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terça-feira, maio 21

: [O quarto mágico] de Sarah Addison Allen

 Fotografia própria, Maio 2019
Sinopse

Josey Cirrini tem a certeza de apenas três coisas na vida: O Inverno é a sua estação preferida; está perdidamente apaixonada; e um doce sabe muito melhor quando degustado na privacidade do seu esconderijo secreto. Enfrentando uma vida triste, o seu único consolo é a sua pilha de doces e romances a que se entrega todas as noites… Até que descobre que no roupeiro se esconde nada mais nada menos que Della Lee Baker. Fugindo a uma vida de má sorte, Della Lee decide ajudar Josey a mudar de vida. E, em breve, a jovem renunciará às guloseimas e descobrirá que, mesmo sem elas, a vida pode ser doce. Influenciada põe Della Lee, Josey trava amizade com Chloe Finley, uma jovem que é perseguida por livros que surgem inexplicavelmente nos mais variados lugares e com uma resposta para quase tudo. À medida que Josey se atreve a sair da sua casca, descobre um mundo onde a cor vermelha tem um poder surpreendente e o amor pode surgir em qualquer altura. E isso é só o início… Terna e com um toque de magia, esta é uma história encantadora sobre a amizade e o amor - e sobre as surpreendentes e mágicas possibilidades que cada novo dia nos reserva.


Opinião
Este foi um dos muitos livros que adquiri em segunda mão. Fui de imediato cativada pelo título, pela capa, pela sinopse. Já o tinha lá em casa há bastante tempo e achei-o perfeito para me acompanhar nas férias. Não me enganei, de todo. É um romance leve, divertido e bastante meigo. Prometiam-nos magia e foram palavras mágicas que encontrei. O facto de grande parte da narrativa envolver um nevão e a minha estação preferida [inverno] só fez com que me agarrasse ainda mais ao livro. Senti que poderia viver em Bald Slope, junto daquela encosta cheia de neve.

A primeira coisa que me apercebi foi que cada capítulo nos apresentava um doce diferente. Desde sombrinhas de chocolate, algodão doce, smarties, kit kat, (...), passámos por todo um rol de doçaria que me deixou com água na boca. Muitos desses títulos cruzavam-se com a narrativa tornando especiais todas as analogias criadas. As três personagens principais - Josey, Chloe e Della Lee - viveram vidas completamente opostas mas, em determinado momento, cruzam caminhos e encontram umas nas outras o caminho certo a seguir. Todas elas procuram o perdão, a amizade, o amor. Jack, Adam e Julian, os grandes culpados de vários tumultos e de instabilidade emocional serão também as respostas e a luz para o caminho correto. Não são romances clichés com frases feitas e decisões relâmpago. São romances que senti que qualquer um de nós poderia viver. As personagens estão construídas de forma tão genuína que senti que qualquer uma delas se poderia cruzar comigo. Senti que qualquer uma delas poderia ser eu. 

Em simultâneo seguimos a história de Margaret - a mãe de Josey - que vive amargurada com um passado que não fora simpático para ela. Que vive presa às aparências e se recusa a admitir que a filha quer abrir as asas e voar, tentando com que esta se sinta culpada. Vive numa angústia constante tentando esconder os segredos de família. Os últimos capítulos trazem-lhe redenção e, em última instância, a felicidade que ela secretamente sempre procurou.

Confesso que o capítulo inicial me assustou, muito por culpa de um acontecimento inusitado mas, ao mesmo tempo, foi esse aspeto que fez aumentar a curiosidade e me fez querer ler sempre mais e mais. O final foi praticamente aquilo que eu tinha imaginado, exceto um pequeno pormenor. Um pormenor que me deixou de boca aberta e com o qual eu não contava. Essa reviravolta deu um novo sentido a toda a narrativa e as peças encaixaram-se na perfeição. Fechei o livro com um sorriso nos lábios.

Deixo-vos o excerto que, para mim, se destacou do restante livro:

«- Os livros podem ser possessivos, não é? Por vezes andamos a vaguear por uma livraria e um determinado livro surge-nos no caminho, como se se tivesse deslocado para ali sozinho, só para chamar a nossa atenção. Por vezes, o que está no seu interior mudará a nossa vida, mas outras vezes nem precisamos de o ler. É simplesmente reconfortante ter o livro por perto. Muitos destes livros quase nem foram abertos. "Porque compram livros que nem sequer lêem?", pergunta-nos a nossa filha. É como perguntar a alguém que vive sozinho porque comprou um gato. Pela companhia, é claro.» [p. 183]

Fotografia própria, Maio 2019

quinta-feira, maio 16

: [ Verão na Riviera ] de Elizabeth Adler

Fotografia própria

Sinopse
A americana Lola Laforêt pensava que tinha tudo: um casamento estável com Patrick, um francês muito encantador, e o Hotel Riviera, um espaço mágico voltado para o azul do Mediterrâneo, a sua grande paixão. Até que um dia Patrick desaparece misteriosamente sem deixar rasto… Seis meses depois, Jack Farrar, um americano que passeia pelo mundo a bordo do seu barco, lança âncora na enseada do Hotel Riviera e vai mostrar a Lola o verdadeiro significado do amor. A atracção entre ambos é imediata, mas, após o que aconteceu com Patrick, Lola receia envolver-se novamente. Será Jack um homem de confiança? Quando a polícia a questiona acerca do paradeiro do marido e, em seguida, várias pessoas suspeitas reivindicam a posse do Hotel Riviera, Lola recorre à ajuda de Jack para encontrar o misterioso Patrick e resolver, de uma vez por todas, o seu futuro.

Opinião
Depois do livro da Joanne Harris [Maligna] senti que precisava de um romance leve e descomplicado. De entre todos os que estavam na minha estante foi este que me saltou de imediato à vista. Nunca tinha lido nada da autora e, portanto, não levava qualquer expectativa quando o comecei a ler. E confesso que acabei o livro agradavelmente surpreendida. 

É um romance que nos transporta para o sul de França e apesar de nunca lá ter ido foi como se estivesse a percorrer aquelas ruas. Como se estivesse à beira do Mediterrâneo a ver os barcos ancorados balançarem ao sabor das marés. Como se estivesse num dos quartos do pequeno hotel Riviera, gerido por Lola Laforêt onde deposita todo o seu amor. Quase consegui sentir o sabor dos pratos que a chef Lola confecionava. As descrições são de tal forma pormenorizadas - sem serem exaustivas - que as imagens criam-se de imediato na nossa mente. Ao longo das páginas a escritora leva-nos por uma montanha russa de cheiros, sabores e paisagens. Leva-nos por uma montanha-russa de sentimentos. Há um pouco de tudo: tristeza, raiva, paixão, amizade, mistério, amor. 

A relação de Lola com Jack Farrar, um bonito americano que ancorou o seu barco na baía do hotel Riviera, não supreendeu de todo e todos os passos que deram eram os expectáveis para um romance deste género. Mas a componente de mistério que envolveu o desaparecimento de Patrick - o marido de Lola - e que fez aproximar-se do Hotel Riviera personagens questionáveis prendeu-me até à última página. Ao longo do livro vamos descobrindo elementos novos e quando achava que saberia como seria o final havia algo que se atravessava pelo caminho, trocando-me as voltas. O desfecho da história entre Lola e Patrick foi, sem dúvida, o que mais me chocou. Mas que no fundo teve a sua razão de ser, provando que o amor nem sempre se mostra da forma como imaginamos.

Tenho que destacar a personagem de Srª Nightingale, uma ajuda preciosa para o deslindar de todas as dúvidas. Uma personagem interessante, divertida e com uma força interior invulgar. Fiquei fã desta improvável heroína.

Apesar de não ser a maior fã deste género de romances tenho que admitir que este foi do meu agrado. Divertiu-me. Fez-me viajar por França e, mais tarde, por uma vila inglesa. Fez-me sorrir, ficar preocupada, ficar triste, intrigada. Fez-me querer saltar para o fim para saber como acabava, apesar de já desconfiar. É um excelente romance para o verão que está quase a chegar!

domingo, maio 5

: [ Maligna ] de Joanne Harris

Fotografia própria

Sinopse: Algo dentro de mim recorda e não esquecerá... Alice e Joe têm em comum a paixão pela arte - ela é pintora e ele é músico - e, em tempos, estiveram também unidos pelo amor que sentiam um pelo outro. As suas vidas seguiram diferentes rumos, mas o reencontro é inevitável. Joe tem agora uma nova namorada, Ginny, que provoca em Alice uma intensa perturbação. A beleza etérea e singular de Ginny repele-a, e o seu sinistro grupo de amigos atemoriza-a. Os hábitos estranhos da jovem deixam Alice suficientemente inquieta para levar a cabo uma investigação por conta própria. E o que descobre vai mudar tudo. Ginny tem em seu poder um velho diário que conta a trágica história de amor de Daniel Holmes e Rosemary Virginia Ashley, cujo poder de sedução não conhece limites. Só que Rosemary morreu há meio século... mas o seu magnetismo não está certamente extinto. À medida que as histórias se entrelaçam, passado e presente fundem-se; Alice apercebe-se de que o seu ódio instintivo em relação à nova namorada de Joe pode não se dever apenas ao ciúme, já que algo em Ginny a arrasta irremediavelmente para um universo de insondável obsessão, vingança, sedução e sangue...


Já terminei esta obra na semana passada mas senti-me incapaz de dar a minha opinião mais cedo. Não só pela falta de tempo - que também existiu - mas porque tive que digerir por completo aquilo que li. Foi um livro que me fez ficar largos minutos a olhar para o vazio tentando analisar aquilo que tinha acabado de acontecer. Não me interpretem mal... É um bom livro. A Joanne Harris é uma escritora exímia e apesar desta ter sido a sua primeira obra - o que acabamos por denotar no decurso da narrativa - fiquei completamente enredada na história. Se, tal como eu, são leitores que se isolam do mundo exterior quando pegam num livro, então não há como evitar criar imagens daquilo que estamos a ler. E eu criei imagens. Muitas imagens. Imagens vívidas e algumas delas aterrorizantes.

Confesso que não foi um livro que me prendeu logo de início mas sensivelmente a meio da obra fiquei de tal forma embrenhada que queria ler sempre só mais um capítulo. A partir do momento em que se desvendou o mistério central tornou-se uma narrativa previsível mas, ainda assim, chocante. Em certos momentos quase podia jurar que sentia o cheiro a Alfazema que tantas vezes era descrito. Quase via os cabelos ruivos de Ginny. De Rosemary. Senti-me, por diversas vezes, na pele dos narradores - Daniel, do passado; Alice, do presente. Senti que estava a viver a vida deles, a sentir o misto de emoções que os deixavam loucos. Em certos momentos deixei de estar em casa para estar perdida nas ruas de Cambridge; Em Granchester, no cemitério. Por vezes dei por mim presa aos locais que Joanne descrevia e que automaticamente ganhavam vida na minha mente. Quase podia sentir os cheiros que pairavam no ar. Quase podia sentir o terror tomar conta do meu corpo. 

Esta obra remeteu-me muito para as histórias de vampiros, mesmo sem ter vampiros. E tal como a autora descreve na sua nota inicial é "uma história de terror na qual o mundano se torna mais perturbador do que qualquer mitologia". E talvez tenha sido isso mesmo que fez o meu coração palpitar como se tivesse alguém a observar-me nas sombras. São as personagens aparentemente humanas que caminhavam despercebidas entre os demais. Este foi um livro que fez a minha mente fervilhar. Não é, de todo, uma narrativa genial mas foi envolvente o suficiente para me prender até à última palavra. E para desejar saber mais!


"Algo dentro de mim recorda...
Nós recordamos, não recordamos? Sim, o Daniel e o Robert e o Joe e a Alice. Todos recordamos, e conservamos a fé enquanto podemos, sozinhos, como crianças no escuro. Foi o que ela nos fez. A todos nós.

Em Abril, chegará.
Penso que está quase a chegar."

domingo, janeiro 13

: [ Criaturas maravilhosas ] de Kami Garcia e Margaret Stohl


Sinopse: Alguns amores estão destinados a acontecer… Outros estão amaldiçoados. Lena Duchannes é diferente de qualquer pessoa que a pequena cidade sulista de Gatlin alguma vez conheceu. Ela luta para esconder o seu poder e uma maldição que assombra a família há gerações. Mas, mesmo entre os jardins demasiado crescidos, os pântanos lodosos e os cemitérios decrépitos do Sul esquecido, há um segredo que não pode ficar escondido para sempre. Ethan Wate, que conta os meses para poder fugir de Gatlin, é assombrado por sonhos de uma bela rapariga que ele nunca conheceu. Quando Lena se muda para a mais infame plantação da cidade, Ethan é inexplicavelmente atraído por ela e sente-se determinado a descobrir a misteriosa ligação que existe entre eles. Numa cidade onde nada acontece, um segredo poderá mudar tudo.

Opinião: Este foi um dos muitos livros que comprei em segunda mão e sobre o qual não sabia rigorosamente nada. Quando olhei para ele pela primeira vez fiquei cativada pelo título e pela sinopse. Confesso que demorei algum tempo a sentir-me encantada pela história mas depois de ter terminado a narrativa consigo perceber que me sentia assim por factores exteriores ao livro. A partir do momento em que me dediquei exclusivamente a ele fiquei de tal forma embrenhada na história que não queria parar de ler. Cada capítulo era uma porta para novas surpresas, para momentos que me deixavam boquiaberta. Foi um reavivar da minha paixão pela literatura fantástica e pelo mundo sobrenatural.

A narrativa, escrita no ponto de vista masculina, tem um fio condutor bastante claro e as informações vão sendo dadas no momento certo, alimentando a nossa curiosidade. As descrições dos locais e das pessoas são tão pormenorizadas que somos capazes de fechar os olhos e ver a acção desenrolar-se. Somos capazes de sentir o cheiro do alecrim, dos limões, do pântano. Somos capazes de ouvir claramente as conversas entre Lena e Ethan, de ver os seus sonhos, de viver com eles as visões de um passado que os levou aquele presente. Dá para sentir a íntima ligação entre eles, que ninguém consegue explicar. É um livro repleto de personagens interessantes e que nem sempre parecem ser aquilo que realmente são. Personagens que se vão revelando ao longo das páginas e que revelam, em simultâneo, todos os segredos que a vila antiga de Gatlin esconde. Que revelam a verdadeira essência da história da família mais antiga da vila.

Este é um livro que vai deixar os amantes do universo fantástico presos do início ao fim, desejosos de saber o que vai acontecer a seguir. Desejosos por descobrir o que irá acontecer quando o temível décimo sexto aniversário de Lena chegar. Felizmente há mais três livros que dão continuidade a todas as perguntas que ficaram suspensas e que - a contar com o que se lê nas sinopses - nos trarão ainda mais surpresas. Estou ansiosa por lê-los!

Não posso deixar de partilhar o trailer do filme feito com base neste livro... O próximo a ver!

domingo, junho 17

: [ Tudo o que sempre quis ] de Ana Rita Correia



Sinopse: Salvador. Lucas. Helena. Sara e Martim. Cinco jovens que se perderam algures na estrada da vida. Todos eles têm assuntos pendentes, cicatrizes e fantasmas que insistem em persegui-los onde quer que vão. Até mesmo quando, um por um, por um motivo ou por outro, se refugiam numa pequena Vila à beira-mar sem saberem até que ponto os seus destinos estão traçados. Uma história de amor, de amizade, de dor, perdão e segundas oportunidades. Mas acima de tudo, lealdade. Ninguém é forte o suficiente ao ponto que não precise de outro alguém. O que faria com uma noite que mudou tudo? Até onde iria em nome do amor?



Opinião: Este é um livro bastante especial para mim. Além da autora ser minha amiga foi uma obra que li antes da sua edição, já há bastante tempo. Ter o prazer de reler esta história foi maravilhoso e conseguiu surpreender-me como eu não esperava. Parecia estar a lê-la pela primeira vez e senti novamente todas as dores dos personagens. Pareceu-me estar a surfar com o Salvador e a Sara. Quase me escondi perante mais um ataque do furacão Helena. Derreti-me com a história de superação do Lucas. Apeteceu-me puxar as orelhas ao Martim, por ser tão tolo. Cinco vidas intimamente ligadas e que irão demonstrar laços bem fortes nos piores momentos. Muitas são as batalhas que travam, muitos são os segredos que guardam, muitos são os fantasmas com os quais lutam. As reviravoltas são mais que muitas e conseguiram prender-me ao livro, ansiando ler sempre mais e mais. É possível ver o crescimento dos personagens ao longo dos capítulos e o final encerra um momento luminoso, como todos eles merecem. Como qualquer pessoa merece. Este livro é a representação de sonhos, de lágrimas, de vitórias, de sorrisos, de amizade, de amor. É a representação de uma realidade que podia ser a nossa. Talvez por isso seja um livro que nos fala ao coração. Apaixonei-me por todos eles.

Se tiverem curiosidade em lê-lo visitem o blogue da autora - aqui - e falem com ela!

quarta-feira, junho 13

: [ A rapariga de papel ] de Guillaume Musso


Sinopse: Há apenas alguns meses, Tom Boyd era um escritor famoso em Los Angeles, apaixonado por uma célebre pianista. Mas na sequência de uma separação demasiado pública, fechou-se em casa, sofrendo de bloqueio artístico e tendo como única companhia o álcool e as drogas. Certa noite, uma desconhecida aparece em sua casa, uma mulher linda e completamente nua. Diz ser Billie, uma personagem dos romances dele, que veio parar ao mundo real devido a um erro de impressão do seu livro mais recente. A história é uma loucura, mas Tom acaba por acreditar que aquela deve ser de facto a verdadeira Billie. E ela quer fazer um acordo com ele: se ele escrever o seu próximo romance, ela poderá regressar ao mundo da ficção. Em troca, ele ajuda-a a reconquistar a sua amada Aurore. O que tem ele a perder?

Opinião: Este é um livro de leitura fácil, ótimo para uma ida à praia ou para um serão em casa. Aborda, de forma não muito profunda, diversas temáticas que nos deixam a pensar: drogas, vidas em bairros sociais, armas, homícidos. Por outro lado fala de amizades que resistem ao passar dos anos, de amor, de segundas oportunidades, de paixões que nos arrebatam e que nos levam a perdoar até a maior das traições. Adorei a personagem de Billie, a sua personalidade, a sua importância no decorrer de toda a história. É, muito provavelmente, a personagem com mais peso para a vida do protagonista. Gostei do facto do livro não se cingir à visão de um personagem, alternando entre várias personagens e mostrando diferentes visões. As descrições dos locais são tão pormenorizadas que mesmo nunca tendo lá ido quase que me conseguia transportar para lá. Quase no final da narrativa há uma reviravolta que, confesso, não esperava mas que deu muito mais sentido a tudo aquilo que o autor escreveu. Foi um livro que me cativou e que recomendo a quem goste de romances não convencionais!

sábado, junho 2

: [ O Inverno Russo ] de Daphne Kalotay


Sinopse: Quando Nina Revskaya, uma antiga estrela do Ballet Bolshoi, decide vender em leilão a sua famosa colecção de jóias, acredita ter por fim feito correr o pano sobre o seu passado. Em vez disso, a antiga bailarina encontra-se subjugada pelas memórias da sua terra natal e dos acontecimentos, simultaneamente gloriosos e comoventes, que mudaram o rumo da sua vida há meio século. Foi na Rússia que descobriu a magia do teatro, que se apaixonou pelo poeta Viktor Elsin, que ela e os seus amigos mais queridos - Gersh, um compositor brilhante, e a bela Vera, a sua melhor amiga - se tornaram vítimas da agressão estalinista. E foi na Rússia, que uma terrível descoberta conduziu a um acto fatal de traição - e a uma fuga engenhosa que conduziu Nina para o Ocidente, e por fim até Boston. Nina guardou os seus segredos durante metade da sua vida. Mas duas pessoas não irão deixar o passado repousar: Drew Brooks, uma curiosa e jovem assistente de uma casa leiloeira em Boston; e Grigori Solodin, um professor de russo que acredita que um único conjunto de jóias pode conter o segredo para o seu passado ambíguo. Juntos estes companheiros improváveis começam a desvendar o mistério que envolve uma carta de amor, um poema e um colar de proveniência desconhecida, colocando em acção uma série de revelações que irão alterar a vida de todos.

Opinião: Este livro arrebatou-me. Fez-me sentir alegria, tristeza, timidez, raiva, confusão. É um livro que nos leva numa autêntica montanha russa de emoções. A magia do ballet acompanha-nos ao longo de várias páginas e parecemos estar no palco com as bailarinas. Confesso que fiquei com uma vontade enorme de ver todos os bailados referidos e espero conseguir fazê-lo! As descrições estão tão bem construídas que conseguimos ver os sítios, sentimos na pele todos os sentimentos das personagens, queremos protegê-las, acarinhá-las. É uma viagem entre o passado e o presente. De um  lado um passado cheio de segredos, que retrata uma rússia onde a liberdade artística era algo que parcamente existia. Uma rússia que condicionava os seus habitantes; Que procurava, sem parar, inimigos do estado. Por outro lado, um presente onde as vidas de três pessoas se irão ligar intimamente, revelando o que nunca imaginámos. Perto do fim fiquei tão enraivecida com duas das personagens que quase deixei o livro, juro. Felizmente continuei-o e acabei por ler mais uma reviravolta. Aliás, bastantes reviravoltas. Terminei o livro com o coração cheio, de tão bem escrito que está. Nunca tinha lido nada da autora mas conquistou-me. 

Se quiserem ler as primeiras páginas do livro carreguem aqui!

Não sei se existe ou não - não consegui encontrar informações sobre isso - mas este livro merecia uma adaptação cinematográfica!

quinta-feira, maio 10

: A paixão pelos livros começa na capa!


Muito nos dizem que não podemos julgar um livro pela capa - e é bem verdade - mas não podemos negar que uma boa capa ajuda a despertar o nosso interesse. Se a capa for clara e nos transmitir um pouco do livro vai conseguir com que, pelo menos, peguemos nele para ler a sinopse. Não costumo descartar livros por motivos fúteis mas acabo por demorar mais a chegar até eles.

Há pouco tempo chegou-me às mãos um livro de um conhecido dos meus pais. O livro foi editado em edição de autor e ele emprestou-mo para ler. A sinopse é super interessante e o pouco que li puxa por nós - aborda a temática da escravatura no Brasil. Mas depois a capa desiludiu-me. É escura e demorei uns bons vinte minutos a perceber qual era a imagem. Eu e o meu pai começámos por pensar que era uma coisa mas depois acabei por descobrir algo completamente diferente. Sei que não é a capa que faz o livro mas, sejamos sinceros, ajuda bastante!

Costumam ligar alguma coisa às capas ou passa-vos completamente ao lado?

quarta-feira, julho 12

: Procura-se....


... amante de livros que esteja disposto a adoptar parte da minha já extensa coleção! No fim-de-semana tive que reorganizar a minha estante de modo a incluir todos os livros infantis que adquiri durante o ano e que estavam no trabalho. Conclusão: quase que não tenho espaço livre e teimo em lembrar-me das caixas que ainda estão na cave dos meus pais!! Acho que preciso de comprar uma casa nova com uma divisão extra só para os meus livros, que isto está a ficar difícil de acomodar tudo!

sábado, junho 10

: Home Sweet Home #5

Sou, desde sempre, apaixonada por livros. Muito por influência da minha mãe, também ela uma leitora ávida. Desde pequena que tive o quarto recheado de livros e, como seria de esperar, tenho bastantes livros em minha casa. Espalhados por duas estantes. E imensos - infantis - guardados ainda em caixas por não ter tanto espaço para eles. Na casa onde moro agora não tenho possibilidade de ter uma divisão apenas para os livros - um dos meus maiores sonhos - mas se algum dia mudar de casa quero tentar fazer uma biblioteca privada. Enquanto esse dia não chega procuro inspirações e, quem sabe, não encontre uma maneira de acomodar mais livros no espaço que tenho!




segunda-feira, maio 1

: Desejos literários #1

Os últimos livros que comprei foram sempre em lojas de artigos em segunda mão e raramente dei mais do que 5€ por um livro. Talvez por isso me custe, nesta fase da vida, imaginar-me a comprar livros quase a 20€! Apesar de ter bastantes livros em lista de espera - estou neste momento a ler o primeiro volume da trilogia Maze Runner - há sempre aquelas obras que gostaríamos de acrescentar à biblioteca! Estas três são os meus mais recentes desejos, por diferentes razões. Para já não vou cair na tentação de comprá-las. Quem sabe não encontre estes livros nas minhas adoradas lojas e os consiga trazer a um preço super simpático!!


Li "A rapariga no comboio" e gostei da forma como a história se desenrolou. Gosto deste género de livros com mistério e que não nos serve o final logo de bandeja. Gosto de livros que puxem pela nossa mente e que nos façam tentar encontrar soluções. Este é um livro que não vou poder deixar de ler!


Ainda não vi a série tão badalada mas, confesso, tenho alguma curiosidade. E, como tal, tenho também curiosidade de ler o livro. Parece-me ser uma história pesada mas realista, bem ao meu género. Gosto de explorar a mente humana e mesmo que este livro não passe de ficção não há como não recordar que imensas pessoas passam exatamente por isto! 



Amei o livro "A 5ª Vaga" - já o filme deixou um pouco a desejar, na minha opinião. Claro está que assim que descobri que havia uma continuação o livro entrou logo para esta lista. Como não querer saber o que aconteceu depois da explosão com que terminou o primeiro volume? Como não querer saber o que aconteceu aos sobreviventes? Eu cá quero saber! 

terça-feira, janeiro 10

: A leitura do momento:

Foto presente no meu instagram

E estou a aprender tanto, tanto!

quinta-feira, dezembro 15

: [ Harry Potter e a Criança Amaldiçoada ]


Sou fã do Harry Potter já há muitos anos. Dos livros, principalmente. Lembro-me que ofereceram os primeiros dois livros à minha mãe mas quem acabou por ficar fã fui eu. Inclusivamente, ela ofereceu-me esses dois livros e posteriormente foi-me comprando toda a restante coleção. Gostei dos filmes mas muito por culpa das incoerências nas adaptações só vi todos eles uma única vez. Prefiro criar o meu próprio filme enquanto leio!

Foi com algum ânimo que recebi a notícia de que existia uma peça de teatro, que conta o futuro que ficou na imaginação de milhões de potterheads. Imaginação essa que levou à escrita de milhares de fanfic's. Mais animada fiquei quando soube que o guião dessa peça de teatro daria origem a um livro. Resisti a comprá-lo durante meses - esperançada que o iria encontrar muito mais barato nas lojas Cashconverter. Há cerca de duas semanas desisti dessa ideia louca e trouxe-o comigo.

Eu já sabia que lia rápido mas deixei toda as pessoas no meu trabalho - e o David - parvas. Em pouco mais de 4/5 horas li o livro todo. Em minha defesa o livro é bastante rápido de ler (quem já o leu confirma, certo?!) e foi-me impossível ficar sem saber o que aconteceria a seguir. Algumas partes da história não tinham grande lógica, tendo em conta os livros "oficiais", mas quando um guião é escrito a três mãos é normal que outras ideias surjam e que outros caminhos sejam tomados. Em algumas partes da história senti que estava a ler uma fanfic, mas num bom sentido. Senti que esta era a história que nos faltava. A história que fazia todo o sentido a que os fãs de Harry Potter tivessem acesso. Agora fica a faltar, claramente, uma continuação. Porque - falo por mim - nunca é demais uma história deste universo mágico.

Fiquei fã do Scorpius Malfoy e adorei a "reviravolta" que deram ao personagem do Ron Weasley. Perfeito seria ter a oportunidade de ver esta peça em cena! Agora que já entrei novamente no universo Potteriano não me pode faltar comprar o livro das Criaturas Fantásticas e Onde Habitam. A curiosidade consome-me!

quinta-feira, outubro 27

: Apaixonei-me por dois livros infantis...



Descobri-os no programa do Jimmy Fallon e apaixonei-me pelas ilustrações. Mas dá para resistir a esta cara fofa de bouledogue francês?! Eu já estava cheia de vontade de arranjar os livros mal pus os olhos nas capas mas assim que percebi que a protagonista, Mabel, era uma frenchie então percebi que tenho que os ter, nem que para isso tenha que ir à América buscá-los!!!!!

Começa agora uma verdadeira odisseia para conseguir estes dois livros.

quinta-feira, outubro 13

: [ A rapariga no comboio ] de Paula Hawkins


Este foi, provavelmente, o livro mais falado de 2015. E será, provavelmente, um dos filmes mais falados de 2016. Apesar do trailer já me ter deixado bastante desapontada principalmente pelas caraterísticas físicas da protagonista, completamente diferentes das descritas no livro!!

Comecei o livro ignorando todas as opiniões que por aí já estavam espalhadas. E fui surpreendida. Na maioria do tempo pela positiva. Mas tenho que confessar que a protagonista não me cativou por completo. Senti-a muito dependente de terceiros e só depois do meio do livro é que comecei a sentir-lhe a força e a força de viver. Só aí comecei a sentir mais empatia por ela. Quem sabe não tenha sido essa a intenção da autora...

É um livro que nos leva por diversos caminhos e que não nos dá de imediato as respostas. Ficamos presos às páginas e queremos sempre descobrir o que vem a seguir. Está tão bem descrito que parece estarmos dentro do comboio a olhar para as casas ou a vaguear pelas ruas. É um livro que nos aperta o coraçã, que nos faz temer qualquer pessoa com a qual nos possamos cruzar, que nos deixa pensativos. Foi um livro que me levou ao passado, a uma relação falhada, fazendo-me ter mais do que certezas do quão bem estou hoje. 

Já é habitual os livros terem um grande impacto em mim mas quando terminei este livro senti necessidade de ficar deitada a olhar para o tecto para depois me refugiar no abraço do David, procurando proteção. Estranho?! Talvez. Mas provavelmente quem leu este livro teve uma sensação semelhante.

Deixo-vos, de seguida, alguns dos excertos que mais gostei:

"Um sol magnífico, o céu azul, mas ninguém com quem os partilhar, nada que fazer. É mais díficil viver assim no verão, da maneira como eu tenho vivido, quando os dias são tão longos, há tanta luz, tão pouca ajuda da noite, com toda a gente na rua a ser tão obviamente e tão agressivamente feliz. É esgotante, e faz-nos sentir ainda pior, por não nos podermos juntar à festa. Tenho todo o fim de semana pela frente, 48 horas vazias para matar. Levo a lata uma vez mais à boca, mas não sobra uma única gota." (pág. 13)

"Perdi o controlo sobre tudo, até sobre os lugares dentro da minha cabeça." (pág. 18)

segunda-feira, agosto 1

: [ Filhos do Abandono ] de Torey Hayden


Tenho imensos livros sobre os quais, cronologicamente, deveria falar primeiro. Quatro, para ser mais precisa. Mas preciso libertar-me do peso da história deste livro em primeiro lugar. 

Para quem trabalha com crianças sabe que a realidade familiar em que elas vivem nem sempre é a melhor. Até quem não trabalha em contextos escolares decerto já se apercebeu de alguns casos, talvez próximos de si. Em quatro anos de trabalho tive a sorte de não me deparar com realidades familiares demasiado pesadas ou onde existisse abuso infantil. Ler este livro da Torey fez-me ficar de coração apertado. Li-o, bastante rapidamente, ansiosa por saber que tudo tinha acabado bem para as crianças sobre as quais ela fala. Nem sempre isso acontece e há muitas vidas que ficam comprometidas logo nos primeiros anos de existência. Mas, neste caso, a acção dela foi bastante importante para as mudanças certas ocorrerem.

Saber que algo semelhante ao que li pode estar a acontecer debaixo do meu nariz faz-me parar e ponderar tudo aquilo que ouvi e presenciei. Abre-me os olhos para pequenos sinais, para possíveis momentos em que terei de ser eu a agir. Não devemos, nem podemos, deixar que as crianças sejam filhos do abandono. Que sofram às mãos de quem deveria cuidar delas. Não devemos, nem podemos, deixar que mais vidas sejam comprometidas. Vidas que têem nelas a pureza de um coração novo. Podemos - e devemos - estar atentos, actuar nos momentos certos, fazer uso do nosso discernimento. Está nas mãos de todos nós dar vida a todas estas vidas.

Este é um livro que não aconselho se forem facilmente impressionáveis. Mas é, ao mesmo tempo, um livro que nos ajuda a crescer e a ver a infância com outros olhos. Nem sempre é simples ser criança...


Em jeito finalizador apresento-vos as duas citações que mais me marcaram ao longo das páginas:

« "Quando a situação já é desesperada, os teus actos não vão agravá-la. Portanto, vale sempre a pena correr o risco, só para veres se tens uma pequena oportunidade de a melhorar." » (página 73)

« "As nossas mentes estão povoadas de coisas estranhas - continuei. - Quando temos de enfrentar um problema muito grave, ele tende a assumir grandes proporções na nossa mente e apenas passa a recordação quando falamos dele. A nossa cabeça é incapaz de se libertar dele por si só, reduzindo-o à dimensão das nossas outras lembranças. Precisamos de falar dele. Dessa forma, ajudamos a nossa cabeça a organizar o que se passou: isso ajuda-nos a compreender como se passou, o que sentimos e o que fizemos. É como se tivesses um cesto enorme cheio de roupa lavada, no meio do teu quarto, a ocupar muito espaço. Vê-lo sempre que entras no quarto e talvez até tropeces nele, se não prestares atenção. Contudo, se organizaes o que está lá dentro: dobrares as toalhas, enrolares as peúgas, podemos arrumar tudo devidamente. É o que se faz com os pensamentos, ao falar. Isso permite-nos arrumar as coisas que nos aconteceram, de modo a deixarem de estar no meio do caminho, sempre que pensamos nelas." » (página 246)

sábado, abril 16

: [ Filha Do Sangue ] de Anne Bishop


Não conhecia este livro até ao dia em que o David o trouxe para casa. Demorei algum tempo a pegar nele pois não pensei que fosse ser um livro dentro dos géneros que eu costumo gostar. Como me enganei...

sábado, março 26

: Palavras que fizeram o meu dia!


Muitos de vocês já devem saber - oh para mim toda convencida - mas para os que ainda não sabem eu lancei um livro, em 2013, pela Chiado Editora. Apesar de ter orgulho naquilo que escrevi acho que nunca vivi à grande esta conquista e às vezes até me esqueço que tenho um livro a passear por aí, com o meu nome na capa. É tudo demasiado irreal como se ninguém fosse querer ler o meu livro. 

Até ao dia em que a Ana Ribeiro do blogue Escreviver me disse que tinha pedido um exemplar do meu livro à Chiado Editora e que estava a lê-lo. Fiquei de boca aberta e, claro, ansiosa por saber qual a sua opinião. Posso dizer-vos que ler aquilo que a Ana escreveu sobre o meu livro me deixou de coração cheio. Desde o dia em que fiz a última revisão nunca mais reli aquelas páginas e já não sabia ao certo que reacção esperar das outras pessoas. Fiquei feliz por saber que a minha história é, à sua maneira, marcante e que permite que as pessoas se identifiquem com, pelo menos, um personagem.

Talvez um dia tenha coragem para reler o meu livro, visto que é difícil para mim reler alguma coisa que tenha escrito sem ter ânsias de reescrever tudo. Mas, por enquanto, deixo-vos a opinião da Ana ao meu livro, aqui. Obrigada, Ana, pelas tuas doces palavras!

sábado, fevereiro 20

: Das coisas que eu vou lendo...


Já li muitos livros ao longo da minha vida. Praticamente todos eles me conquistaram por algo em específico: uma personagem ou pela essência da história. Mas posso dizer-vos que o livro que estou a ler agora - "Filha do Sangue" de Anne Bishop - tem-me conquistado pelos apontamentos irónicos que vai tendo. Propositados ou não têm sido um dos motivos para eu estar cada vez mais encantada com a história.

Atentem neste excerto:

«Saetan, o Senhor Supremo do Inferno, estava calmamente sentado à lareira, um cobertor enrolado à volta das pernas, folheando um livro que não tinha interesse em ler.» (p. 33)

Conseguem imaginar o "dono" do Inferno, enrolado num cobertor em frente à lareira? Até porque o inferno é um sítio deveras frio... Como este há mais alguns excertos que me fizeram reler duas e três vezes, só para ver se tinha lido bem. Não tinha grandes expectativas em relação a este livro mas tem estado a surpreender-me pela positiva!

segunda-feira, fevereiro 15

: [ A Talentosa Flavia de Luce ] de Alan Bradley


Este foi um dos muitos livros que comprei à Maria Francisca, na sua loja de artigos em segunda mão online. Primeiro que tudo o título conquistou-me, assim como a sua sinopse. E, apesar do tempo que demorei a lê-lo [por factores exteriores ao livro], não me arrependo nada de tê-lo comprado.

É um romance diferente, em que a nossa protagonista é uma menina de onze anos, apaixonada por química e com o espírito de uma detective. Esta história passada numa Inglaterra da década de 50 faz-nos rir com todas as peripécias que ela vive, faz-nos pensar em quais serão as respostas a todos os enigmas que vão aparecendo, faz-nos querer ter só um pedaço daquela inteligência tão dedutiva. Flavia é uma menina muito perspicaz que não irá descansar enquanto não resolver o estranho homícidio que ocorreu no meio dos pepinos junto à mansão da sua família.

Esta foi uma leitura bastante agradável e deixou-me com vontade de ler mais aventuras da Flavia de Luce porque, decerto, ela se meteu em mais peripécias logo após o desfecho da história! Se tiverem oportunidade de ler este livro decerto irão gostar desta inesperada heroína e quem sabe não se revejam nela!

Seleccionei, especialmente para vocês, dois excertos que para mim se destacaram de todos os restantes:

«- O custo, compreende, de alojar um coração que ainda bate. Dispomos da nossa vida um quadradinho de cada vez. Já não resta muito, pois não?» (p. 249)

«Feely e eu tínhamos ouvido extasiadas quando Daffy nos lera Scaramouche e A Ilha do Tesouro e História de Duas cidades, mas havia alguma coisa em Penrod que fazia o seu mundo parecer tão distante do nosso no tempo como a Idade do Gelo. Feely, que pensava nos livros em termos de andamentos musicais, disse que fora escrito em clave de dó.» (p.259)