outro saiba e mantemos as finanças o mais equilibradas possível. 

... continuar a preservar tempos só nossos. Quando começamos a partilhar casa 24 horas percebemos também que os momentos de "solidão" são preciosos. Para fazermos aquilo que gostamos, seja o que for. Confesso que às vezes me perco um pouco no meu mundo - particularidades de ser filha única - mas tenho tentado equilibrar os momentos em família com os momentos que preciso para mim mesma. São ambos fundamentais!

... todos os dias descobrir algo novo. Já estou com o David há quase oito anos e não é por isso que não descubro algo novo todos os dias, principalmente desde que viemos morar juntos. Ainda bem que assim é para que a chama não se apague. Há sempre algo escondido, pronto a saltar!

... ser feliz, com quem mais amamos!

segunda-feira, abril 30

: Home Sweet Home #18

Até vir para a minha casa não ligava muito a decoração, até porque não tinha voz nas decisões dos meus pais. Tudo isso mudou quando fui morar com o David. Temos o cuidado de respeitar o gosto um do outro - que felizmente é muito parecido - e procuramos não encher muito a casa. Apostamos em pormenores simples mas que façam a diferença. E é nessa perspetiva que vos trago algumas inspirações. Às vezes menos é mais!





sexta-feira, abril 20

: Guia rápido para ir de férias sem ficar teso!

S. Martinho do Porto, 2018

 Porto Côvo, 2017

Férias... Esse oásis pelo qual esperamos ansiosos todo o ano. Dias de puro descanso, onde as preocupações parecem desaparecer por milagre. Mas como evitar gastar rios de dinheiro desnecessariamente e quase ter que pedir um empréstimo? Eu tenho algumas regras que cumpro todos os anos e que partilho hoje com vocês.

sexta-feira, abril 6

: Bichos Carpinteiros #5

A mudança que vos vou mostrar já tem alguns meses - ficou terminada em Dezembro de 2017 - mas ainda vou a tempo de vos contar tudo aquilo que fizemos. Eu sempre tinha tido o sonho de ter um cantinho da leitura (falei-vos disso aqui). Depois de alguma pesquisa encontrámos um modo de criar um espaço assim no nosso escritório/quarto. É um elemento decorativo que terá uso no futuro e que se fundiu na perfeição com aquilo que tínhamos. O melhor de tudo foi termos conseguido dar o nosso cunho pessoal a esta pequena obra.

quinta-feira, janeiro 18

: Home Sweet Home #14

Na nossa breve viagem de final de ano conseguimos ver muitas casas que nos enchem as medidas e que parecem tiradas dos nossos desejos. Apesar de, actualmente, não termos posses para comprar uma vivenda, esse é um sonho que não pusemos totalmente de parte. Afinal de contas nunca se sabe o dia de amanhã. Em São Martinho do Porto apaixonei-me por umas casas na zona do cais, viradas para o mar, cujo sótão estava aproveitado como divisão, ao invés de servir apenas de arrumação. Podemos discordar em relação a muitas coisas mas numa coisa estamos em sintonia: se algum dia tivermos uma vivenda o sótão terá que ser área útil e terá como função quarto ou escritório. E eu perdi-me de amores por estas inspirações!!







terça-feira, janeiro 2

: Viagens | Salir de Porto, São Martinho do Porto e Foz do Arelho

Praia de Salir de Porto

Antes do Natal a minha mãe ligou-me a dizer que não sabia o que nos havia de oferecer como prenda. Então fez-nos a seguinte proposta: íamos com eles para São Martinho do Porto na passagem de ano e eles pagavam a estadia. Aceitámos, até porque não tínhamos ainda planos certos e, mesmo que chovesse, sempre iríamos passar o ano num sítio diferente!

sábado, dezembro 30

: Nem acredito que este dia já chegou!

Floki com um mês de vida. (Crédito da imagem: Maria João Miranda)

terça-feira, dezembro 5

: O Natal chegou ao r/c direito!

Home Sweet Home - foto presente no instagram

Por norma a decoração de natal, cá por casa, é sempre feita no início de Dezembro. O ano passado fizemos a árvore um pouco mais cedo mas este ano retomámos a tradição. Colocámos a casa mais natalícia logo no primeiro fim-de-semana do mês. Na sexta-feira, para aproveitar o feriado, espalhei as várias decorações que temos. Deu logo outro ar e fez-me entrar no espírito natalício. 


sexta-feira, novembro 10

: Home Sweet Home #12

Quase todas as divisões da nossa casa estão praticamente no ponto que nós queríamos. A decoração tem sido completada aos poucos, conforme vamos conseguindo arranjar tempo e dinheiro. O quarto extra tem sido a divisão mais esquecida, muito porque ainda não serve o propósito final dele. É frequente levar uma grande arrumação mas rapidamente volta ao que era antigamente: um local cheio de tralha e sem grande funcionalidade. 

Tenho que confessar que me faz confusão entrar lá dentro e não sentir uma conexão como sinto nas outras divisões. Muito por causa disso andamos a pensar em algumas mudanças simples que farão a diferença. Estamos a ponderar acrescentar algumas coisas que fazem sentido agora e farão sentido daqui a uns anos também. A inspiração veio de um catálogo do Leroy Merlin (página 16) mas, muito provavelmente, iremos usar soluções do Ikea.

O quarto está praticamente assim, apenas com pequenas diferenças: o teclado foi arrumado e a cadeira laranja passou para junto da cama, aos seus pés.

A ideia é criar um banco à janela. Sempre gostei de ver casas com esse pormenor e com a imagem do catálogo percebi que podia aproveitar o espaço ao lado da cama. Para isso a estante e a secretária terão que mudar de lugar e ficarão junto à entrada do quarto, algo que ainda estamos a estudar de maneira a não ficar muito pesado. Tencionamos usar dois bancos de arrumação do Ikea (estes) para o efeito, principalmente pelo facto de trazerem mais espaço para guardar futuras coisas. No futuro esse banco de arrumação servirá também de mesa de cabeceira o que se transformará num dois em um. 

Deixo agora algumas inspirações que eu própria guardei para quando decidirmos avançar com esta mudança!

segunda-feira, novembro 6

: Eu sei que ainda é Novembro...


... mas já comecei a ver os catálogos de Natal.

Eu adoro decoração de Natal e perco-me com imagens de ambientes criados com coisas simples! Andei a passear de catálogo em catálogo - Deborla, Espaço Casa, Ikea,... - e já vi alguns itens que quero adicionar à pequena coleção que já tenho. Este ano devo comprar uma casinha de madeira com luzes led ou para pôr uma vela (disponíveis em praticamente todas as lojas de decoração) e um pai natal nórdico (disponível, por exemplo, nas lojas Deborla ou Espaço Casa) para o topo das estantes da sala. Coisas simples e baratas que irão dar um toque mais acolhedor à casa na época do ano que se aproxima.

Gosto de, todos os anos, acrescentar um elemento ou dois à coleção. Ir criando a decoração aos poucos e, mais importante de tudo, manter a casa dentro do registo minimalista que eu tanto gosto. Sou das que defende de que um pormenor simples faz completamente a diferença!!

E por aí, já há algum entusiasmo com o Natal ou nem por isso?


quinta-feira, novembro 2

: Não preciso, mas queria... | 1

Quando vim morar para a minha casa tive que aprender a controlar gastos extra, tentando poupar o máximo para uma qualquer eventualidade. Claro que não sou escrava do dinheiro e me dou ao luxo de comprar alguma coisa para mim/para a casa todos os meses mas não o faço de forma inconsciente. Pondero bastante bem e procuro ver onde consigo encontrar pelo melhor preço. Pergunto-me umas vinte vezes se realmente vou dar uso aquilo que tenciono comprar. E só depois decido se trago ou não. Isto de ser adulto nem sempre é divertido!!

Neste momento as coisas que mais queria - embora não precise - são estas:


Eu e o David fazemos coleção de ímanes. Não só dos locais por onde viajamos mas também de outros gostos que tenhamos. Estes bouledogues franceses iam ficar adoráveis junto aos ímanes que já estão por lá!


Sou a mulher das caixas e caixinhas, assumo. Gosto de ter tudo arrumado e não gosto de ver coisas desorganizadas. Estas etiquetas iam dar o toque perfeito às caixas que tenho na despensa e dar-me a desculpa perfeita para comprar mais algumas. Haverá coisa melhor do que ter tudo no sítio?


Eu por acaso até já tenho uma fruteira - que me foi dada há muitos anos por uma tia - mas o facto desta ser de vidro faz-me ter medo de usá-la, principalmente porque somos os dois um bocado desastrados. Esta fruteira seria ideal não só por ser de um material que não se parte em mil cacos mas porque tem aquele gancho para pendurar as bananas, o que deixava bastante espaço para a restante fruta. Além disso icaria super bem na minha bancada!

quarta-feira, outubro 25

: É um amor para sempre!

F a m í l i a

Uma das coisas que mais me vinha à cabeça, antes de ir buscar o Floki, era o quanto me iria doer quando um dia ele morresse. Sei que é mórbido pensar nisso - quando ainda nem o tinha comigo - mas eu sou aquela rapariga que chorou quando o canário morreu. Quando o primeiro coelho morreu. Até quando morreu uma tartaruga que tive meia dúzia de meses. A esta última até um enterro fiz. Conseguem então imaginar a ansiedade que eu sentia só de pensar no futuro... Questionei-me muitas vezes se seria capaz de educar um cão. Se estaria à altura do desafio. Ao contrário do que muita gente acha, é preciso dar ao cão mais do que apenas comida e uma cama para dormir.

As primeiras semanas foram complicadas - quem teve/tem cães pequenos sabe bem o que custa - e cheguei a chorar de cansaço. Insistimos, persistimos e acabámos por conseguir atingir o nosso objetivo. Temos um cão amoroso e bem educado, que nos dá muitas alegrias. Também faz as suas malandrices mas sem isso não iria meter tanta piada. Quando tudo acalmou agradeci por nunca termos atirado a toalha ao chão. Por termos tido coragem de acrescentar um patudo à nossa família, a 100%.

Ainda penso algumas vezes como será o dia em que ele já não esteja cá - infelizmente nos últimos meses assisti a muita gente perder o seu animal e até me vêm as lágrimas aos olhos - mas não me deixo consumir pela ansiedade. Aproveito todos os minutos com ele e tentamos ser os melhores donos possíveis. Agradeço por todos os dias que temos juntos e sinto-me grata por toda esta experiência. A vida não é eterna, todos sabemos, mas há que aproveitar ao máximo enquanto cá estamos. 

E nós estamos a fazer valer todos os dias!